quinta-feira, agosto 16, 2018

A INTOLERÂNCIA TEM MEDO DA POESIA! POR RODRIGO POETA



A INTOLERÂNCIA TEM MEDO DA POESIA!




             No dia 8 de agosto a intolerância a liberdade poética levou a poetisa árabe-israelita Dareen Tatour a cumprir cinco meses de reclusão. Tudo por causa de seus versos contra uma guerra sem fim, uma guerra que resiste pelo ódio e pela perseguição ao povo palestino. Onde granadas e balas das forças de Israel enfrentam pedras e versos palestinos numa corrente da poesia Palestina de Combate a ilustrar os confrontos da dor.
        “Resiste, meu povo, resiste” este é o verso de Darren, que luta contra a perseguição da sua cultura e história de seu povo. Em forma de poesia escreveu sua indignação contra sua prisão. Segue um trecho do poema traduzido por mim na versão em inglês traduzida pelo poeta Tariq al Hayadar:


“Eu escrevi sobre a injustiça atual,
Desejos em tinta,
Um poema que eu escrevi ...
A acusação usou meu corpo,
Dos dedos dos pés até o topo da minha cabeça,
Porque eu sou poeta na prisão
Uma poetisa na terra da arte.
Sou acusada de palavras,
Minha caneta o instrumento.
Tinta - sangue do coração – testemunha...”


         A intolerância tem medo da poesia, pois ela manipula as pessoas ao mal, pois a paz aos homens do poder não existe, por causa da ganância ilustrada pelas armas, por uma guerra sem fim patrocinada pelo ego, onde a democracia é camuflada até aos versos de quem escrever o horror sem lógica, vividos por ambas partes, com as bênçãos do Capitalismo.
     Quem lucra com esta guerra sem fim? Quem ganha por essa cultura do ódio? 
     Infelizmente não são os inocentes, as pessoas que comungam a paz em ambas as partes no território tão aclamado como santuário de Deus.
       Apesar de tudo, a poesia resiste em pleno século XXI num combate feito de versos a enfrentar a corruptela humana. 


Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta)
Escritor brasileiro


Segue abaixo a tradução do poema de Dareen Tatour em português que a levou a prisão:







Resista meu povo! Resista!


(traduzido e revisado para o português por Rodrigo Poeta na versão em inglês traduzida pelo poeta Tariq al Haydar)



Na minha Jerusalém, vesti minhas feridas
E respirei minhas tristezas para Deus,
Que carregou a alma na minha palma da mão
Para uma Palestina Árabe.


Eu não vou sucumbir à "solução pacífica"
Desde que o veneno se espalhou,
Matando flores da minha casa.


Nunca abaixei minhas bandeiras,
Até que eu os expulses da minha terra.
Eu gostaria que eles se ajoelhassem por um tempo.
Resista meu povo! Resista!


Resista ao roubo do colono.
Destruir a constituição é vergonha,
Que impõe a degradação e humilhação
E nos impede de restaurar a justiça.


Resista meu povo! Resista!
Siga a caravana dos mártires!
Eles queimaram crianças sem culpa,
Quanto a Hadil, eles a denunciaram em público.
Matou-a em plena luz do dia.
Quanto a Maomé, eles arrancaram os olhos,
Crucificaram ele, na dor de desenhada
Em um corpo.


Eles derramaram ódio em Ali!
Começaram os incêndios,
Esperanças queimadas no berço.
Resista ao ataque do colonialista.
Não ligue para seus agentes entre nós,
Que nos acorrentam com a ilusão pacífica.


Não tenha medo do Merkava!
A verdade em seu coração é mais forte,
Enquanto você resistir em uma terra!


Isso tem vivido incansavelmente através de invasões.
Então Ali chamou de seu túmulo:
Resista, meu povo rebelde.
Escreve-me como prosa no agarwood;
Meus restos têm você como resposta.


Resista meu povo! Resista!


    No dia 12 de agosto realizei com os meus alunos do sétimo ano do fundamental uma oficina de poesia em homenagem a poetisa Dareen Tatour com o tema: “Resista meu povo! Resista!” dentro da realidade brasileira e mundial e que será tema em 2019 no XIII CONCURSO POESIARTE em homenagem a poetisa Dareen Tatour com apoio do Portal Árabe.


Segue abaixo alguns poemas e trechos escritos:


Resistam! Precisamos resistir!
Não importa a tristeza,
O importante é sorrir!

(Isabela Schneider)


Você precisa resistir agora,
Mesmo que esteja difícil.
Sei que é forte o suficiente
E que vai conseguir superar.


Tudo que está complicado
Vai ter um fim
No qual você não imagina.
Tudo irá se ajeitar conforme o tempo.
Apenas resista,
Seja forte.
Resista,
Você é capaz disso.

(Maria Eduarda Bezerra)


Meu povo! Vamos resistir!
Sei que há muitas injustiças,
Mas temos que resistir.

(Ana Karoliny)


Ó meu amado povo
Não desista, resiste!
Resiste meu povo,
Aguente a dor da guerra!
Resiste, meu povo, resiste!


(Caíque Ferreira)



*Publicado também no Portal Árabe através do grande amigo e irmão de poesia Anthony Rasib. Segue o link abaixo:

sábado, agosto 11, 2018

NAZARETH DA CRUZ GOMES: A PRIMEIRA POETISA DA REGIÃO DOS LAGOS

NAZARETH DA CRUZ GOMES
(1877-1950)


      O Simbolismo surgiu na França no final do século XIX em oposição ao realismo e ao naturalismo. Resgatou a subjetividade romântica através da sensação e da musicalidade. O francês Charles Baudelaire com o livro Flores do Mal, deu origem ao Simbolismo. 
No Brasil o movimento simbolista se tornou notório com os poetas Cruz e Sousa (1861-1898) de Florianópolis/SC e com Alphonsus de Guimaraens (1870-1921) de Ouro Preto/MG. Outros poetas também seguiram as tendências do movimento. 
         Nazareth da Cruz Gomes renasce na Literatura a figurar ao lado de outras poetisas simbolistas do século XIX como: Auta de Souza (1876-1901) de Macaíba/RN, Narcisa Amália (1852-1924) de São João da Barra/RJ, Francisca Júlia (1871-1920) de Eldorado Paulista/SP e Gilka Machado (1893-1980) do Rio de Janeiro/RJ.
       Em 2013 aproximadamente cinco anos atrás minha tia avó Nazareth Carvalho me enviou o poema O Coração da minha trisavó Nazareth da Cruz Gomes compilado pelas mãos de minha bisavó Noêmia, um poema escrito no século XIX. No ano de 2015, chega a mim uma cópia do original do seu poema O Coração escrito no século XIX, graças às pesquisas genealógicas feitas pelo meu primo Carlos Delano Carvalho. No ano de 2016 recitei o poema e comecei a fazer análises poéticas nele e descobri os traços simbolistas em seus versos. Já em 2017 apresentei o nome de Nazareth da Cruz Gomes como a única poetisa da Região dos Lagos em eventos das cidades de Cabo Frio/RJ, Iguaba Grande/RJ e Itaperuna/RJ. No mesmo ano chega a mim uma cópia do livro de Virgílio Aurélio Gomes, pai de Nazareth da Cruz Gomes. No livro além de textos em prosa e verso de Virgílio, encontrei outro poema de Nazareth. 
         Nazareth da Cruz Gomes foi homenageada no XII CONCURSO POESIARTE de POESIA de 2018 em âmbito internacional com o tema: O Coração, concurso de autoria de Rodrigo Poeta. Um marco a redescoberta tanto da poetisa Nazareth da Cruz Gomes como do seu pai o escritor Virgílio Aurélio Gomes. Nazareth da Cruz Gomes até o momento dentro das pesquisas feitas é a única poetisa da Região dos Lagos no século XIX do Estado do Rio de Janeiro a escrever poesia no estilo simbolista.
       Nazareth da Cruz Gomes nasceu em 30 de maio de 1877 na cidade de Saquarema/RJ filha do cronista e poeta Virgílio Aurélio Gomes e de Maria Carolina da Cruz Gomes, ambos de Barra de São João/RJ. Foi poetisa de estilo simbolista, pianista e professora. Teve cinco irmãos sendo eles: Aurora, Augusta, Adelaide, Manuel e Linho, ambos de Barra de São João/RJ. Foi batizada em 15 de agosto de 1878 na cidade de Araruama/RJ na Paróquia de São Sebastião, tendo como padrinhos Manuel Marinho Leão e Augusta (Manazinha).

*Na foto: Nazareth e Secundino.


         Casou em 1903 com Secundino Teixeira Pinto de Laje de Muriaé/RJ passando a usar o sobrenome Pinto, seu esposo veio a falecer em 1941 em Laje do Muriaé/RJ. Nazareth da Cruz Gomes veio a falecer em 19 de novembro de 1950 na cidade do Rio de Janeiro/RJ e seu sepultamento foi realizado no Cemitério de Inhaúma. Ela teve 14 filhos. São três homens: Décio, Manoel e Sebastião. Onze mulheres: Adelaide, Clélia, Dulce, Diná, Guiomar, Irene, Izabel, Maria (Mariquinha), Maria José, Noêmia e Zélia.

*Nazareth da Cruz Pinto e Secundino Teixeira Pinto, 
família e alunos.


*Foto de Nazareth da Cruz Gomes já no século XX.



Segue abaixo os poemas de Nazareth da Cruz Gomes:



*Imagem do original referente ao poema O Coração escrito em 1894 por Nazareth da Cruz Gomes.



O CORAÇÃO


Põe minha amiga, põe teu peito
tua serena mão.
Ouves?Há dentro dele um carpinteiro
que trabalha de noite e o dia inteiro
pregando o meu caixão.


Vamos! Trabalha mestre! Sim trabalha
a obra sem cessar!
Não deixes a tarefa em abandono!
Vamos! Trabalha mestre eu tenho sono
e quero descansar!


Nazareth da Cruz Gomes
18 de janeiro de 1894

            No poema O Coração, possui duas estrofes de cinco versos (duas quintilhas), o eu lírico utiliza sinestesias na primeira estrofe como nos versos: “Põe minha amiga, põe teu peito/tua serena mão.” (sinestesia de sentido tátil) e “Ouves? Há dentro dele um carpinteiro...” (sinestesia de sentido auditivo). O eu lírico utiliza a subjetividade através de divagações entre uma conversa com a morte, onde o carpinteiro é o coração que trabalha o dia inteiro sem descansar, mesmo sabendo que um dia vai parar. No poema há uma linguagem vaga e fluída, que preza pela sugestão como no trecho do terceiro verso da primeira quintilha no vocábulo “Ouves?”. 
              O Coração além de título do poema é uma metáfora que subjetivamente compara o órgão da vida com o trabalho de um carpinteiro. O descanso é símbolo transcendental representado pela palavra “sono”, que determina a dor de existir.
             O ritmo do poema é traçado entre assonâncias, aliterações e rimas que afloram no segundo verso de cada quintilha. Assonância relacionada à vogal “a” nos vocábulos da segunda quintilha no primeiro e segundo versos: “trabalha a obra sem cessar!” Aliteração no primeiro verso da primeira quintilha das consoantes “p” e “t”: “Põe minha amiga, põe teu peito...”
           A rima é feita na seguinte forma: o segundo verso rima com o quinto e o terceiro verso com o quarto. Como segue:



1ª estrofe da quintilha:

Põe minha amiga, põe teu peito

tua serena mão. (segundo verso)
Ouves?Há dentro dele um carpinteiro (terceiro verso)
que trabalha de noite e o dia inteiro (quarto verso)
pregando o meu caixão. (quinto verso)


2ª estrofe da quintilha:

Vamos! Trabalha mestre! Sim trabalha

a obra sem cessar! (segundo verso)
Não deixes a tarefa em abandono! (terceiro verso)
Vamos! Trabalha mestre eu tenho sono (quarto verso)
e quero descansar! (quinto verso)



A MORTE DE MARIA DE CALOGERAS

I

Morta já! Meu Deus! Tão bela!
Nessa quadra dos amores,
Murcha como a capela
De suas pálidas flores!
As galas da mocidade
Eram ontem seu entorno!
E agora da morte o sorriso
Lá dorme na eternidade!


De joelhos, pais! Oremos
Por ela com fé cristã!
Naquela tumba choremos
Os restos de nossa irmã.
Irmã pela desventura
Da morte ao rigor augusta,
Mas como os anjos perfeita
Na celestial candura!


Alma virgem que subiste
Ao seio da eterna gloria,
Na terra já não existe
Senão de ti a memória!
Saudosa recordação,
Doloroso pensamento,
Que n’alma gera tormento
E o pranto no coração!


II

Do mundo n’água deveria
Desfolhou-se branco lírio!
Teve coroa da beleza
Teve a palavra do martírio!
Era tal a simpatia
Que em todos exerceu
Que parece lá dos céus
Inda pedir harmonia!


O raro da inteligência
No verde da juventude
Brilhava com a inocência
Naquele anjo de virtude!
Enquanto saudosos pais
Gemem pela casta filha
Mais um espírito brilha
Nas falanges imortais!


Dorme em paz! Virgem, repousa
Entre as sombras do mistério!
Cubram-te rosas a
Nos ermos do cemitério,
E se os mortos, por ventura,
Guardão do mundo a lembrança
Sorri-nos, anjo de esperança,
Do fundo da sepultura!


Nazareth da Cruz Gomes


          O poema A morte de Maria de Calogeras é uma homenagem a jovem da família de João Pandiá Calogeras (1870-1934) geólogo, político, engenheiro e escritor carioca. A morte é a temática do poema numa linguagem subjetiva e existencialista a conflitar entre a matéria e o espírito. O poema é formado por duas partes contendo cada uma três estrofes de oito versos de forma ritmada. 
        Na primeira parte a dor da morte a segunda parte o espírito vivo na eternidade. Numa atmosfera mística e litúrgica mostra-se o eu lírico na contemplação da dor, da morte, da eternidade na exaltação da mocidade feita em homenagem: “Na terra já não existe/ Senão de ti a memória!”


*Ensaio feito pelo acadêmico Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta)

sábado, maio 12, 2018

HOMENAGEM FEITA PELO POETA ISRAEL ALBUQUERQUE PARA RODRIGO POETA


Homenagem ao poeta Rodrigo de Cabo Frio

O ser humano é ingrato
Só valoriza os poetas imortalizados
Reconhecer a fama depois de morto
É não admitir o esforço 
De quem ainda vive da fama de ser poeta.

O ser humano vive do passado
Fala do passado
Glorifica, exalta, estuda e pesquisa
Só não se atualiza
Precisamos reconhecer os talentos 
Consagrados da época atual
Região dos Lagos possui um poeta 
De um alto nível intelectual para nos representar
Rodrigo Octavio Pereira de Andrade
Com apenas 40 anos de idade
Já é aclamado como a mais nova celebridade 
Que a cidade de Cabo Frio não tinha desde
Teixeira e Souza.

Sua vida se destina a consagrá-lo um mestre da poesia
Só falta a Academia Brasileira de Letras
Seguindo o caminho dos antepassados
Seus textos literários já foram publicados
Em diversos jornais e revistas do país
É o único poeta cabo-friense a conquistar o troféu
Carlos Drummond de Andrade.

Seu amor a poesia contagia a cidade
Transmitindo aos jovens de todas as idades
Sua imensa sabedoria em projetos
De própria autoria.

Não se trata de um simples ser humano
E sim de um professor
De um educador
De um incentivador da literatura local,
Regional e internacional.

(Israel Albuquerque)


*Poema recitado no Sarau de Poesia dos Poetas da Região dos Lagos no Centro Educacional Missão de São Pedro no dia 11 de março de 2018 na cidade de São Pedro da Aldeia/RJ pelo autor.

sábado, maio 05, 2018

“ALMA QUE NÃO DECLINA” POR RODRIGO POETA




“ALMA QUE NÃO DECLINA”


              O poeta pernambucano Bruno Candéas apresenta sua nova obra poética TEATRAUMA, um título instigante entre o teatro da vida e os traumas abissais do caos existencialista em que vivemos...
Bruno Candéas segue uma linha visceral em trilhas caminhadas pelos ilustres poetas Roberto Piva e Wally Salomão num concretismo afoito e mamulengo. No seu ciclo litúrgico versa “entre arvoredos do não-entendimento”, afinal a alma de um poeta jamais declina entre as disparidades da vida.
         Seus versos são “esferas da eterna dúvida”, o acaso de uma mão dupla, onde as palavras “divulgam uma criatura cataclisma”.
              A loucura é o seu mote em sua obra como nestes versos: 

“Permito
que os amores
devorem
meu silêncio”

              Um poeta sinestésico, que abusa e brinca com as palavras numa trilha cibernética cantada pelo saudoso Chico Science, pois o poeta é O Cidadão do Mundo, a gritar com palavras o seu TEATRAUMA do seu EU!



Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta)
Acadêmico e escritor cabo-friense
Ex-Presidente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo/RJ.

sábado, abril 14, 2018

EDITAL DO XIIº CONCURSO POESIARTE DE POESIA





XIIº CONCURSO POESIARTE DE POESIA



REGULAMENTO

1. Participantes:

1.1. Qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro, sendo que os poemas inscritos estejam em língua portuguesa.

1.2. A idade mínima para participação do concurso é de 12 anos.

2. Período de inscrição:

2.1. Início: 13 de abril de 2018.

Término: 07 de julho de 2018.

2.2. As inscrições serão feitas por via e-mail. Serão só aceitas as inscrições até a data limite (07 de julho ) para: poesiarte@hotmail.com

3. Categoria:

3.1. Poesia – 1 (uma) por concorrente, com máximo de 3 (três) laudas (folhas).

3.2. Os participantes poderão enviar sua poesia sem precisar de um padrão específico poético, ou seja, poderão enviar em forma de soneto, haicai, trova, elegia, poetrix, etc.

4.Tema: “O CORAÇÃO”.

4.1. O objetivo do tema é estimular a criatividade dos participantes, levando-os a uma reflexão para vida neste século. Uma homenagem a poetisa simbolista Nazareth da Cruz Gomes.


4.2. Nazareth da Cruz Gomes nasceu em 30 de maio de 1877 na cidade de Saquarema/RJ filha do cronista e poeta Virgílio Aurélio Gomes e de Maria Carolina da Cruz Gomes, ambos de Barra de São João/RJ. Foi poetisa de estilo simbolista e pianista. Teve cinco irmãos sendo eles: Aurora, Augusta, Adelaide, Manuel e Linho, ambos de Barra de São João/RJ. Foi batizada em 15 de agosto de 1878 na cidade de Araruama/RJ, tendo como padrinhos Manuel Marinho Leão e Augusta (Manazinha).

*Imagem do original referente ao poema O Coração escrito em 1894 
por Nazareth da Cruz Gomes.


Casou em 1903 com Secundino Teixeira Pinto de Laje de Muriaé/RJ passando a usar o sobrenome Pinto, seu esposo veio a falecer em 1941 em Laje do Muriaé/RJ. Nazareth da Cruz Gomes veio a falecer em 19 de novembro de 1950 na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Ela teve 14 filhos e dos quais só quatro se tem o registro em pesquisa genealógica. São eles: Manoel, Noemia, Dinah e Isabel.



5. Textos:

5.1. Deverão ser escritos em língua portuguesa (idem ao item 1.1), digitados em página branca tamanho A4, utilizar fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12 e espaço 1,5.

5.2. Não serão aceitos trabalhos manuscritos. (ver item 3.1)

5.3. Os trabalhos deverão ser inéditos, isto é, ainda não publicados em nenhum meio de comunicação ou em livro e principalmente por sites ou blogs na internet.

5.4. Os textos deverão conter exclusivamente o título da obra e o pseudônimo do autor.

5.5. Os pseudônimos não deverão guardar qualquer semelhança com o nome, apelido ou outro fator de identificação do concorrente, pois se houver o inscrito será eliminado.

5.6. Não serão aceitas inscrições de paródias ou paráfrases.

5.7. Casos de plágios serão denunciados pela organização do concurso.

6. Apresentação dos trabalhos por via e-mail deverá seguir o modelo abaixo da ficha de inscrição:

*Segue o modelo de ficha de inscrição:

Nome completo;

Cidade de origem:

Data de nascimento completa:

Cidade que representa:

Atividade que ocupa:

Título do poema:

Pseudônimo:

E-mail:

Endereço postal:

6.1. Caso o inscrito não preencher devidamente o formulário acima não estará qualificado para o certame do concurso.

6.2. Os trabalhos que não obedecerem às regras deste concurso serão automaticamente desclassificados.

6.3. Os poemas enviados por via e-mail deverão estar em documento Word, seguindo as especificações do item 5.1.

6.4. Não serão aceitas inscrições através de PDFS ou digitalizações.

7. Julgamento:

7.1. O corpo de jurados será formado por profissionais da área, altamente qualificados pela Comissão Organizadora do Concurso, que serão conhecidos e apresentados brevemente no blog:

http://concursopoesiarte.blogspot.com/



7.2. As decisões do júri são soberanas e irrecorríveis.

7.3. Serão ainda critérios para o julgamento das obras inscritas:

a) Vocabulário.

b) Conotação (uso de figuras de linguagem).

c) Ritmo.

d) Intertextualidade.

e) Criatividade.

7.4. Cada item acima valerá 20 pontos, o somatório de todos os itens é de 100 pontos.

7.5. Serão 06 (seis) jurados para 1ª etapa, onde sairão 10 finalistas para etapa final; outros 06 jurados farão suas avaliações e irão comentar cada obra finalista, dando o resultado final após o somatório dos pontos.

7.6. Manter o texto dentro das dimensões propostas no Regulamento.

7.7. Não serão aceitos trabalhos fora do tema estipulado.

7.8. Trabalhos com menções pornográficas, preconceituosas (cor, raças, sexo, religião, etc) serão automaticamente eliminados pelo júri.

7.9. A comissão organizadora decidirá sobre as omissões deste regulamento, depois de ouvida a opinião do júri.

8.Divulgação dos resultados:

8.1. A divulgação dos poemas inscritos com os seus pseudônimos será feita através do blog do concurso.

8.2. O resultado da 1ª etapa, que divulgará os finalistas será no dia 14 de julho de 2018.

8.3. O resultado final do concurso será no dia 21 de julho de 2018.

8.4. Tudo será divulgado no blog do concurso.

8.5. Caso ocorra atrasos nos resultados as datas serão modificadas e os inscritos saberão através do blog.

9. Premiação:

9.1. O primeiro colocado receberá um diploma, dois livros e medalha.

9.2. O segundo colocado receberá um diploma, um livro e medalha.

9.3. O terceiro receberá um diploma, um livro e medalha.

9.4. Caso no decorrer do concurso a comissão organizadora possa adquirir patrocínios, os prêmios serão mais pomposos com a realidade do concurso.

9.8. Não será permitido empate.

10. Disposições Gerais:

10.1. Honestidade, transparência e simplicidade são as marcas deste Projeto que no ano de 2018 fará 16 anos.

10.2. O PROJETO POESIARTE se reserva no direito de publicar os poemas dos três primeiros colocados no blog do concurso, ficando explícito que o ato de inscrição através da ficha implica em autorização para publicação.

10.3. Os autores dos poemas publicados serão automaticamente avisados por via e-mail.



Cabo Frio, 12 de abril de 2018.



Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta)

Coordenador e idealizador do Concurso POESIARTE




quinta-feira, abril 05, 2018

O GAÚCHO DOS PAMPAS EM CABO FRIO

*Joaquim Moncks na Praça das Águas em Cabo Frio/RJ.


O gaúcho dos pampas em Cabo Frio


        O renomado escritor gaúcho Joaquim Monkcs passou três dias em Cabo Frio a serviço da cultura. Na segunda-feira dia 2, esteve na Adega Galiotto em um encontro cultural com os amigos: o escritor e acadêmico Rodrigo Poeta e o ambientalista e acadêmico Ernesto Galiotto.

*Alunos do pré-vestibular ao lado do acadêmico Joaquim Moncks
e do professor e acadêmico Rodrigo Poeta.


       Na terça-feira pela manhã no Bairro da Passagem na residência do acadêmico Ernesto Galiotto recebeu a visita do acadêmico Rodrigo Poeta. No encontro foram debatidos diversos temas voltados à cultura e a literatura. A tarde foi ao NAE – Curso preparatório na cidade de Cabo Frio/RJ para uma palestra a jovens do pré-vestibular. Turma que tem como professor de Literatura, o acadêmico Rodrigo Poeta. A palestra teve como tema central: “O ensino da poética para compreensão do mundo.”
         A palestra foi um sucesso entre os jovens. Ocorreu até declamação de poesias suas pelas alunas Cecília, Larissa e Antônia. No entardecer, visitou a Casa de Cultura José de Dome, O Charitas, em Cabo Frio/RJ. Conheceu um pouco da história do poeta Victorino Carriço, do artista plástico José de Dome e ficou encantado com a “Roda dos Expostos” em exposição no local. Uma breve visita guiada pelo acadêmico Rodrigo Poeta.
        A noite participou de um encontro cultural com as acadêmicas e jornalistas Sylvia Maria, Iva Maria e com o acadêmico Rodrigo Poeta na Adega Galiotto.
        Moncks recitou poesia, falou da linguagem poética e presenteou os amigos com livros de sua autoria.
        Concedeu uma entrevista a acadêmica Sylvia Maria do Jornal Noticiário dos Lagos e a acadêmica e jornalista Iva Maria gravou um vídeo do poeta gaúcho recitando.

*Joaquim Moncks na orla da Praia do Forte de Cabo Frio/RJ.


        Na quarta-feira pela manhã antes de se despedir de Cabo Frio/RJ, visitou a Praça de São Benedito, a Praia do Forte e a Praça das Águas. Recitou poemas de Rodrigo Poeta, do saudoso amigo Paulo da Silveira, poemas de outros autores e dedicou um poema em homenagem aos amigos que lhe receberam com tanto carinho e atenção: Ernesto Galiotto, Rodrigo Poeta, Iva Maria e Sylvia Maria.
        Esta foi sua terceira passagem pela cidade de Cabo Frio/RJ. A primeira foi em 2007 e a segunda em 2014.
         Um grande ícone da literatura a prestigiar o belo, a amizade e o melhor da cultura da cidade.

*Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta)
Escritor, acadêmico, palestrante, pesquisador e professor cabo-friense

E-mail: poesiarte@hotmail.com       

domingo, dezembro 24, 2017

LIVROS NO LIXO POR RODRIGO POETA




LIVROS NO LIXO


       No mês de dezembro livros são jogados ao lixo. Em pleno século XXI a ignorância impera infelizmente. Tudo o que o político gosta. Um povo leigo, analfabeto de tudo... Triste quimera!
      Todo livro é fonte de conhecimento. São mostra viva da história de um povo. Numa comunidade carente do Rio, biblioteca é fechada e os livros vão ao lixo. 
       Numa cidade em que se impera o descaso com tudo, o conhecimento vai ao lixo, mas uma boa alma salva alguns livros. Afinal existe vida inteligente em nosso país. 
        Os livros salvos chegam à outro destino. Na casa de um poeta agora estão protegidos da inquisição da Nova Era.
      Ferreira Gullar é salvo, mesmo molhado e sujo, seus poemas vivem da gratidão como nestes seus versos: "...podemos formar uma muralha/ com nossos corpos de sonho e margaridas."


Rodrigo Poeta
23-12-17


*Texto dedicado ao meu irmão Rafael Andrade, a boa alma que salvou um pouco da sabedoria jogada no lixo.

*Fotos: Rafael Andrade. 
*Cidade: Rio de Janeiro-RJ.
*Mês: dezembro.
*Ano: 2017.