sexta-feira, outubro 30, 2026

Entrevista exclusiva com a acadêmica Creny Pereira por Anthony Rasib




 ​​​ENTREVISTA EXCLUSIVA COM A POETISA CRENY PEREIRA POR ANTHONY RASIB 


​Organização: Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP)

Entrevistador: Anthony Rasib Secretário-Executivo do Grêmio

​Convidada: Creny Pereira (Creni da Silva Pereira)

Qualificação: Membro acadêmico

País de Origem: Brasil (Rio Grande do Sul)

Perfil: Escritora, Poetisa, Agente Cultural, Gestora Pública e Colunista

​É com imensa honra que o Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP) recebe hoje Creny Pereira, membro acadêmico do GLIP, escritora, agente cultural e uma das vozes femininas que representa o sul do Brasil. Nascida em Encruzilhada do Sul e atualmente residente em Taquari, Creny acumula uma vasta trajetória marcada por mais de 400 poesias escritas desde 1985, livros autorais como Conexão e Fragmentos do Tempo, além de forte presença no audiovisual cultural e em premiações literárias. Em uma conversa afetiva e reflexiva sob a ótica do jornalismo psicanalítico, exploramos a sua história, o compromisso social e a sensibilidade de sua escrita.


​1. Anthony Rasib


​As cidades onde construímos nossa história deixam marcas profundas em nossa sensibilidade. Natural de Encruzilhada do Sul e hoje fincando suas raízes em Taquari, de que maneira a vivência durante a sua adolescência e a passagem por essas duas cidades moldaram a sua identidade e marcaram o início da sua trajetória com a escrita em 1985?


​Creny Pereira:


Nasci em Encruzilhada do Sul e hoje tenho minhas raízes em Taquari. Cada lugar faz parte da minha história, e as experiências vividas ao longo dos anos contribuíram para a pessoa e a escritora que me tornei. Comecei a escrever em 1985, ainda jovem, e encontrei na escrita uma maneira de expressar sentimentos e colocar em palavras aquilo que nem sempre conseguimos dizer em voz alta.


​2. Anthony Rasib


​Sua obra revela uma capacidade singular de conectar a poesia tradicional a outras linguagens artísticas, especialmente no audiovisual e nas artes visuais. Como a sua vivência no Rio Grande do Sul moldou esse olhar atento, e como nasceu o desejo de transformar seus poemas em videoclipes e experiências sensoriais completas?


​Creny Pereira:


Viver no Rio Grande do Sul faz parte da minha maneira de observar o mundo, as pessoas e suas experiências. Gosto de explorar outras possibilidades para a poesia, porque acredito que um poema pode alcançar o público de diferentes maneiras. Ao unir versos, imagens e sons, procuro oferecer ao leitor uma experiência diferente, sem perder aquilo que considero mais importante: o sentimento e a mensagem que deram origem ao texto. Comecei com audiovisual quando fiz um projeto através da Lei Rouanet; o edital exigia acessibilidade para deficientes, então pensei que o audiovisual facilitaria.


​3. Anthony Rasib


​Sua poesia engajada aborda temas de grande relevância social e ambiental, como no poema premiado "Sob as águas da Amazônia" e na marcante obra "Enchente 2024", que retrata a tragédia vivenciada no Rio Grande do Sul. Como a dor e as causas sociais moldam sua sensibilidade artística, e qual é o papel do poeta diante das crises do nosso tempo?


​Creny Pereira:


Sou sensível ao sofrimento das pessoas e às questões que afetam a sociedade. A tragédia das enchentes de 2024, no Rio Grande do Sul, deixou marcas profundas, e escrever sobre esse acontecimento foi uma maneira de registrar a dor vivida por tantas pessoas. Em "Sob as águas da Amazônia", a questão ambiental também encontra espaço na minha poesia. Acredito que o poeta precisa olhar para a realidade e não se omitir diante do que acontece. A escrita não resolve tudo, mas pode despertar a consciência e ajudar a manter viva a memória de acontecimentos que não devem ser esquecidos.


​4. Anthony Rasib


​Observando sua sensibilidade artística voltada para a natureza e a preservação presente em projetos como o seu livreto de poesias ambientais e em obras que dialogam com a floresta e as águas, como você enxerga a questão ambiental no Brasil de hoje e qual é o papel da poesia e da cultura na conscientização e defesa do nosso ecossistema?


​Creny Pereira:


Acredito que a preservação ambiental precisa ser uma preocupação permanente, pois dependemos da natureza para viver. Ainda há muito a ser feito para proteger nossas florestas, nossos rios e os animais. A poesia pode contribuir para essa conscientização, porque nos permite olhar para essas questões de uma maneira sensível. Quando escrevo sobre a natureza, quero despertar no leitor o desejo de preservá-la, pois cuidar do meio ambiente é também cuidar da vida e das próximas gerações.


​5. Anthony Rasib


​Em seu poema "A Mulher", você traz uma forte mensagem sobre a resistência, a dignidade e a independência feminina. Como sua literatura busca resgatar e valorizar a força das mulheres em uma sociedade que ainda impõe tantos desafios e preconceitos?


​Creny Pereira:


Em minha escrita, procuro valorizar a mulher, sua dignidade e seu direito de fazer as próprias escolhas. Apesar dos avanços, ainda existem preconceitos e desigualdades que precisam ser enfrentados. Acredito que nenhuma mulher deve precisar abrir mão de sua identidade para ser aceita. Por meio da literatura, quero contribuir para que cada uma reconheça seu valor e tenha liberdade para construir a própria história.


​6. Anthony Rasib


​Sua escrita transita com muita naturalidade entre a emoção, o mistério e a introspecção, como vemos na coletânea Conexão e no conto "O Karma". De que maneira a exploração dos dilemas humanos, das escolhas e do autoconhecimento influenciam o seu processo de criação literária?


​Creny Pereira:


Escrever sobre os sentimentos e as experiências faz parte da vida. Tanto no livro Conexão como no livro Fragmentos do Tempo, reúno 404 páginas de poesias escritas em diferentes épocas, abordando as mudanças da vida, desde a intensidade da juventude até a profundidade da maturidade. Quero que o leitor encontre nos versos algo que também faça parte de sua história, reconheça seus próprios sentimentos e perceba que não está sozinho. Muitas vezes, lemos um poema e encontramos nele algo que sentimos, mas nunca conseguimos expressar em palavras. Também meu lema é me fazer entender; por isso uso palavras simples do cotidiano, para que todas as classes consigam entender o que quero expressar, desde o ensino fundamental até o superior. Acredito que o escritor tem que ter essa ponte com o leitor; faço questão de escrever bonito, mas que compreendam o que escrevo.


​7. Anthony Rasib


​Sua formação acadêmica é extremamente diversificada, passando pela Gestão Pública, Serviço Social, Administração, Contabilidade e Licenciatura em Português. De que forma essa síntese entre o rigor técnico, o compromisso social e a intuição poética se reflete na organização e na mensagem dos seus projetos culturais?


​Creny Pereira:


Minha formação em diferentes áreas me proporcionou conhecimentos que se complementam. A parte técnica contribui para o planejamento e a organização dos projetos, enquanto o Serviço Social amplia meu olhar para as necessidades das pessoas e para as questões sociais. Já a formação em Português fortalece minha relação com a linguagem. Procuro reunir esses conhecimentos para desenvolver projetos culturais com responsabilidade, sem deixar de lado a criatividade e a liberdade artística.


​8. Anthony Rasib


​A literatura tem o poder de unir povos e cultivar a solidariedade internacional. Como membro acadêmico do Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP), o que você busca transmitir aos leitores e autores ao redor do mundo sobre a riqueza da alma e da literatura brasileira?


​Creny Pereira:


Como escritora brasileira e membro acadêmico do GLIP, considero importante compartilhar minha produção literária e participar desse encontro entre autores de diferentes lugares. A literatura brasileira é rica em experiências, sentimentos e formas de expressão. Por meio dos meus textos, levo um pouco da minha maneira de enxergar a vida, das minhas referências. Acredito que a literatura aproxima as pessoas porque muitos sentimentos são comuns, mesmo quando vivemos em países e culturas diferentes.


​9. Anthony Rasib


​Vivemos em uma era de intensa inovação tecnológica. Na sua opinião, qual é o papel da Inteligência Artificial no cenário literário atual? Ela realmente ajuda os escritores em seu processo criativo e produtivo ou representa um desafio à essência da arte humana?


​Creny Pereira:


A Inteligência Artificial pode ajudar na pesquisa, na revisão e na organização de ideias, desde que seja utilizada com responsabilidade. No entanto, considero importante preservar a autoria e respeitar o trabalho de outros escritores. A ferramenta pode auxiliar, mas cabe ao autor decidir o que deseja expressar e responder pelo texto que publica. A tecnologia oferece possibilidades, porém não deve servir de justificativa para o plágio nem para o abandono da identidade literária de cada escritor.


​10. Anthony Rasib


​Para encerrar nossa conversa, existem muitas meninas e mulheres espalhadas pelo Brasil com um talento imenso para a literatura, mas que, por medo, falta de oportunidade ou insegurança, guardam suas vozes e não escrevem. Que mensagem ou conselho você deixaria para todas as "Crenys" que têm o potencial para transformar o mundo através das palavras, mas ainda não deram o primeiro passo?


​Creny Pereira:


Eu diria que comecem, mesmo que ainda tenham dúvidas sobre a própria capacidade. Nunca é tarde para estudar e escrever; eu sou um exemplo vivo, me formei com 54 anos. Tudo tem seu tempo: quando jovem não pude estudar e, adulta, tive um único filho e criei sozinha — primeiro quis formar ele em medicina. Então só tive recursos financeiros aos 50 anos para poder estudar, mas isso nunca foi motivo para eu deixar de escrever. Nem sempre haverá reconhecimento imediato, mas isso não deve impedir ninguém de tentar. O mais importante é não deixar que o medo silencie uma voz que ainda tem muito a dizer.


​11. Anthony Rasib


​Creny, conduzir esta conversa sob a ótica do jornalismo psicanalítico nos levou muito além dos fatos, mergulhando nas camadas mais profundas da sua memória, das suas raízes e da sua essência enquanto artista e mulher. Olhando para todo esse percurso que revisitamos agora, o que você sentiu ao ser provocada a pensar tão profundamente sobre a sua trajetória, e qual foi a sua impressão sobre a experiência de participar desta entrevista?


​Creny Pereira:


Foi interessante parar para pensar na minha trajetória e recordar o quanto a escrita está presente na minha vida desde 1985. Muitas vezes, seguimos escrevendo, estudando e desenvolvendo projetos sem parar para olhar o caminho que percorremos. Esta entrevista me deu a oportunidade de falar sobre minhas obras, minhas ideias e os assuntos que considero importantes. Gostei da experiência porque pude compartilhar um pouco de quem sou por meio da literatura e refletir sobre o significado que a escrita tem para mim. Ainda tenho muito a escrever e aprender, e quero continuar fazendo isso com liberdade e respeito àquilo em que acredito.


​Nota Autoral da Convidada:


"Meus temas preferidos: abandono infantil, depressão, meio ambiente, autismo, perdas e recomeço. Gosto de escrever sobre a realidade, escrevo o que sinto ou já senti; se o tema não combina comigo, dificilmente tenho interesse. Já deixei de participar de vários concursos literários, pois se eu participasse não seria com alma verdadeira, faria apenas para concorrer. Minha escrita é sentida, autêntica, são experiências únicas e todas elas têm uma parte de mim. Agradeço imensamente a oportunidade e coloco-me à disposição do Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP) para futuros trabalhos e parcerias." — Creny Pereira



​Você pode ver o trabalho e contato dela aqui:


https://www.instagram.com/crenypereirapoesias/


​Organização: Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP)


Entrevistador: Anthony Rasib Secretário-Executivo do Grêmio


​Convidada: Creny Pereira (Creni da Silva Pereira)


Qualificação: Membro acadêmico


País de Origem: Brasil (Rio Grande do Sul)


Perfil: Escritora, Poetisa, Agente Cultural, Gestora Pública e Colunista


​É com imensa honra que o Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP) recebe hoje Creny Pereira, membro acadêmico do GLIP, escritora, agente cultural e uma das vozes femininas que representa o sul do Brasil. Nascida em Encruzilhada do Sul e atualmente residente em Taquari, Creny acumula uma vasta trajetória marcada por mais de 400 poesias escritas desde 1985, livros autorais como Conexão e Fragmentos do Tempo, além de forte presença no audiovisual cultural e em premiações literárias. Em uma conversa afetiva e reflexiva sob a ótica do jornalismo psicanalítico, exploramos a sua história, o compromisso social e a sensibilidade de sua escrita.


​1. Anthony Rasib


​As cidades onde construímos nossa história deixam marcas profundas em nossa sensibilidade. Natural de Encruzilhada do Sul e hoje fincando suas raízes em Taquari, de que maneira a vivência durante a sua adolescência e a passagem por essas duas cidades moldaram a sua identidade e marcaram o início da sua trajetória com a escrita em 1985?


​Creny Pereira:


Nasci em Encruzilhada do Sul e hoje tenho minhas raízes em Taquari. Cada lugar faz parte da minha história, e as experiências vividas ao longo dos anos contribuíram para a pessoa e a escritora que me tornei. Comecei a escrever em 1985, ainda jovem, e encontrei na escrita uma maneira de expressar sentimentos e colocar em palavras aquilo que nem sempre conseguimos dizer em voz alta.


​2. Anthony Rasib


​Sua obra revela uma capacidade singular de conectar a poesia tradicional a outras linguagens artísticas, especialmente no audiovisual e nas artes visuais. Como a sua vivência no Rio Grande do Sul moldou esse olhar atento, e como nasceu o desejo de transformar seus poemas em videoclipes e experiências sensoriais completas?


​Creny Pereira:


Viver no Rio Grande do Sul faz parte da minha maneira de observar o mundo, as pessoas e suas experiências. Gosto de explorar outras possibilidades para a poesia, porque acredito que um poema pode alcançar o público de diferentes maneiras. Ao unir versos, imagens e sons, procuro oferecer ao leitor uma experiência diferente, sem perder aquilo que considero mais importante: o sentimento e a mensagem que deram origem ao texto. Comecei com audiovisual quando fiz um projeto através da Lei Rouanet; o edital exigia acessibilidade para deficientes, então pensei que o audiovisual facilitaria.


​3. Anthony Rasib


​Sua poesia engajada aborda temas de grande relevância social e ambiental, como no poema premiado "Sob as águas da Amazônia" e na marcante obra "Enchente 2024", que retrata a tragédia vivenciada no Rio Grande do Sul. Como a dor e as causas sociais moldam sua sensibilidade artística, e qual é o papel do poeta diante das crises do nosso tempo?


​Creny Pereira:


Sou sensível ao sofrimento das pessoas e às questões que afetam a sociedade. A tragédia das enchentes de 2024, no Rio Grande do Sul, deixou marcas profundas, e escrever sobre esse acontecimento foi uma maneira de registrar a dor vivida por tantas pessoas. Em "Sob as águas da Amazônia", a questão ambiental também encontra espaço na minha poesia. Acredito que o poeta precisa olhar para a realidade e não se omitir diante do que acontece. A escrita não resolve tudo, mas pode despertar a consciência e ajudar a manter viva a memória de acontecimentos que não devem ser esquecidos.


​4. Anthony Rasib


​Observando sua sensibilidade artística voltada para a natureza e a preservação presente em projetos como o seu livreto de poesias ambientais e em obras que dialogam com a floresta e as águas, como você enxerga a questão ambiental no Brasil de hoje e qual é o papel da poesia e da cultura na conscientização e defesa do nosso ecossistema?


​Creny Pereira:


Acredito que a preservação ambiental precisa ser uma preocupação permanente, pois dependemos da natureza para viver. Ainda há muito a ser feito para proteger nossas florestas, nossos rios e os animais. A poesia pode contribuir para essa conscientização, porque nos permite olhar para essas questões de uma maneira sensível. Quando escrevo sobre a natureza, quero despertar no leitor o desejo de preservá-la, pois cuidar do meio ambiente é também cuidar da vida e das próximas gerações.


​5. Anthony Rasib


​Em seu poema "A Mulher", você traz uma forte mensagem sobre a resistência, a dignidade e a independência feminina. Como sua literatura busca resgatar e valorizar a força das mulheres em uma sociedade que ainda impõe tantos desafios e preconceitos?


​Creny Pereira:


Em minha escrita, procuro valorizar a mulher, sua dignidade e seu direito de fazer as próprias escolhas. Apesar dos avanços, ainda existem preconceitos e desigualdades que precisam ser enfrentados. Acredito que nenhuma mulher deve precisar abrir mão de sua identidade para ser aceita. Por meio da literatura, quero contribuir para que cada uma reconheça seu valor e tenha liberdade para construir a própria história.


​6. Anthony Rasib


​Sua escrita transita com muita naturalidade entre a emoção, o mistério e a introspecção, como vemos na coletânea Conexão e no conto "O Karma". De que maneira a exploração dos dilemas humanos, das escolhas e do autoconhecimento influenciam o seu processo de criação literária?


​Creny Pereira:


Escrever sobre os sentimentos e as experiências faz parte da vida. Tanto no livro Conexão como no livro Fragmentos do Tempo, reúno 404 páginas de poesias escritas em diferentes épocas, abordando as mudanças da vida, desde a intensidade da juventude até a profundidade da maturidade. Quero que o leitor encontre nos versos algo que também faça parte de sua história, reconheça seus próprios sentimentos e perceba que não está sozinho. Muitas vezes, lemos um poema e encontramos nele algo que sentimos, mas nunca conseguimos expressar em palavras. Também meu lema é me fazer entender; por isso uso palavras simples do cotidiano, para que todas as classes consigam entender o que quero expressar, desde o ensino fundamental até o superior. Acredito que o escritor tem que ter essa ponte com o leitor; faço questão de escrever bonito, mas que compreendam o que escrevo.


​7. Anthony Rasib


​Sua formação acadêmica é extremamente diversificada, passando pela Gestão Pública, Serviço Social, Administração, Contabilidade e Licenciatura em Português. De que forma essa síntese entre o rigor técnico, o compromisso social e a intuição poética se reflete na organização e na mensagem dos seus projetos culturais?


​Creny Pereira:


Minha formação em diferentes áreas me proporcionou conhecimentos que se complementam. A parte técnica contribui para o planejamento e a organização dos projetos, enquanto o Serviço Social amplia meu olhar para as necessidades das pessoas e para as questões sociais. Já a formação em Português fortalece minha relação com a linguagem. Procuro reunir esses conhecimentos para desenvolver projetos culturais com responsabilidade, sem deixar de lado a criatividade e a liberdade artística.


​8. Anthony Rasib


​A literatura tem o poder de unir povos e cultivar a solidariedade internacional. Como membro acadêmico do Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP), o que você busca transmitir aos leitores e autores ao redor do mundo sobre a riqueza da alma e da literatura brasileira?


​Creny Pereira:


Como escritora brasileira e membro acadêmico do GLIP, considero importante compartilhar minha produção literária e participar desse encontro entre autores de diferentes lugares. A literatura brasileira é rica em experiências, sentimentos e formas de expressão. Por meio dos meus textos, levo um pouco da minha maneira de enxergar a vida, das minhas referências. Acredito que a literatura aproxima as pessoas porque muitos sentimentos são comuns, mesmo quando vivemos em países e culturas diferentes.


​9. Anthony Rasib


​Vivemos em uma era de intensa inovação tecnológica. Na sua opinião, qual é o papel da Inteligência Artificial no cenário literário atual? Ela realmente ajuda os escritores em seu processo criativo e produtivo ou representa um desafio à essência da arte humana?


​Creny Pereira:


A Inteligência Artificial pode ajudar na pesquisa, na revisão e na organização de ideias, desde que seja utilizada com responsabilidade. No entanto, considero importante preservar a autoria e respeitar o trabalho de outros escritores. A ferramenta pode auxiliar, mas cabe ao autor decidir o que deseja expressar e responder pelo texto que publica. A tecnologia oferece possibilidades, porém não deve servir de justificativa para o plágio nem para o abandono da identidade literária de cada escritor.


​10. Anthony Rasib


​Para encerrar nossa conversa, existem muitas meninas e mulheres espalhadas pelo Brasil com um talento imenso para a literatura, mas que, por medo, falta de oportunidade ou insegurança, guardam suas vozes e não escrevem. Que mensagem ou conselho você deixaria para todas as "Crenys" que têm o potencial para transformar o mundo através das palavras, mas ainda não deram o primeiro passo?


​Creny Pereira:


Eu diria que comecem, mesmo que ainda tenham dúvidas sobre a própria capacidade. Nunca é tarde para estudar e escrever; eu sou um exemplo vivo, me formei com 54 anos. Tudo tem seu tempo: quando jovem não pude estudar e, adulta, tive um único filho e criei sozinha — primeiro quis formar ele em medicina. Então só tive recursos financeiros aos 50 anos para poder estudar, mas isso nunca foi motivo para eu deixar de escrever. Nem sempre haverá reconhecimento imediato, mas isso não deve impedir ninguém de tentar. O mais importante é não deixar que o medo silencie uma voz que ainda tem muito a dizer.


​11. Anthony Rasib


​Creny, conduzir esta conversa sob a ótica do jornalismo psicanalítico nos levou muito além dos fatos, mergulhando nas camadas mais profundas da sua memória, das suas raízes e da sua essência enquanto artista e mulher. Olhando para todo esse percurso que revisitamos agora, o que você sentiu ao ser provocada a pensar tão profundamente sobre a sua trajetória, e qual foi a sua impressão sobre a experiência de participar desta entrevista?


​Creny Pereira:


Foi interessante parar para pensar na minha trajetória e recordar o quanto a escrita está presente na minha vida desde 1985. Muitas vezes, seguimos escrevendo, estudando e desenvolvendo projetos sem parar para olhar o caminho que percorremos. Esta entrevista me deu a oportunidade de falar sobre minhas obras, minhas ideias e os assuntos que considero importantes. Gostei da experiência porque pude compartilhar um pouco de quem sou por meio da literatura e refletir sobre o significado que a escrita tem para mim. Ainda tenho muito a escrever e aprender, e quero continuar fazendo isso com liberdade e respeito àquilo em que acredito.


​Nota Autoral da Convidada:


"Meus temas preferidos: abandono infantil, depressão, meio ambiente, autismo, perdas e recomeço. Gosto de escrever sobre a realidade, escrevo o que sinto ou já senti; se o tema não combina comigo, dificilmente tenho interesse. Já deixei de participar de vários concursos literários, pois se eu participasse não seria com alma verdadeira, faria apenas para concorrer. Minha escrita é sentida, autêntica, são experiências únicas e todas elas têm uma parte de mim. Agradeço imensamente a oportunidade e coloco-me à disposição do Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP) para futuros trabalhos e parcerias." — Creny Pereira



​Você pode ver o trabalho e contato dela aqui:


https://www.instagram.com/crenypereirapoesias/


​Organização: Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP)


Entrevistador: Anthony Rasib Secretário-Executivo do Grêmio


​Convidada: Creny Pereira (Creni da Silva Pereira)


Qualificação: Membro acadêmico


País de Origem: Brasil (Rio Grande do Sul)


Perfil: Escritora, Poetisa, Agente Cultural, Gestora Pública e Colunista


​É com imensa honra que o Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP) recebe hoje Creny Pereira, membro acadêmico do GLIP, escritora, agente cultural e uma das vozes femininas que representa o sul do Brasil. Nascida em Encruzilhada do Sul e atualmente residente em Taquari, Creny acumula uma vasta trajetória marcada por mais de 400 poesias escritas desde 1985, livros autorais como Conexão e Fragmentos do Tempo, além de forte presença no audiovisual cultural e em premiações literárias. Em uma conversa afetiva e reflexiva sob a ótica do jornalismo psicanalítico, exploramos a sua história, o compromisso social e a sensibilidade de sua escrita.


​1. Anthony Rasib


​As cidades onde construímos nossa história deixam marcas profundas em nossa sensibilidade. Natural de Encruzilhada do Sul e hoje fincando suas raízes em Taquari, de que maneira a vivência durante a sua adolescência e a passagem por essas duas cidades moldaram a sua identidade e marcaram o início da sua trajetória com a escrita em 1985?


​Creny Pereira:


Nasci em Encruzilhada do Sul e hoje tenho minhas raízes em Taquari. Cada lugar faz parte da minha história, e as experiências vividas ao longo dos anos contribuíram para a pessoa e a escritora que me tornei. Comecei a escrever em 1985, ainda jovem, e encontrei na escrita uma maneira de expressar sentimentos e colocar em palavras aquilo que nem sempre conseguimos dizer em voz alta.


​2. Anthony Rasib


​Sua obra revela uma capacidade singular de conectar a poesia tradicional a outras linguagens artísticas, especialmente no audiovisual e nas artes visuais. Como a sua vivência no Rio Grande do Sul moldou esse olhar atento, e como nasceu o desejo de transformar seus poemas em videoclipes e experiências sensoriais completas?


​Creny Pereira:


Viver no Rio Grande do Sul faz parte da minha maneira de observar o mundo, as pessoas e suas experiências. Gosto de explorar outras possibilidades para a poesia, porque acredito que um poema pode alcançar o público de diferentes maneiras. Ao unir versos, imagens e sons, procuro oferecer ao leitor uma experiência diferente, sem perder aquilo que considero mais importante: o sentimento e a mensagem que deram origem ao texto. Comecei com audiovisual quando fiz um projeto através da Lei Rouanet; o edital exigia acessibilidade para deficientes, então pensei que o audiovisual facilitaria.


​3. Anthony Rasib


​Sua poesia engajada aborda temas de grande relevância social e ambiental, como no poema premiado "Sob as águas da Amazônia" e na marcante obra "Enchente 2024", que retrata a tragédia vivenciada no Rio Grande do Sul. Como a dor e as causas sociais moldam sua sensibilidade artística, e qual é o papel do poeta diante das crises do nosso tempo?


​Creny Pereira:


Sou sensível ao sofrimento das pessoas e às questões que afetam a sociedade. A tragédia das enchentes de 2024, no Rio Grande do Sul, deixou marcas profundas, e escrever sobre esse acontecimento foi uma maneira de registrar a dor vivida por tantas pessoas. Em "Sob as águas da Amazônia", a questão ambiental também encontra espaço na minha poesia. Acredito que o poeta precisa olhar para a realidade e não se omitir diante do que acontece. A escrita não resolve tudo, mas pode despertar a consciência e ajudar a manter viva a memória de acontecimentos que não devem ser esquecidos.


​4. Anthony Rasib


​Observando sua sensibilidade artística voltada para a natureza e a preservação presente em projetos como o seu livreto de poesias ambientais e em obras que dialogam com a floresta e as águas, como você enxerga a questão ambiental no Brasil de hoje e qual é o papel da poesia e da cultura na conscientização e defesa do nosso ecossistema?


​Creny Pereira:


Acredito que a preservação ambiental precisa ser uma preocupação permanente, pois dependemos da natureza para viver. Ainda há muito a ser feito para proteger nossas florestas, nossos rios e os animais. A poesia pode contribuir para essa conscientização, porque nos permite olhar para essas questões de uma maneira sensível. Quando escrevo sobre a natureza, quero despertar no leitor o desejo de preservá-la, pois cuidar do meio ambiente é também cuidar da vida e das próximas gerações.


​5. Anthony Rasib


​Em seu poema "A Mulher", você traz uma forte mensagem sobre a resistência, a dignidade e a independência feminina. Como sua literatura busca resgatar e valorizar a força das mulheres em uma sociedade que ainda impõe tantos desafios e preconceitos?


​Creny Pereira:


Em minha escrita, procuro valorizar a mulher, sua dignidade e seu direito de fazer as próprias escolhas. Apesar dos avanços, ainda existem preconceitos e desigualdades que precisam ser enfrentados. Acredito que nenhuma mulher deve precisar abrir mão de sua identidade para ser aceita. Por meio da literatura, quero contribuir para que cada uma reconheça seu valor e tenha liberdade para construir a própria história.


​6. Anthony Rasib


​Sua escrita transita com muita naturalidade entre a emoção, o mistério e a introspecção, como vemos na coletânea Conexão e no conto "O Karma". De que maneira a exploração dos dilemas humanos, das escolhas e do autoconhecimento influenciam o seu processo de criação literária?


​Creny Pereira:


Escrever sobre os sentimentos e as experiências faz parte da vida. Tanto no livro Conexão como no livro Fragmentos do Tempo, reúno 404 páginas de poesias escritas em diferentes épocas, abordando as mudanças da vida, desde a intensidade da juventude até a profundidade da maturidade. Quero que o leitor encontre nos versos algo que também faça parte de sua história, reconheça seus próprios sentimentos e perceba que não está sozinho. Muitas vezes, lemos um poema e encontramos nele algo que sentimos, mas nunca conseguimos expressar em palavras. Também meu lema é me fazer entender; por isso uso palavras simples do cotidiano, para que todas as classes consigam entender o que quero expressar, desde o ensino fundamental até o superior. Acredito que o escritor tem que ter essa ponte com o leitor; faço questão de escrever bonito, mas que compreendam o que escrevo.


​7. Anthony Rasib


​Sua formação acadêmica é extremamente diversificada, passando pela Gestão Pública, Serviço Social, Administração, Contabilidade e Licenciatura em Português. De que forma essa síntese entre o rigor técnico, o compromisso social e a intuição poética se reflete na organização e na mensagem dos seus projetos culturais?


​Creny Pereira:


Minha formação em diferentes áreas me proporcionou conhecimentos que se complementam. A parte técnica contribui para o planejamento e a organização dos projetos, enquanto o Serviço Social amplia meu olhar para as necessidades das pessoas e para as questões sociais. Já a formação em Português fortalece minha relação com a linguagem. Procuro reunir esses conhecimentos para desenvolver projetos culturais com responsabilidade, sem deixar de lado a criatividade e a liberdade artística.


​8. Anthony Rasib


​A literatura tem o poder de unir povos e cultivar a solidariedade internacional. Como membro acadêmico do Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP), o que você busca transmitir aos leitores e autores ao redor do mundo sobre a riqueza da alma e da literatura brasileira?


​Creny Pereira:


Como escritora brasileira e membro acadêmico do GLIP, considero importante compartilhar minha produção literária e participar desse encontro entre autores de diferentes lugares. A literatura brasileira é rica em experiências, sentimentos e formas de expressão. Por meio dos meus textos, levo um pouco da minha maneira de enxergar a vida, das minhas referências. Acredito que a literatura aproxima as pessoas porque muitos sentimentos são comuns, mesmo quando vivemos em países e culturas diferentes.


​9. Anthony Rasib


​Vivemos em uma era de intensa inovação tecnológica. Na sua opinião, qual é o papel da Inteligência Artificial no cenário literário atual? Ela realmente ajuda os escritores em seu processo criativo e produtivo ou representa um desafio à essência da arte humana?


​Creny Pereira:


A Inteligência Artificial pode ajudar na pesquisa, na revisão e na organização de ideias, desde que seja utilizada com responsabilidade. No entanto, considero importante preservar a autoria e respeitar o trabalho de outros escritores. A ferramenta pode auxiliar, mas cabe ao autor decidir o que deseja expressar e responder pelo texto que publica. A tecnologia oferece possibilidades, porém não deve servir de justificativa para o plágio nem para o abandono da identidade literária de cada escritor.


​10. Anthony Rasib


​Para encerrar nossa conversa, existem muitas meninas e mulheres espalhadas pelo Brasil com um talento imenso para a literatura, mas que, por medo, falta de oportunidade ou insegurança, guardam suas vozes e não escrevem. Que mensagem ou conselho você deixaria para todas as "Crenys" que têm o potencial para transformar o mundo através das palavras, mas ainda não deram o primeiro passo?


​Creny Pereira:


Eu diria que comecem, mesmo que ainda tenham dúvidas sobre a própria capacidade. Nunca é tarde para estudar e escrever; eu sou um exemplo vivo, me formei com 54 anos. Tudo tem seu tempo: quando jovem não pude estudar e, adulta, tive um único filho e criei sozinha — primeiro quis formar ele em medicina. Então só tive recursos financeiros aos 50 anos para poder estudar, mas isso nunca foi motivo para eu deixar de escrever. Nem sempre haverá reconhecimento imediato, mas isso não deve impedir ninguém de tentar. O mais importante é não deixar que o medo silencie uma voz que ainda tem muito a dizer.


​11. Anthony Rasib


​Creny, conduzir esta conversa sob a ótica do jornalismo psicanalítico nos levou muito além dos fatos, mergulhando nas camadas mais profundas da sua memória, das suas raízes e da sua essência enquanto artista e mulher. Olhando para todo esse percurso que revisitamos agora, o que você sentiu ao ser provocada a pensar tão profundamente sobre a sua trajetória, e qual foi a sua impressão sobre a experiência de participar desta entrevista?


​Creny Pereira:


Foi interessante parar para pensar na minha trajetória e recordar o quanto a escrita está presente na minha vida desde 1985. Muitas vezes, seguimos escrevendo, estudando e desenvolvendo projetos sem parar para olhar o caminho que percorremos. Esta entrevista me deu a oportunidade de falar sobre minhas obras, minhas ideias e os assuntos que considero importantes. Gostei da experiência porque pude compartilhar um pouco de quem sou por meio da literatura e refletir sobre o significado que a escrita tem para mim. Ainda tenho muito a escrever e aprender, e quero continuar fazendo isso com liberdade e respeito àquilo em que acredito.


​Nota Autoral da Convidada:


"Meus temas preferidos: abandono infantil, depressão, meio ambiente, autismo, perdas e recomeço. Gosto de escrever sobre a realidade, escrevo o que sinto ou já senti; se o tema não combina comigo, dificilmente tenho interesse. Já deixei de participar de vários concursos literários, pois se eu participasse não seria com alma verdadeira, faria apenas para concorrer. Minha escrita é sentida, autêntica, são experiências únicas e todas elas têm uma parte de mim. Agradeço imensamente a oportunidade e coloco-me à disposição do Grêmio Literário Internacional Poesiarte (GLIP) para futuros trabalhos e parcerias." — Creny Pereira



​Você pode ver o trabalho e contato dela aqui:


https://www.instagram.com/crenypereirapoesias/

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