sábado, janeiro 17, 2026

Querida Cidade: Reminiscências de Tontonhim por Rodrigo Poeta

 


Foto enviada pelo escritor 
Antônio Torres. 


Querida Cidade: Reminiscências de Tontonhim 

*Capa do romance Querida Cidade
 de Antônio Torres. 


       "A palavra triste pintava-se de crepúsculo na fronteira da nostalgia", assim é Das Dores (Tontonhim) o narrador-personagem de Querida Cidade entre a personificação da vida em palavras numa síntese de acontecimentos no "reino do silêncio."

      A sua estampa de vencedor passa pela Rua dos Covardes, através de uma maleta cheia de culpas, onde a pausa é um artifício do autor no "limite do indizível."

       Querida Cidade vive no "alforjes cheios de metáforas ali desconhecidas" pelo leitor entre alegorias num "naufrágio da ilusão" ao paradoxo das cidades dentro da Querida Cidade maior entre "pinceladas febris,  que mais parecem chamas de desespero."

       Afinal, "esqueça o ouvinte, o leitor, o espectador, o interlocutor,  o cara que você foi" e "considera-se uma página virada, uma fita arquivada, um argumento,  uma ideia, um pensamento com prazo de validade vencida, o outro lado de um disco que já não existe."

      O enigma é um jazz a soar entre o filósofo alemão Arthur Schopenhauer,  onde "a noite finalmente lhe sorria."

       "Das Dores (Tontonhim), zanzara sobre paralelepípedos até ficar de pé redondo" em "léguas tiranas" num Grêmio Literário absorvido pela sede de leitura. 

        Querida Cidade do "solene cheiro franciscano de incenso", do "doentio ar impregnado do éter", do "egoísmo acomodatício e pusilâmine" aos olhos Do leitor entre a prosa do El perseguidor de Julio Cortazar a definir que o "nada torna as pessoas melhores do que a prática da virtude."

       Assim é o romance de Antônio Torres (Tontonhim), onde "triste mesmo foram os sinos da sua infância", pois Querida Cidade personificada, paradoxal, metafórica e alegórica são marcas de um testemunho testamento  de fluídas palavras entre o acadêmico e o "matuto", do literário e do sertanejo brasileiro dos ditados populares de um Brasil dentro do Junco ao sol da imaginação de Sátiro Dias.


🖋Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta)

Professor,  escritor,  acadêmico,  pesquisador e palestrante. 

Presidente do Grêmio Literário Internacional Poesiarte

Cabo Frio, 16 de janeiro de 2026.