terça-feira, julho 01, 2025
EVENTO DO GLIP EM CABO FRIO-RJ
quarta-feira, junho 18, 2025
ARTIGO DE ANTHONY RASIB
Por que o mundo chora menos por Parnia?
A jovem poetisa iraniana entre as primeiras vítimas da fúria de Israel
Em meio ao horror dos recentes ataques, a vida e os sonhos de uma alma sensível foram brutalmente ceifados, deixando um vazio doloroso e a lembrança de que a guerra não poupa nem mesmo a inocência dos poetas.
No turbilhão de notícias e imagens de destruição que emergem do conflito, um nome ressoa com uma tristeza particular: o de Parnia Abbasi, uma jovem poetisa iraniana (2002-2025), que se tornou uma das primeiras vítimas dos ataques. Parnia, junto com sua família (todos civis), foi morta em um brutal e ilegal ataque do regime sionista israelense no bairro de Sattarkhan, em Teerã, como noticiado pela Pamenar Press (15/06/2025).
Parnia era uma moça cheia de esperanças, com a alma transbordando em versos que buscavam a beleza em um mundo complexo. Imagine os poemas que ela sonhava escrever, as metáforas que ainda habitavam sua mente jovem e os sentimentos que esperavam ser traduzidos em palavras. Parnia expressava em sua poesia a melancolia, um de seus poemas, "A Estrela Apagada", traduzido por Ghazal Mosadeq e publicado postumamente, ecoa a dor e a efemeridade da vida:
Eu chorei pelos dois.
por você.
e por mim.
você sopra as estrelas, minhas lágrimas.
no seu mundo a liberdade da luz.
no meu, a perseguição de sombras.
você e eu chegaremos ao fim em algum lugar.
o poema mais bonito do mundo se cala.
você começa em algum lugar a chorar o murmúrio da vida.
mas eu terminarei.
eu queimarei.
Eu serei aquela estrela apagada.
No seu céu.
como fumaça.
Cada poema não escrito, cada inspiração que não floresceu, é um lamento que se junta ao coro de dor de famílias dilaceradas. A arte, em sua essência mais pura, busca construir pontes, expressar a beleza e a complexidade da alma humana. Mas, ironicamente, foi exatamente essa beleza que foi silenciada por atos de guerra.
Quantas outras vidas, cheias de promessas e talentos, foram ceifadas ou irremediavelmente marcadas por essa escalada de violência? A cada notícia de ataque, não são apenas números que aumentam, mas histórias inteiras que são interrompidas. São sonhos de um futuro, abraços que nunca acontecerão e vozes que se calam para sempre.
A imagem de uma poetisa, uma jovem alma que encontrava na palavra seu refúgio e sua forma de expressão, virando estatística de guerra, é um soco no estômago da humanidade.
Ela nos força a olhar para o custo humano dos conflitos, para a perda irrecuperável de quem, com sua sensibilidade, poderia ter nos oferecido um novo olhar sobre o mundo. E, ironicamente, a comoção em torno de Parnia e de outras vítimas não atingiu a mesma intensidade que o regime sionista de Israel tenta fabricar quando ocorrem vítimas da própria guerra que eles criaram, mostrando a disparidade na narrativa e na empatia global.
Que a lembrança de Parnia Abbasi e de tantas outras vítimas inocentes seja um alerta pungente sobre a necessidade urgente de paz e compaixão, para que mais melodias não sejam silenciadas e mais versos não se percam no eco da destruição.
Anthony Rasib
sábado, junho 14, 2025
ARTIGO DE ANTHONY RASIB
Prefeitos no holofote em Israel : Quando a Selfie vale mais que o Saneamento Básico
Atualmente, um movimento constante de viagens de prefeitos brasileiros para Israel tem chamado a atenção, gerando questionamentos sobre suas reais prioridades. Um fenômeno curioso e, para muitos, estranho, que merece o olhar atento da população: qual é, de fato, o objetivo e o benefício dessas missões?
Todo cidadão brasileiro sabe que seu bairro, sua cidade ou sua região carece do olhar político e humano de seus representantes. Enquanto alguns gestores atuam de forma questionável no meio ambiente, outros fecham os olhos para a falta de medicamentos em UPAs, hospitais sem material e médicos, escolas abandonadas e ruas escuras. No entanto, parece que ainda há tempo e recursos para uma viagem integralmente paga por um governo acusado de crimes contra a humanidade.
Em junho de 2025, uma comitiva de prefeitos e vice-prefeitos do Brasil embarcou para Israel, a convite do governo israelense, de inclinação de extrema-direita e ideologia sionista. O objetivo declarado era participar de uma feira de tecnologia e buscar inovações para suas cidades. Mas, a pergunta que ecoa é: será que esse “almoço” realmente sai de graça? Tudo pago e quais as contrapartidas? A viagem, contudo, se transformou em um episódio de grande repercussão política e legal, levantando sérios questionamentos sobre as prioridades, a ética e a diplomacia dos nossos líderes municipais.
Entre os “especialmente convidados” pelo governo israelense – acusado de inúmeros crimes contra a humanidade – estavam:
Álvaro Damião (Prefeito de Belo Horizonte – MG)
Nélio Aguiar (Prefeito de Santarém – PA)
Johnny Maycon (Prefeito de Nova Friburgo – RJ)
Welberth Porto de Rezende (Prefeito de Macaé – RJ)
Cícero de Lucena (Prefeito de João Pessoa – PB)
Janete Aparecida Silva Oliveira (Vice-Prefeita de Divinópolis – MG)
Maryanne Terezinha Mattos (Vice-Prefeita de Florianópolis – SC)
Vanderlei Pelizer Pereira (Vice-Prefeito de Uberlândia – MG)
Cláudia da Silva Lira (Vice-Prefeita de Goiânia – GO)
E o governador de Rondônia, Marcos Rocha.
A viagem desses políticos já era encarada com estranheza diante dos conflitos acirrados entre Israel e Irã. Fazer uma missão nestes tempos, colocando suas próprias vidas em perigo e, potencialmente, mobilizando a Força Aérea Brasileira em caso de necessidade, não pareceu uma ação madura e sensata. Muitos, inclusive, tiveram que se abrigar em bunkers. A informação de que os custos da viagem foram integralmente custeados pelo governo de Israel, com sua linha política, levanta um sério debate legal e ético no Brasil. A aceitação de benefícios como passagens e hospedagem de governos estrangeiros por agentes públicos pode configurar uma infração à Lei de Improbidade Administrativa e gerar um conflito de interesses. Mesmo com uma finalidade supostamente técnica, a aceitação de tal “presente” de um país em intenso conflito geopolítico e com potenciais interesses diplomáticos oculta um custo que poderá ser pago de outras formas.
Como essa seleção ocorreu? Essa é uma pergunta que exige respostas claras. Não foi uma viagem para todos os prefeitos do Brasil, mas sim de uma delegação específica. A escolha dos participantes se deu por meio de um convite formal da Embaixada de Israel no Brasil, direcionado a um grupo seleto de prefeitos e líderes estaduais com supostos interesses em tecnologia. A ironia é que a conta final dessa “experiência” pode recair sobre os cidadãos de seus municípios, que não desejam colaborar indiretamente com a guerra e a fome que assola crianças, mães de família e idosos em outras partes do mundo.
Os critérios para essa seleção específica, no entanto, não foram amplamente detalhados publicamente, gerando dúvidas sobre a transparência do processo da Embaixada de Israel no Brasil e se houve algum viés na escolha dos participantes.
A situação ganha camadas mais grossas quando se considera o histórico de alguns desses gestores e os problemas que persistem em suas próprias cidades. Focando estritamente em acusações que já possuem alguma forma de comprovação legal ou administrativa definitiva:
• Em Goiânia (GO), a vice-prefeita Cláudia da Silva Lira teve seu registro de candidatura e o do prefeito eleito, Sandro Mabel, cassados pela Justiça Eleitoral de Goiás em dezembro de 2024. A decisão se deu por abuso de poder político, uma acusação com desfecho legal comprovado.
Essa realidade, onde há decisões judiciais ou administrativas definitivas contra gestores, contrasta drasticamente com a busca por visibilidade internacional, enquanto as populações de suas cidades enfrentam desafios urgentes e muitas vezes negligenciados:
Em Belo Horizonte (MG), apesar dos avanços, a capital mineira ainda lida com desafios na saúde pública, como superlotação de UPAs e a demanda por exames e consultas especializadas. A mobilidade urbana e a segurança pública em algumas regiões também são queixas constantes dos cidadãos.
João Pessoa (PB) enfrenta dificuldades na infraestrutura básica, principalmente em bairros carentes, com problemas no saneamento básico, na saúde e na educação pública.
Macaé (RJ), mesmo sendo uma região com forte arrecadação pela indústria do petróleo (o que torna sua inclusão no convite de Israel ainda mais curiosa), ainda lida com a distribuição desigual da riqueza, gerando disparidades sociais e problemas em serviços públicos.
Nova Friburgo (RJ), marcada por tragédias no passado, ainda sofre com a falta de infraestrutura de contenção de encostas e habitação segura para seu povo.
Santarém (PA), localizada na Amazônia, padece sem saneamento básico (acesso a esgoto e água potável), tem saúde precária nas comunidades ribeirinhas e enfrenta a falta de interesse escolar em algumas regiões.
Divinópolis (MG) tem problemas na gestão de resíduos sólidos, com necessidade de investimento em pavimentação e drenagem, além de uma saúde de baixa qualidade.
Florianópolis (SC), mesmo com alto IDH, também sofre com a mobilidade urbana, problemas no transporte público e o acesso à moradia.
Uberlândia (MG), uma das maiores cidades mineiras, enfrenta questões sérias de segurança pública, e desafios estratégicos para o aumento da população que demanda mais saúde e educação.
Goiânia (GO) tem problemas recorrentes na saúde pública, como falta de leitos e de médicos. A mobilidade urbana da capital goiana está um caos, com falta de planejamento e muitos congestionamentos.
O estado de Rondônia, liderado pelo governador Marcos Rocha, padece com uma saúde de baixa qualidade, sem estrutura hospitalar e acesso em áreas remotas. A segurança pública enfrenta o combate ao crime organizado e fronteiriço.
Essa realidade local, com problemas que afetam diariamente os cidadãos, levanta a questão, ecoada nas redes sociais: é justificável que líderes com tais responsabilidades e, em alguns casos, com acusações comprovadas, priorizem uma viagem internacional, custeada por um país envolvido em crimes contra a humanidade? Não deveriam estar atentos às necessidades de sua população, que não tem nenhuma viagem custeada ou ônibus pago quando vai trabalhar, e que não compactua com a guerra e a morte de civis? Estariam, de fato, focados na lisura e nas demandas de suas administrações, ou a busca por uma experiência financiada e, talvez, uma projeção política, sobrepõe-se à urgência dos desafios internos?
A presença e o apoio tácito, ou até explícito em alguns casos, ao governo israelense por parte desses prefeitos brasileiros, no contexto de um conflito perigoso e complexo que envolve sérias acusações de violação de direitos humanos contra palestinos e libaneses, coloca o Brasil em uma posição delicada no cenário internacional.
Historicamente, o Brasil, a ONU e a maioria dos países europeus têm defendido uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino, e alguns já reconheceram o Estado da Palestina, condenando a violência contra civis de ambos os lados e as ocupações territoriais feitas por colonos israelenses. Quando esses representantes eleitos de cidades brasileiras se alinham tão claramente a um dos lados do conflito, especialmente um lado acusado de cometer o “terror camuflado” contra inocentes, eles não só divergem da linha diplomática oficial do Brasil, mas também podem minar a credibilidade do país como um ator promotor dos direitos humanos e da paz entre os envolvidos.
Essa viagem, e outras que líderes do Estado de São Paulo já fizeram sem aplicação concreta de benefícios para a população, vai além de um simples intercâmbio tecnológico. Ela expõe fragilidades éticas, prioridades questionáveis desses líderes municipais e um alinhamento político que, para uma grande parcela da população mundial, está em contramão com os princípios de justiça e equidade defendidos pela comunidade internacional.
Devemos estar atentos a essas viagens custeadas, enquanto o povo brasileiro paga o verdadeiro preço.
Anthony Rasib
segunda-feira, junho 09, 2025
POEMA DE RODRIGO POETA PUBLICADO EM BANGLADESH
segunda-feira, abril 21, 2025
ADEUS FRANCISCO
Adeus Francisco
Um vazio fica nos corações
Com sua partida Francisco.
Lágrimas caem das multidões
Num grande chuvisco.
Sua luta foi grande
Perante aos incrédulos de Cristo.
Inspiração para que eu ande
Neste mundo físico.
Amava a boa poesia
A boa literatura
Ou melhor a vida mesmo curta
Em sua singeleza.
No dia do mártire brasileiro
Foi o Papa do mundo inteiro
Seu legado de esperança
Estará vivo em grande bonança.
Tiradentes saúda sua chegada.
Sonhar é preciso para alma.
Adeus e até um dia Santo Papa
Aos olhos de Deus para sua Glória.
Amém!
Rodrigo Octavio Pereira de Andrade
21/04/2025
sábado, março 15, 2025
quarta-feira, março 05, 2025
PORTUGAL, O LADO NEGATIVO
Crise habitacional, crise energética, precariedade laboral, custo de vida elevado, sistema de transporte público deficitário, corrupção e compadrio são alguns pontos negativos que Portugal apresenta. Proporcionalmente ao número de habitantes, é o país mais emigrado da Europa[^1]! Apenas com essa informação já se transmite muito do que acontece no país. Portugal é o segundo país da UE com maior índice de precariedade laboral[^2]; estima-se que, a cada dez trabalhos, oito são precários[^3]. Os direitos trabalhistas são muito desrespeitados, e o órgão de fiscalização do trabalho não é eficaz, o que gera muita impunidade.
O pagamento e o limite máximo de horas extras são bastante descumpridos; há muito desrespeito em relação aos intervalos intrajornada e interjornada de trabalho. É notório o acúmulo e desvio de função, além de muito assédio moral! É comum presenciar humilhações nos ambientes de trabalho, a contratação de poucos funcionários, a informalidade, e a imposição da troca parcial de férias por pagamento, o que é proibido pela legislação.
O mais assustador é que simplesmente afirmar todo esse cenário se torna ultrajante! "Estás mal, muda-te", "come e cala-te", "és pago para trabalhar, não para pensar", ou mais particular para os estrangeiros, "volta para a tua terra", são bordões populares muito comuns que contribuem para o entrave do desenvolvimento nacional. Ainda há em Portugal resquícios da ditadura? Por que os portugueses são tão diferentes de outros povos europeus, que têm a capacidade de se indignar, que vão às ruas para reivindicar? Por que os governos não ordenam uma fiscalização eficiente do trabalho? Em Portugal, um empregador não se intimida quando um funcionário diz que vai denunciá-lo!
Pesquisas avaliam que Portugal tem o patronato menos qualificado da UE[^4]; seria isso uma das causas que fomenta essa realidade? Por que a população é tão acrítica, apesar de pequena? A abstenção eleitoral é muito alta! O que é uma certeza é que a precariedade laboral deve ser lucrativa para muitos! Um dos reflexos disso, é que o país é um dos mais desiguais da UE[^5], mesmo com a distribuição de renda sendo uma das exigências para convergir com o bloco econômico.
Devido à emigração, o país tornou-se o país mais envelhecido da UE. Em 2022, analisou-se que só havia dois municípios com mais jovens do que idosos[^6]. Isso, além de ser muito negativo para o sistema e direitos previdenciários, contribui para a manutenção dessa mentalidade rústica acima descrita, e que é passada para as novas gerações. Ademais, grande parte dos mais jovens, que tiveram mais acesso à educação em virtude da UE, intencionam emigrar. Só a título de curiosidade, muitos confundem a pacatez do país, decorrente da emigração e envelhecimento populacional, com segurança pública.
Em relação à crise energética, estima-se que a maioria da população sofre com o frio dentro de casas e estabelecimentos. As temperaturas caem abaixo de zero graus em muitas regiões do país, e a umidade é alta. Portugal é o país europeu com maior dificuldade em conforto térmico[^7], apesar de ser um dos países do continente com muitos dias de sol ao ano. A energia elétrica do país é muito dispendiosa, e muitas casas não têm isolamento e aquecimento. Vale salientar que os valores praticados por imobiliárias e proprietários são desproporcionais aos salários e ao custo de vida do país.
Além disso tudo, nos últimos anos, houve um descontrole imigratório imenso. Distribuíram vistos, não fizeram uma imigração seletiva de acordo com as necessidades do país, e não melhoraram as questões supra mencionadas. Os estrangeiros não estão conseguindo nem vagas em repartições públicas para regularizar documentos, e está demorando anos para concluir a cidadania nos registros públicos!
Contudo, esses são alguns pontos negativos muito negligenciados para um país antigo e membro da UE. A intenção aqui é puramente informativa e contributiva, e é claro que também há o lado positivo, já amplamente divulgado em diversos meios de comunicação.
Fontes e Referências
[^1]: [Portugal é o país da Europa com mais emigração. Em 20 anos, 15% da população emigrou](https://www.publico.pt/2024/01/12/sociedade/noticia/emigracao-estagnou-cerca-65-mil-ano-saem-pais-20-anos-cerca-15-populacao-portuguesa-2076611)
[^2]: [Eurostat dá Portugal como 2.º com precariedade mais alta](https://www.jornaldenegocios.pt/economia/emprego/mercado-de-trabalho/detalhe/eurostat-da-portugal-como-2-com-precariedade-mais-alta)
[^3]: [Oito em cada dez empregos criados em Portugal são precários](https://rr.sapo.pt/especial/economia/2021/10/01/oito-em-cada-dez-empregos-criados-em-portugal-sao-precarios/252596/)
[^4]: [Portugal é o país com mais patrões sem instrução e o 5º com o salário mais baixo](https://www.publico.pt/2024/04/30/economia/noticia/portugal-pais-patroes-instrucao-5-salario-baixo-2088721)
[^5]: [Portugal é um dos países mais desiguais da UE](https://www.rtp.pt/noticias/economia/portugal-ainda-e-um-dos-paises-mais-desiguais-da-ue_n1625602)
[^6]: [Portugal é o país mais envelhecido da União Europeia. Apenas dois municípios têm mais jovens do que idosos](https://hrportugal.sapo.pt/portugal-e-o-pais-mais-envelhecido-da-uniao-europeia-apenas-dois-municipios-tem-mais-jovens-do-que-idosos/)
[^7]: [Portugal é o país europeu com mais dificuldade em aquecer as casas e o problema piorou](https://expresso.pt/sociedade/2024-12-25-portugal-e-o-pais-europeu-com-mais-dificuldade-em-aquecer-as-casas--e-o-problema-piorou--a2267935)
Autora: Brunna Falcão. Coautor: Anthony Rasib
quinta-feira, fevereiro 27, 2025
POEMA CHEGA AO VATICANO
Memóriarte! 🖋
Em 2024 fiz um poema em homenagem ao Papa Francisco e meses depois recebi uma abençoada resposta do Vaticano. 🙏
Oremos pela saúde do amado Francisco.
Segue abaixo a versão em português da homenagem ao Papa que chegou ao Vaticano e teve uma resposta de muita gratidão! 🙌
Francisco, a serviço do Pai
Humildade uma bênção
Aos olhos de Deus.
Atitude são do coração
Para o serviço de Deus.
Doar uma vida.
Doar o seu tempo.
Fazer a palavra
Um verdadeiro ofício.
Francisco a simplicidade
Em pessoa aos olhos
Do divino Senhor em felicidade.
As bênçãos ao Papa Francisco
Reza o povo do mundo,
Que crer no Senhor todo poderoso.
Rodrigo Octavio Pereira de Andrade
Cabo Frio/RJ
Brasil
09/07/2024
terça-feira, janeiro 14, 2025
sábado, novembro 16, 2024
HOMENAGEM PARA ROSEANA MURRAY POR RODRIGO POETA
Braço Mágico e outros títulos
(Para Roseana Murray)
Braço Mágico sua perseverança
São Rios de Alegria
Ao Território dos Sonhos
E o Silêncio dos Descobrimentos.
Jardins de palavras e Desertos,
Porta a Porta uns Retratos,
O Mar é os Sonhos
No Mundo da Lua dos versos.
Fábrica de Poesia
Num Vento Distante
O ecoar na Caixinha de Música
Suspiros de Luz e Felicidade.
(Rodrigo Octavio Pereira de Andrade - Cabo Frio/RJ - 05/11/2024)
sábado, outubro 26, 2024
Entrevista com a escritora carioca Celi Luz
Nome: Celi Barros da Luz.
Nome Literário: Celi luz.
*Natural do Rio de Janeiro.
*Representa a cidade:.- Rio de Janeiro/RJ.
*Atividades:
Escritora, poeta, palestrante, professora aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Tem 8 livros publicados.
Membro efetivo do PEN Clube Internacional, Diretora de Cultura da UBE – União Brasileira de Escritores, 2021/2023; Diretora da Apperj 2020/2022- Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro; Membro da ADABL Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras.
Participa de saraus, feiras literárias, exposições de poesia com artes plásticas. Realizou na Escola Municipal Gurgel do Amaral, 9 Mostras de Poesia com prévias oficinas de poesia e participação em Concursos Literários da Secretaria Municipal de Educação, com alunos , professores, responsáveis e funcionários.
YouTube : Aventuras de Férias Celi Luz
Instagram: @luz.celi
Facebook: Celi Luz
*Blog ou site: –
-Vejamos uma entrevista feita por Rodrigo Poeta com Celi Luz:
1-Como você começou a gostar de poesia?
R.:Comecei a gostar de poesia, ouvindo poemas e histórias que a minha mãe lia para os filhos.
2-Quem incentivou você?
R.:Entre os poetas, posso citar Affonso Romano de Sant’Anna, meu mestre no curso de Letras da UFRJ, que disse que eu tinha bons poemas. Olga Savary que me apresentou à sociedade literária, escrevendo um generoso prefácio para O Sol da Palavra, meu 1º livro solo.
3-Que tipo de poesia você mais gosta e prefere fazer?
R.:Gosto de ler diversos tipos de poemas. Minha produção poética se alterna entre poesia lírica, filosófica e social. Esta última sem ser panfletária.
4-Qual o seu estilo de fazer poesia, ou seja, qual o modo em que você faz a poesia?
R.:Escrevo no notebook sempre que posso. Algo me encanta ou me causa impacto, então tenho que manifestar algumas palavras. Volto várias vezes
à construção, até considerar o texto pronto. Às vezes, depois dessa fase, ainda mexo no poema.
5-O que representa ser poeta para você?
R.:O poeta tem um olhar diferenciado. Manifesta a beleza, mas às vezes sente necessidade de tocar o lado feio da vida. Sua ferramenta é a linguagem, e também o sentimento e a arte. Começa com o que lhe
impactou. Ser poeta é registrar um tempo com a visão, muitas vezes, futura.
6-O que representa a poesia para você?
R.: A poesia é uma das artes mais importantes na manifestação da cultura de um povo. Não só desenvolve a sensibilidade e a inteligência, mas
possibilita entretenimento e reflexão. Ela está na dor e na alegria. Cabe ao poeta compor o poema de acordo com o seu momento e o seu objetivo.
7-Quais os grandes ícones da poesia brasileira e mundial, que agradam mais a você?
R.: No Brasil, Carlos Drummond de Andrade, Olga Savary, Adélia Prado, Carlos Nejar e outros.
No exterior, Fernando Pessoa, Neruda, Ana Blamndiana (Romênia) e outros.
8-Você já participou de recitais de poesia? Se participou cite alguns de grande importância?
R.:Terça Converso, no Teatro Gláucio Gil; Mostra de Poesia Contemporânea na Apperj; Tanussi Cardoso e outras vozes - no CCJF -RJ onde participaram outros grandes poetas, inclusive alguns imortais da ABL;
Performance na Livraria da Travessa. Realização Sérgio Gerônimo, na Livraria da Travessa Barra da Tijuca, Psiu Poético festival de Poesia Contemporânea RJ e outros.
9-Qual a sua visão sobre a cultura principalmente no campo da literatura?
R.:A cultura deve ser valorizada em sua diversidade. Ela abre caminhos. Além do entretenimento, desenvolve a linguagem e a sociabilidade. É a cultura
que preserva a arte e a história de um povo. Sobre a literatura, observamos que o objeto livro vem sendo preterido por telas, especialmente o celular.
Com outro olhar, podemos ver, que há um grande número de peças, séries e filmes que partem de livros. Leitura é importante seja digital, ou de outra forma.
10-Você já publicou algum livro? Se já, cite o nome dele e o ano em que foi publicado?
R.: Celi Luz - 8 livros publicados a saber:
O sol da palavra, 2009. Ibis Libris
Bruno Berdistroki em: Senhorita Eme , 2013 Oficina Editores - Infantojuvenil (Prêmio da Diretoria UBE RJ )
Na Morada do Tempo, 2014. Oficina Editores
(Prêmio Vicente de Carvalho Internacional de Literatura por Livro Inédito UBE RJ)
Em razão do amor, 2017, edição bilíngue português/espanhol. Ed. Galo Branco. Lançado na Feria Del Libro Argentina 50 poemas escolhidos pelo autor, 2018 Ed. Galo Branco
Travessia, 2020 Ed. Batel. Prêmio Álvares de Azevedo Internacional de Literatura por Livro Inédito UBE RJ Laçado na Feira do livro de Lisboa.
Na Morada do Tempo, 2021 2ª edição, Oficina Editores Lançado na Feira do Livro de Lisboa.
Aventuras de Ana e Bia em: O Sr. Leão 2024, Oficina Editores – Infantojuvenil. Lançado na Biblioteca Ziraldo. Cidade das Artes Barra da Tijuca RJ
11-Você já fez algum projeto ou participou de algum em referência a poesia?
R.: Sim. Realizei 9 Mostras de Poesia na Escola Municipal Gurgel do Amaral, com previas oficinas, concursos envolvendo toda a comunidade escolar.
Participávamos do concurso de poesia da SME, no qual tivemos vários alunos premiados, e eu também. Encerrávamos com um bonito Festival de poesia.
12-Qual a poesia sua em que você mais possui afeição?
R..: Brasis dentro de mim
Celi Luz
Língua ouro a lamber as águas
o som a se desprender de febres
e, sempre volto à fonte de lavras.
Do Círio de Nazaré, fui procissão
do carimbó e do siriá fui Norte
da Amazônia, pássaro na vastidão.
Sou frevo do Nordeste e dança do coco
de maracatu e capoeira me encanto
de cordel, até entendo um pouco.
E o pantanal, o siriri, a cavalhada
o repente e a procissão do fogaréu
no Centro-Oeste sou ave em revoada.
Nos pampas, o gaúcho a cavalgar
a chula, o chimarrão, bendito seja!
O Sul da uva e do vinho a me alegrar.
De fandango, congada e Carnaval
de samba, sol, de lua no bar
O Sudeste é a poesia do sarau.
Dos Brasis tão díspares, tão pés
dos verde-amarelos tão distintos
sou eu, as tantas Marias e Josés.
quinta-feira, julho 04, 2024
GAZA APAGADA POR RODRIGO POETA
A Lâmpada se apagou
No coração melancolicamente.
A Paz no abismo chorou
Ao ver Gaza tristemente.
Sonhos perdidos
Pelas ânsias malditas
De olhos fechados
Para à presença das sábias palavras.
Nem Cruz versaria
Num caos de atitudes,
Para à bandeira
Branca sem virtudes.
Na imensidão flutua
A flauta flamejante
Na penumbra gota
De orvalho lagrimejante.
Rodrigo Octavio Pereira de Andrade
Ex-Presidente da Academia Cabofriense de Letras.
Ex-Presidente da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências.
Publicado no Jornal Tribuna:
https://jornaltribuna.com.br/2023/12/gaza-apagada/
quarta-feira, julho 03, 2024
ENTREVISTA COM O POETA MINEIRO ANTÔNIO FRANCISCO CÂNDIDO
*Nome: Antônio Francisco Cândido.
*Natural de Pouso Alegre/MG.
*Representa a cidade: Congonhal/MG.
*Atividades: Funcionário Público Municipal pela Prefeitura de Pouso Alegre há vinte e sete anos.
*Blog ou site: ‐----‐---------- .
Vejamos uma entrevista feita por Rodrigo Poeta com Antônio Francisco Cândido:
1- Como você começou a gostar de poesia?
*Antônio Francisco: Foi através da leitura. Comecei a escrever alguns versos ainda no primário. Meus professores viram, gostaram e me incentivaram.
2- Quem incentivou você?
*Antônio Francisco: Primeiramente meus professores e depois diversos amigos.
3- Que tipo de poesia você mais gosta e prefere fazer?
*Antônio Francisco: Gosto e prefiro poesias e textos livres.
4- Qual o seu estilo de fazer poesia, ou seja, qual o modo em que você faz a poesia?
*Antônio Francisco: Escrevo poesias e textos livres e de variados temas, conforme a inspiração me toca. Escrevo de acordo com o momento.
5 - O que representa ser poeta para você?
*Antônio Francisco: Ser poeta é expressar a liberdade, a vida, o mundo em si. Ser poeta leva as pessoas a verem o mundo de acordo com a realidade que abordamos.
6 - O que representa a poesia para você?
*Antônio Francisco: Representa a vida em seus inúmeros contrastes. A alegria, a tristeza, a emoção, a razão e ademais.
7- Quais os grandes ícones da poesia brasileira e mundial, que agrada mais você?
*Antônio Francisco: Nacional: Gonçalves Dias, Ferreira Gullar, Machado de Assis, Frei Beto e ademais.
Internacional: Pablo Neruda, Gabriel Garcia Marques entre outros.
8- Você já participou de recitais de poesia? Se participou cite alguns de grande importância?
*Antônio Francisco: Em 2005 participei de um sarau no Teatro Municipal de Pouso Alegre, onde recitei a poesia "Palavras". Modesta e humildemente falando fui um dos mais aplaudidos. Em 2010 recitei uma poesia em homenagem aos quarenta e quatro anos da Academia Itajubense de Letras.
9- Qual a sua visão sobre a cultura principalmente no campo da literatura?
*Antônio Francisco: A cultura é um campo vasto e promissor! Trabalhar com cultura não é fácil, todavia é gratificante. Espero um dia ser reconhecido nacional e internacionalmente.
10 - Você já publicou algum livro? Se já, cite o nome dele e o ano em que foi publicado?
*Antônio Francisco: Livro solo não. Estou presente em quarenta antologias e espero futuramente publicar um de meu próprio punho.
11- Você já fez algum projeto ou participou de algum em referência a poesia?
*Antônio Francisco: Elaborei um projeto, todavia por eu ser funcionário público, o projeto foi barrado.
12- Qual a poesia sua em que você mais possui afeição?
*Antônio Francisco: De uma maneira geral todas. Todas elas marcaram -me de uma forma ou de outra! Duas entre outras que me eternizaram foram, "UM MINUTO", e "MOMENTOS".
sábado, junho 29, 2024
ENTREVISTA COM O ESCRITOR CABO-FRIENSE ROBERTO AMORIM
*Nome: Roberto Amorim.
*Natural de: Cabo Frio/RJ.
*Representa a cidade: Cabo Frio/RJ.
*Atividades: escritor.
*Blog ou site: https://www.instagram.com/roberto_amorim3?
igsh=MXBmbWw0ZmtzMmg3bQ==&utm_source=qr
-Vejamos uma entrevista feita por Rodrigo Poeta com Roberto Amorim:
1-Como você começou a gostar de poesia?
*Roberto Amorim: Primeiramente obrigado pela oportunidade de mostrar um pouco do meu fazer literário.
Todo início do nascer poético veio de uma revolta muito grande das derrubadas das árvores na Vila Industrial em Arraial do Cabo, onde passei minha infância querida. Por último arrancar as árvores da Prainha, praia onde passei muito tempo de minha infância em Arraial do Cabo. A minha revolta e vê formandos que sentam no banco das Universidades e vem com esta estória de chamar árvores de invasoras, sendo nós seres humanos que estamos devastando o planeta. Todos nós somos chamados de forasteiros nome bonito e as árvores o que são?
Desculpe entrar neste mérito, mas foi esta devastação em Arraial do Cabo que me provocou. E comecei a escrever no Facebook frases em defesa das árvores seja elas nativas ou não (Casuarinas).
Desde que estudei nos livros das escolas era o pau-brasil a árvore nativa que os portugueses
levaram.
E não restingas que veio surgindo ao longo dos anos.
Resumindo foi o dissabor das árvores da Prainha serem cortadas que me fez escritor.
2-Quem incentivou você?
*Roberto Amorim: Dando sequência a primeira resposta, o Facebook foi um grande incentivador um caminho para
abrangi outras pessoas que foi indicando outros caminhos. Um caminho sem volta, pois a poesia faz parte do meu existir, agora.
3-Que tipo de poesia você mais gosta e prefere fazer?
*Roberto Amorim: Na minha vivência com poesia experimentei alguns estilos como: livre, haicai, aldravia e soneto e estilo próprio As 5 Palavras.
Delas a que me chamou mais atenção foi o soneto pela sua complexidade. Faz você pensar mais profundamente.
Mas gosto de todos os estilos e me sinto bem fazendo.
4-Qual o seu estilo de fazer poesia, ou seja, qual o modo em que você faz a poesia?
*Roberto Amorim: Minha poesia não vem por inspiração, quando quero falar de um assunto apenas começo a escrever. São minhas vivências e olhar da natureza ao redor da vida.
5-O que representa ser poeta para você?
*Roberto Amorim: Foi um divisor na minha vida do meu quarto cheguei longe. Participei de vários antologia pelo Brasil e exterior. Conheci minha noiva na primeira antologia que participei convidado pôr Luciana G. Rugane. De onde veio incentivo para fazer meu primeiro livro “As árvores da minha vida”.
6-O que representa a poesia para você?
* Roberto Amorim: A poesia representa a arte em um modo geral e te leva a vários lugares sem sair do lugar.
7-Quais os grandes ícones da poesia brasileira e mundial, que agrada mais você?
*Roberto Amorim: Eu vejo várias manifestações poéticas no Facebook, ou seja poetas contemporâneos. Não tenho um ícone em especial, mas vi um soneto do poeta Augusto do Anjos ao qual ele esgotou o
assunto sobre a morte numa participação em um grupo do Facebook de saraus.
8-Você já participou de recitais de poesia? Se participou cite alguns de grande importância?
*Roberto Amorim: Sim, já participei de alguns. Uns deles representado pela ALCAF, Flores Literarias e outros promovido pelo editor César Mattos.
9-Qual a sua visão sobre a cultura principalmente no campo da literatura?
*Roberto Amorim: Informações valem dinheiro e uma pessoa culta carrega em si conhecimento.
Hoje com a tecnologia dos celular tem muitas pessoas escrevendo está sendo um facilitador para os escritores contemporâneos.
As prefeituras deviam dar valor as bibliotecas municipais. Torná-las modernas e preparadas para os leitores, ou seja climatizadas.
10-Você já publicou algum livro? Se já, cite o nome dele e o ano em que foi publicado?
*Roberto Amorim: Sim. São eles:
-As Árvores da Minha Vida em 2017 no meu aniversário.
-As Cinco Palavras em 2018.
-Surfando nas Letras em 2019.
-Brincando de Poetizar a técnica em 2020.
Todos se encontra na Amazon em forma de ebook.
11-Você já fez algum projeto ou participou de algum em referência a poesia?
*Roberto Amorim: Não, mas participação nos Flores Literarias, Grupo de Leitura e Grupo de leitura Adélia Prado. Promovidos na Cidade de Cabo Frio.
E também já fui convidado pela saudosa Elisabethe Nascimento para participação de um concurso de saraus como jurado na Escola que trabalhava em Iguaba Grande.
12-Qual a poesia sua em que você mais possui afeição?
*Roberto Amorim: Já fiz várias poesias e todas elas carregam sentimentos e afeição, mas a primogênita que fez eu cair no mundo das artes foi especial que é está:
As cidades
Cabo Frio
É sol e água
Plante uma árvore
Proteja está natureza
que vem de Deus:
O verde!
As árvores!
Uma folha que cai
Um fruto que nasce
A natureza!
Renasce,
pra encontrar o seu viver.
As cidades
ENTREVISTA COM O ESCRITOR CARIOCA BRUNNO VIANNA
*Nome: Brunno Vianna.
*Natural de. Rio de Janeiro/RJ.
*Representa a cidade:. Rio de Janeiro/RJ.
*Atividades: Historiador, escritor de versos, prosas e dramaturgias.
*Blog ou site: Atualmente Instagram @brunnoviannarj
-Vejamos uma entrevista feita por Rodrigo Poeta com Brunno Vianna:
1-Como você começou a gostar de poesia?
*Brunno Vianna: Sempre gostei de ler, mas no curso de História tive uma disciplina chamada Práticas Pedagógicas e em uma das aulas tive que escrever um poema sobre inclusão. A professora, assim como os demais alunos, gostaram e incentivaram a escrever mais. Então, me aproximei mais dos livros de poemas.
2-Quem incentivou você?
*Brunno Vianna: Tive muito incentivo dos familiariaes, professores e amigos. Destaco aqui os amigos que escrevem.
3-Que tipo de poesia você mais gosta e prefere fazer?
*Brunno Vianna: Poesia livre.
4-Qual o seu estilo de fazer poesia, ou seja, qual o modo em que você faz a poesia?
*Brunno Vianna: Não costumo contar as sílabas, versos, estrofes, caracteres... Por outro lado, de vez em quando me desafio e faço um soneto, por exemplo.
5-O que representa ser poeta para você?
*Brunno Vianna: Não sei responder de forma concreta. O poeta põe em palavras o que não se explica. Ser poeta é carregar incertezas e refletir sobre isso.
6 - O que representa a poesia para você?
*Brunno Vianna: A poesia é uma forma de ver a vida, de deixar as coisas mais leves. Pode ser um questionamento, uma constatação, um grito, um repouso, uma meditação. Estar no mundo, perceber o mundo.
7-Quais os grandes ícones da poesia brasileira e mundial, que agrada mais você?
*Brunno Vianna: Da poesia cito Mário Quintana, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade e Machado de Assis.
8-Você já participou de recitais de poesia? Se participou cite alguns de grande importância?
*Brunno Vianna: Participo constantemente. São importantes para que possamos conhecer o trabalho de outras pessoas e para que outras pessoas conheçam o nosso trabalho. Os recitais são pontes.
9-Qual a sua visão sobre a cultura principalmente no campo da literatura?
*Brunno Vianna: Acho que precisamos de mais projetos que busquem popularizar e incentivar a leitura e a escrita e precisamos também valorizar as pessoas que trabalham isso, facilitar o acesso...
10-Você já publicou algum livro? Se já, cite o nome dele e o ano em que foi publicado?
*Brunno Vianna: Em 2024 publiquei Paisagens, pela Editora Conejo. É um livro de poemas curtos e livres. Antes dele publiquei Caminhos de Papel, em 2022, que reunia então os meus textos que mais se destacaram em concursos. Tenho uma coletânea de prosas intitulada Cartas para a Cidade, de 2020 "Poesia", que foi o primeiro livro. "Poesia" foi publicado em 2013 e ganhou um segundo volume em 2015.
11-Você já fez algum projeto ou participou de algum em referência a poesia?
*Brunno Vianna: Sempre que posso participo de projetos que envolvem poesia.
12-Qual a poesia sua em que você mais possui afeição?
*Brunno Vianna: Como busco estar sempre escrevendo e ler o que escrevo às vezes minhas preferências mudam. É bem difícil escolher. Tem "Identidade", que foi o meu primeiro poema, mas se for para citar um hoje eu cito o poema "Fome de Mim", que tem sido muito pedida nos eventos que participo e porque nela consegui trabalhar algumas das minhas referencias na literatura.
segunda-feira, junho 24, 2024
ANTÔNIO FRANCISCO CÂNDIDO: DE MINAS GERAIS PARA O MUNDO EM PROSA E VERSO
Um filho de Deus obstinado que jamais desistiu de seu Ideal Poético. Dentro da sua simplicidade e honestidade, o filho de Pouso Alegre, encontrou na cidade irmã e mineira de Congonhal o seu Ideal Literário.
Como nestes versos de sua autoria:
“...não seria um poeta como dizem,
Se não tivesse, minha querida Congonhal,
Com toda a sua plenitude,
Em meu pequeno, modesto e humilde coração.”
De mansinho foi ganhando espaço com seus versos e crônicas o Brasil e o Mundo, através de concursos literários, antologias e respeito por diversas entidades acadêmicas e culturais. Engraxate, lavrador, coletor de lixo, gari, auxiliar de serviços gerais e enfim Poeta.
Assim descreve o poeta este mundo em versos:
“Artes de um mundo encantado,
Tal qual uma roseira em flor!
Quem não gosta de rosas e artes,
Não sabe o que é amor.”
Este é o mineiro, Toninho, amigo das letras devoto das artes e filho do amado Deus, a conquistar o Brasil e o Mundo com suas singelas palavras.
Como ele mesmo mostra nestes versos:
“Sou devotado a uma causa,
A uma causa do bem.”
Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta)
Escritor, pesquisador, professor, revisor e palestrante.
Ex-Presidente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo/RJ.
Ex-Presidente da Academia Cabo-friense de Letras.































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