sábado, março 31, 2012

DESTAQUE POESIARTE DE MARÇO



*A poesiarte apresenta: Lenir Moura a poetisa destaque do mês de março da COMUNIDADE POESIARTE.


-Lenir Moura natural do Rio de Janeiro/RJ.
- Nasceu no dia 24 de fevereiro de 1950.
- Cidade que representa: Arraial do Cabo/RJ.
- Atividade: Escritora e poetisa.
- Entidade a que pertence: Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo/RJ.
- E-mail: leninhapoeta@hotmail.com




-Vejamos uma poesia de sua autoria:






A FORÇA DO NORTE


Veio de longe, aquele menino um dia
Deixando pra trás tudo lá no Norte
Esqueceu sua infância, perdeu a alegria
Quando veio pro Sul, tentar sua sorte.


Criança ainda, sozinho se viu.
E assim começou uma luta de morte.
Um dor lancinante no peito sentiu.
Ao lembrar a família que deixou lá no Norte.


Nos dias que passou viajando pro Sul,
Esperava, quem sabe, um trabalho achar.
Chegou à cidade, com um céu tão azul
E com pouco dinheiro para se sustentar.


Beleza não serve para aquele menino...
o que ele precisa para sobreviver
É um lugar pra ficar, que pode ser pequenino
E um trabalho digno que lhe dê o que comer.


Que vida ingrata, que vida sofrida
Que o pessoal lá do Norte, encontra aqui.
Trabalha sem folga nesta dura lida
Lutando contra a morte, sem deixar de sorrir.


São guerreiro, trabalhadores tão bravos.
Esses irmãos que no Norte nasceram.
Tem nos braços a força dos escravos
E espalham aqui, o amor que lá aprenderam.


(Lenir Moura)

sábado, março 24, 2012

HOMENAGEM AO MESTRE DO HUMOR!

*Caricatura feita por Mateus Azevedo Gago.


Chico Anysio: 
O Fernando Pessoa do Humor Brasileiro

O céu sorrir...
A terra chora...
O Fernando Pessoa do humor
Nos deixou, mas morreu na glória.

Tantos heterônimos brasileiros,
Que nos fizeram sorrir...
Enfim um mestre da arte de rir
Aos olhos do povo e agora de Deus.

Luz para o homem,
Que tinha pena da morte.
Câmera para o artista,
Que vivia no circo do bem.

Ação são lágrimas do passado,
Mas que ficam na memória e no coração,
E sempre será lembrado.
Salve Chico Anysio, poeta do humor brasileiro!

(Rodrigo Poeta - 24/03/12)


sábado, março 03, 2012

CARNAVAL FORA DE ÉPOCA POR RODRIGO POETA




CARNAVAL FORA DE ÉPOCA



 Tem poeta que se acha tanto ser uma estrela de Clarice transmutada, que faz carnaval fora de época. Coitado, esquece que nas escolas da vida, nas escolas deste Brasil, a literatura é luxo. Infelizmente nomes da literatura mundial e brasileira só são perpetuados por aqueles que amam a leitura de um bom livro.
      Nestes quase 20 anos de poesia e ativismo cultural, percebo a cada vez mais, que a vaidade é que sucumbe a literatura e principalmente a poesia no mundo em que somos carne e espírito.
     Novos anti-heróis dos versos só resistem com a persistência e com o poder da divulgação da internet, caso contrário seriam poetas abortados mesmo antes de nascer.
     A internet ajuda, mas também é fonte de perigo do verbo plagiar. Academias hoje em boa parte delas são caça-níqueis em busca de pré-poetas e de pseudo-poetas. Uma triste realidade, mas que a cada dia se torna uma rotineira face da busca pela
autoafirmação, através da compra de títulos e outros ditos artigos de luxo das distintas usurpadoras entidades que se intitulam ser acadêmicas. Uma vaidade inútil, egocêntrica e infeliz individualmente, pois para o jovem da rua, o indivíduo na sala de aula ou para todos os seres “sem luz”, estes vaidosos escrevinhadores são simplesmente nada...
     Hoje lecionar literatura na educação básica de forma criativa e que faça projeções multiculturais é artigo para poucos profissionais.
     Grande parcela dos professores de literatura, possuem uma bagagem construída pela decoreba, da pouca percepção sensitiva, subjetiva e objetiva das metáforas construídas por alguns seres iluminados e principalmente pela falta de pesquisa.Tudo por causa da expressão mais usada nas faculdades e escolas da vida: eu não tenho tempo! Uma expressão construída por uma educação feita por escravos da pedagogia burra, que esquecem que a literatura é a completude de todas as ramificações acadêmicas existentes.
     Ler é luxo no Brasil, ser poeta é um mártir, mas um poeta de verdade. Um poeta da metapoesia construída com dignidade, pois a crítica literária das terras brasílis é uma simples ilusão de ótica desde o tempo de Machado, pois só àqueles que detêm o poder são agraciados pelos reis dos feudos literários e assim ganharam a imortalidade plena, através das folhas de papel.
     Enfim, um dia o poder criativo será contemplado verdadeiramente e não transmutado em um carnaval fora de época das entranhas de Clarice aos olhos do horizonte contínuo do ser POETA!




Rodrigo Octavio Pereira de Andrade
Presidente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ.


ARTE COM ALMA!

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

DESTAQUE POESIARTE DE FEVEREIRO



A poesiarte apresenta: Joaquim Moncks o poeta destaque da COMUNIDADE POESIARTE do mês de fevereiro.

*Nome: Joaquim Moncks.
*Data de nascimento: 29/09/46.
*Cidade de origem: Pelotas/RS.
*Cidade que representa: Porto Alegre/RS.
*Atividades: Escritor, acadêmico, poeta e ativista cultural.
*E-mail: joaquimmoncks@brturbo.com.br


-Vejamos uma poesia de sua autoria:




LIVROS, LIVROS*

A cada livro que bate à porta,
Esvoaçando as asas da Poesia
- solidão, medos, amores,
poema ornado de flores,
ou qualquer matéria da vida -
fico sempre esperando o novo:

um louco
com guarda-chuva
ao sol tórrido,
alguém tomando sorvete
em meio à neve
ou quaisquer bruxarias
que nos tornem santos
ou aqueles amores
que nos fazem diabos,
traidores inconfessáveis.

A cada vez que abro o livro,
tudo pode acontecer a ambos,
autor e o condenado
a ouvir e ruminar a estória.

O que não muda é a saga de viver:
esta doida trapaça
de querer mudar o mundo.

(Joaquim Moncks)
*Poesia do livro OVO DE COLOMBO de Joaquim Moncks lançado em 2005 pela Ed. Alcance.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

DERCY POR DERCY!

"Palavrão, meu filho, é condomínio, palavrão é fome, palavrão é a maldade que estão fazendo com um colírio custando 40 mil réis, palavrão é não ter cama nos hospitais."

(Dercy Gonçalves - atriz multimídia)


Dercy Gonçalves
(1907 - 2008)


domingo, fevereiro 12, 2012

MOMENTO PARA SORRIR POR TARCÍSIO DA GAITA!


A HISTÓRIA DO VERMUTE E DA CERVEJA* 


Ele o vermute (V), um cara pegador, galinha, etc...
Ela a cerveja (C), moça pura e de família, etc...
(C) "Nós já estamos namorando há tanto tempo e você nunca foi ter uma conversa com meu pai, caso você CINTRA alguma coisa por mim, acho que você deveria ir falar com ele, você dava uma satisfação para ele, ITAIPAVA a boca dessa gente que fica falando que você não me ama, que você me BRAHMA...!
(V) "Tá bom, meu amor! Eu vou falar com seu pai, afinal você é meu tesouro, o meu CRYSTAL!
(C) "E assim o pessoal para de dizer que você é uma pessoa muito BOHÊMIA, que você não quer nada com compromissos e etc...!"
(V) "O que é isso! Eu já escolhi até o LOKAL pra gente passar a nossa lua-de-mel...!"
(C) "Já! E pra onde nós vamos?"
(V) "Vamos para a ANTARCTICA!"
(C) "ANTARTICTICA? Só de pensar já fico resfriada e começo a espirrar (at-SKIN, at-SKIN).
Você precisa fazer alguma coisa, já está todo mundo falando mal de mim, já fui até chamada de DEVASSA pode uma coisa dessas?"













*Contribuição de Tarcísio da Gaita de Arraial do Cabo/RJ.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

JOAQUIM MONCKS: O MESTRE DOS PAMPAS DO SUL!



O FATO DE AMAR

Joaquim Moncks

A Poesia é uma gata gorda e sedutora. Sua aparente inutilidade resta compensada pela sensação que causa aos olhos lassos. Quando se passa a mão no pelo, a gata dengosa vira de barriga pra cima. Ali, aos olhos e ouvidos, pervive o fato de amar o inútil. Este, por sua inutilidade, jamais cansa o gato gordo que lhe acaricia o ventre.














*Joaquim Moncks - poeta gaúcho, ativista cultural, acadêmico de várias entidades no Brasil e grande estudioso da arte poética.