segunda-feira, fevereiro 20, 2017

COMO UMA ROSA POR ERIKA GOMES PEREIRA



COMO UMA ROSA


As rosas me encantam!
Das flores, elas são as mais misteriosas...
Belas, sedutoras, perfumadas e envolventes.
Vejo um mistério em seu interior,
Mistério esse que me enfeitiçou.

Elas são delicadas, mas marcam presença.
São aveludas!
Quem não quer tocá-las?
Suas cores chamam atenção,
As vermelhas então...

Elas falam sem poder falar,
Traduzem sentimentos sem poder explicar.
Elas são poderosas!
Você pode até conseguir feri-las,

Mas tendo a certeza de seus espinhas
Irão machucar e deixar dolorido.

Sinto-me como a rosa.
A rosa vermelha para ser mais específica.
Delicada e bruta ao mesmo tempo,
Meiga e sedutora...
Aquela que exala perfume aonde passa...
Aquela que fere a quem a maltrata...
Aquela que se mostra e é especial para cada existencial...
Serei sempre a rosa imortal!

20-02-17




*Erika Gomes Pereira é moradora de Tamoios, segundo distrito da cidade de Cabo Frio-RJ. 

domingo, fevereiro 19, 2017

RODRIGO POETA NO MUSEU DO SURF

*O Museu do Surf agora no seu devido lugar.


*Ontem tive o privilégio junto com minha poesia Erika Gomes Pereira de estar no Museu do Surf e de apreciar a história do Surf, através de belas pranchas e até de umas preciosidades. O Museu do Surf só existe por causa desde grande sonhador, Telmo Moraes. Telmo é sem dúvida alguma um grande nome da preservação da memória deste esporte mundial, que faz os brasileiros a amar este esporte. Tive a honra ontem de estar com o pai deste belo museu. Depois de tanta luta, de ver ovo no prego e arte de péssima qualidade com raras exceções, enfim o Museu do Surf chegou e tomara que fique para sempre, pois a praia combina com a história do esporte que mais alegria atualmente nos proporciona. Parabéns Telmo, Vitor Ribas e outros que perpetuam o nome do Surf em Cabo Frio-RJ e no mundo.

*Na foto: Rodrigo Poeta e Telmo Moraes, 
o pai do Museu do Surf.



*Veja as fotos abaixo

*A evolução das pranchas de surf no século XX.

*A história do skate no Museu do Surf.

*Em cada prancha uma história,
uma onda, uma praia e uma memória.

*Na foto: Rodrigo Poeta e sua poesia
Erika Gomes Pereira marcando
presença no Museu do Surf.

*Esta prancha tem história.


*Fotos: Rodrigo Poeta e Erika Gomes Pereira.

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

RODRIGO POETA NA EXPOSIÇÃO NO MART



*Ontem tive o prazer de estar na abertura da exposição 105 anos de Arte Popular no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Convento Nossa Senhora dos Anjos) em Cabo Frio-RJ. Uma homenagem ao artista popular Antônio de Gastão. Na ocasião estive com escritor José Correia (ex-Secretario de Cultura) e com o curador do acervo de Antônio de Gastão, Evangelos Pagalidis.

*Veja as fotos abaixo:


Rodrigo Poeta e o escritor José Correia.

Rodrigo Poeta e o curador do acervo 
de Antônio de Gastão,
Evangelos Pagalidis.



Arte de Antônio de Gastão em pedra pome.


*Escultura de uma cobra.


*Escultura de uma garça.

*Os fantoches confeccionados por Gastão.

*Escultura em madeira: Barco e pescadores.

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

PROJETO QUERO MAIS ÁRVORES NA MINHA CIDADE



FRASES & PENSAMENTOS!


É INTOLERÂNCIA, MAS PODE CHAMAR DE HOMOFOBIA POR MARTHA PESSOA CORTES



É INTOLERÂNCIA, MAS PODE CHAMAR DE HOMOFOBIA


           Pelo menos 312 gays, lésbicas e travestis brasileiros foram assassinados em 2013, média de um homicídio a cada 28 horas, revela pesquisa feita pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). A entidade estima que 99% dos crimes foram motivados por homofobia. Apesar de apontar uma queda de 7,7% em relação a 2012, quando foram registradas 388 mortes, a pesquisa destaca          que o número de assassinatos de homossexuais cresceu 14,7% nos últimos quatro anos.
          Segundo o estudo, o Brasil segue como campeão mundial em homicídios de homossexuais: de cada cinco gays ou transgêneros assassinados no mundo, quatro são brasileiros. E os dados reunidos neste começo de ano apontam tendência de piora no quadro: em janeiro, 42 homossexuais foram assassinados, ou seja, um a cada 18 horas.¹
          (...) os responsáveis por acompanhar esse tipo de crime, que ocorre em todo o Brasil, mas principalmente no Norte e Nordeste, já conseguiam traçar uma espécie de perfil dos agressores dos gays. A maioria tem formação cultural conservadora. “Eles vêm de famílias autoritárias”, afirma Luiz Mott, antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia (GBB). Muitas vezes agem grupo. E atacam conhecidos – o vizinho, o parente... Nos últimos quatro anos, o número de denúncias relacionadas à homofobia cresceu 460%, segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A cada hora, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil.²
          Embora o crime de homofobia seja crime bem específico, vale ressaltar que toda intolerância esbarra na dificuldade em se praticar o respeito. E assim não fosse, qual a dificuldade em não aceitar a prática do outro? Quando se reivindica o direito de ser homossexual não significa que todos devam ser, mas que quem o é quer sê-lo livremente, sem a interferência do outro.
          Não existe crime na prática homossexual. Ainda assim dia após dia a intolerância aumenta e com isso as barbaridades contra gays, lésbicas e bissexuais. De acordo com alguns grupos homossexuais, parte da intolerância e violência está ligada a não aceitação da própria sexualidade, já que segundo eles os homofóbicos sejam na maioria, homossexuais que não “saíram do armário”, por questões religiosas ou de família ou de não saber encarar as críticas sociais.
          Nota-se, no entanto, ser essa violência típica do nosso novo modelo de sociedade, fundamentalista, intolerante, egoísta e mimada. Fundamentada num povo que concebe o corpo e o comportamento alheio como extensão de sua existência. Grupos cada vez mais crescentes querendo cooptar o outro para o seu modo de vida, considerando o único aceitável.
          Um grupo que atribui diversas dificuldades do mundo como resultado de relações homossexuais, exemplo dessa falácia é de que o número de mulheres solteiras seja fruto do aumento da prática homossexual, sem levar em conta o nascimento de um número ínfimo de homens em relação ao de mulheres e que ainda há mulheres lésbicas.
          Outra falácia que mais revolta, que intriga é de que casais gays não devem adotar por causa da pedofilia, ora, desde que o mundo é mundo, meninas são estupradas pelo próprio pai, ou padrasto que praticam, exclusivamente, relações não homossexuais. E ainda são culpadas por esse crime, quando dizem que elas provocam e seduzem, afirmam os defensores da Síndrome de Adão, já que o pobre coitadinho fora seduzido pela vilã, a Eva.    
            O fim da homofobia, racismo, machismo só será possível se a prática do respeito passar a compor as relações intersociais, é a partir do respeito que se dialoga e se compreende o outro, não que haja necessidade de compreensão nas práticas de nossas vidas, contudo o conhecimento quebra barreiras...
















*Martha Pessoa Cortes.
-Professora em Armação dos Búzios-RJ.
-Estudante de Geografia pelo CEDERJ/UERJ.

Referências:

¹

²


domingo, janeiro 15, 2017

ENCONTRO CULTURAL!

*Na foto: José Luiz (Mestre ZEL) e Rodrigo Poeta.


*No dia 14 de janeiro aconteceu na casa do chargista e caricaturista José Luiz (Mestre Zel) o encontro com o escritor Rodrigo Poeta. Um momento de colocar o papo em dia e falar de cultura, política, educação e outras coisas mais acompanhados de uma boa cerveja artesanal. Um encontro muito bom. Atila Jorge filho do Mestre Zel, que também é grande artista na ocasião recitou trechos do poema de Manuel Bandeira, "Vou-me embora pra Pasárgada". Encontro cultural que Rodrigo Poeta leu uma crônica em que faz alusão ao Mestre Zel em seu livro.

*Mestre Zel recebeu em mãos o livro Crônicas do Silência
de seu amigo Rodrigo Poeta.


*Fotos: Cida.
*Bairro: Braga.
*Cidade: Cabo Frio-RJ.
*Data: 14-01-17.

INVISÍVEIS POR LORENA MOURA


INVISÍVEIS



        O sol já estava desaparecendo e eu estava de partida da cidade. Como sempre, por volta desse horário havia um ir e vir constante de pessoas na rodoviária e alguns invisíveis da sociedade sentados nos bancos, com olhares apáticos. 
          Eu fora mais cedo para acompanhar a roda de capoeira que iria se apresentar ali. Aos poucos iam chegando os capoeiristas com seus instrumentos...durante o aquecimento eles tocavam e entoavam canções sobre a resistência e a luta do negro. Era uma cena, por si só, muito bonita de se ver. De repente, ao observar um pouco mais atentamente, notei que os senhores que moravam ali, ao escutarem o som dos tambores e do berimbau entraram em um outro estado. Uns batucavam com os dedos nas próprias pernas, outros sorriam remexendo seus corpos e alguns até se levantaram e discretamente dançaram...
             Entre tantos, uma mulher em especial me chamou a atenção. Ela tinha o corpo franzino, os cabelos estavam sem pentear, vestia um vestido surrado e tragava um cigarro. A cada tragada que dava ao cigarro, ela fechava seus olhos e absorvia um pouco da música. 
                 Era perceptível, para quem quisesse ver, que a música estava entrando no corpo dela em doses graduais. Até que ela transcendeu. Ela deixou a música brincar com seu corpo e, entre os batuques, ora o corpo dela se expandia para trás, ora se curvava em direção ao seu ventre e ela foi dando ritmo a esse movimento. Ela rodopiava entre os transeuntes, fazia movimentos com seus braço...sua dança era uma mistura de balé e luta, de docilidade e força.
                    Ela fechava seus olhos e parecia que apenas o corpo dela estava ali, eu poderia ter visto a alma dela se elevar se isso fosse possível de ver, mas eu apenas pude sentir. E por fim ela retirou o lenço roxo que estava em seu cabelo e começou a fazer movimentos suaves no ar. Ela encontrara seu par e eles estavam dançando lindamente. Quando a música parou, eu ainda fiquei olhando pra ela por um tempo de tão admirada que eu estava e ela me notou, enquanto retornava em direção ao seu banco, mas eu não fiz questão de desviar meu olhar e sorri em agradecimento por aquele espetáculo de apresentação, ela sorriu de volta e piscou o olho para mim.
                  Seguimos nossas vidas e fui transformada. E me lembrei de Nietzsche dizendo: "Aqueles que foram vistos dançando foram julgados por aqueles que não podiam escutar a música."


*Lorena Moura.
- Estudante de psicologia da Universidade Federal Fluminense - UFF em Campos dos Goytacazes-RJ.

sexta-feira, janeiro 13, 2017

DESCASO PÚBLICO!

*Rua do Sol no Sítio do Guriri 
em Cabo Frio-RJ.


DESCASO PÚBLICO!


*Rua do Sol e Rua Lino Ferreira no Sítio do Guriri.


                Para onde foram os 80 milhões para fazer a drenagem e pavimentação das ruas do Sítio do Guriri e bairros vizinhos?


*A turma dos 80 milhões!*
*Foto da internet.


        A empreiteira na época ainda fez os estudos nas localidades...A placa caiu com o descaso...Todos os políticos de "nome" tiraram foto ao lado do Pezão, vulgo destruidor do Estado do Rio.

*Uma garça na Rua do Sol.
A rua virou rio!



*Fotos: Rodrigo Poeta.
*Data: Sexta-feira 13 do descaso!

FRASES & PENSAMENTOS!


TURISMO DA DEPREDAÇÃO

*Repórter da INTERTV entrevistando 
o encarregado da limpeza na Praia do Forte.


TURISMO DA DEPREDAÇÃO

*POLUIÇÃO VISUAL!


              No dia 10 de janeiro presenciei a INTERTV fazendo uma matéria do lixo nas praias de Cabo Frio-RJ. Deprimente a visão e as desculpas do encarregado de colocar ordem na praia. 
              Os barraqueiros sujam, os moradores sujam e os turistas sujam...Isto ocorre há 30 anos não só em Cabo Frio, mas em toda Região dos Lagos. Se os governantes não fizerem o seu dever de casa, que é ter um turismo de qualidade, uma qualificação dos ambulantes, barraqueiros e claro levar a educação ambiental a sério. Em breve perderemos o pouco do que resta de nosso paraíso.


*Fotos: Imagens do caos do verão!
*Fotos: Rodrigo Poeta.
*Data: 10-01-17.