O ser humano adora questionar, avaliar e julgar. Na escola aluno (sem luz) é nota, professor são notas, cidadão são notas e às vezes nem notas dependendo da condição social.
Somos avaliados há todo momento na vida ou melhor o sistema faz isso. Um sistema criado por nós.
Somos avaliados pelas atitudes, por que somos, por que temos...
Diante disso tudo, temos que refletir: somos pessoas e não notas ou nota, temos sentimentos,sentimos e nos emocionamos.
Temos que vivenciar o simples, o belo, a criação para deixarmos de ser peças de manobra e infelizmente nota ($istema).
Lutar pela vida, pelo próximo, pelo nosso habitat, esquecendo de julgar, avaliar e questionar, mas aceitando o que somos.
A vida é bela e simples, o problema é que nos autotransformamos em consumistas de notas e egoístas do bem material.
Assim sendo, ser ou não ser, só depende de nós ou seremos eternamente números dessa estatística estampada em códigos de barras e em cartões magnéticos.
*Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta).
*Membro da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ.
Era uma vez, numa pacata cidadezinha perdida no meio das montanhas, com apenas 500 habitantes. Pessoas simples e de hábitos rústico.
Vivem felizes, da Pecuária e Agricultura. Lá existem poucas lojas, para dizer apenas um mercado, uma loja de vestuário, e uma farmácia. Este é o comércio do local.
Os moradores se conhecem, e vivem tranquilamente, deixando suas casas e carros abertos, pois não existe violência. Existe honestidade naquele local.
Numa fazendinha próxima da cidade vive um homem sozinho e sempre bem humorado, que todos respeitam e admiram. Tio Francisco era amado pelas crianças e adultos daquela localidade, que o chamavam assim num tom bem familiar, por considerá-lo como membro da família, pela simpatia.
Em sua fazenda havia uma pequena floresta de árvores nativas, e uma cachoeira.
Ele contava várias histórias, que aconteciam por ali, como a do Lobisomem e da Mula- sem -cabeça, mas a população não acreditava, apenas ria.
Certo dia um grupo de alunos da Escola da cidade vieram juntamente com a professora de ciências, para visitarem a floresta, e estudarem as plantas, que existia ali.
Os alunos e a professora estavam radiantes, ao entrar entre as árvores juntamente com Tio Francisco, para o passeio.
Foram caminhando e entrando naquele vasto paraíso da natureza notando assim a beleza das árvores, e dos animais, muitos deles raros.
Iam à frente a professora e Tio Francisco explicando sobre a fauna e flora daquela região.
Os estudantes entusiasmados vão adentrando a floresta e sentindo os aromas da mata e vendo o colorido das flores.
De repente se deparam com seres de outro mundo (duendes: seres pequenos que só fazem o bem) e ficam boquiabertos com aquela situação. Ficam perplexos com a situação. E correm entre as árvores vendo aqueles seres pequenos e risonhos que estão por ali. Tentam se comunicar, mas não conseguem, até que Tio Francisco intervém, para alivio dos alunos.
Tio Francisco parece falar com aqueles seres e sentem que há cumplicidade entre eles.
- Crianças, vocês não podem espalhar na cidade sobre nossos amiguinhos, porque eles precisam de paz e harmonia para viver.
As crianças excitadas ficam paradas vendo Tio Francisco conversando numa língua diferente com aqueles seres iluminados. Eles não entendiam, mas percebiam que a comunicação estava fluindo bem.
Eles sentem um grande carinho que emana dos duendes e percebem o valor desse afeto para a natureza. Os duendes unem as mãos e irradiam um facho de luz azul em direção as plantas doentes, que aos poucos iam se revigorando .
A professora e os alunos sensibilizados com todo aquele amor pela natureza resolveram se comprometer mais na recuperação das plantas, e cuidarem da natureza.
Assim sendo voltaram, para a escola, e criaram um Projeto de Preservação da Natureza e todos se comprometeram a ajudar e também a guardar o segredo sobre os duendes.
A história termina com o segredo preservado, e Tio Francisco e a população do lugar vivendo felizes para sempre.
*Vera Salbego é professora, escritora e poeta.
- Natural de Uruguaiana-RS.
- Representa a cidade de Guaíba-RS.
- Membro Correspondente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ.
"É preciso atrair violentamente a atenção para o presente do modo como ele é, se se quer transformá-lo. Pessimismo da inteligência, otimismo da vontade."
"(...), os inícios de um novo mundo, sempre ásperos e pedregosos são superiores à decadência de um mundo em agonia e aos cantos de cisne que ele produz."
- Nome: Sirlei L. Passolongo.
- Natural: Cianorte-PR.
- Cidade em que representa: Cianorte-PR.
- Data de nascimento: 17 de dezembro de 1969.
- Atividades: Professora de História e Poeta.
- Ganhou o CONCURSO POESIARTE de 2007 com a poesia "Mulher de Retirante".
- Vejamos a entrevista feita por Rodrigo Poeta com a poetisa Sirlei L. Passolongo:
1-Como você começou a gostar de poesia?
*Sirlei: Na verdade essa é uma pergunta difícil de responder... A impressão que tenho é que nasci amando poesia, mas lembro de uma coleção bem simples que um dos meus irmãos tinha que se chamava “Para Gostar de Ler”, poesias de Vinícius, Drumond, Quintana, Cecília e outros... amava ler e vivia cada verso escrito. Mas, até hoje acontece algo inexplicável comigo, sem que eu espere, qualquer situação me vem uma poesia, e na escola amava escrever poesias e peças (pequenas) de teatro.
2-Quem incentivou você?
*Silei: Meu pai que sempre amou cantar, improvisar versos num estilo que ele chamava de calango, falar a verdade, nem sei se existe, me ensinava a conhecer as estrelas, dava nome às constelações..rs, com ele aprendi grande parte da sensibilidade de um verso. Além dele, um dos meus irmãos , nossa quanta poesia ele me pediu em datas especiais para homenagear alguém, e sempre me dando forças para continuar escrevendo.
3-Que tipo de poesia você mais gosta e prefere fazer?
*Silei: Amo escrever poesias de amor e poesias de otimismo, elas fazem bem a mim.
4-Qual o seu estilo de fazer poesia, ou seja, qual o modo em que você faz a poesia?
*Sirlei: Na verdade não sigo nenhum estilo literário, gosto e sentir o que escrevo sem me importar com regras e estilos... não há um modo, depende do dia...
5-O que representa ser poeta para você?
*Sirlei: Representa poder gritar em forma de versos, e amar, sonhar e porque não dizer, iluminar a própria alma.
6-O que representa a poesia para você?
*Sirlei: A Poesia é como o ar que respiro, é vida!
7-Quais os grandes ícones da poesia brasileira e mundial, que agrada mais você?
*Sirlei: Mário Quintana , Florbela Espanca e Neruda.
8-Você já participou de recitais de poesia? Se participou cite alguns de grande importância?
*Sirlei: Não, nenhum!
9-Qual a sua visão sobre a cultura principalmente no campo da literatura?
*Sirlei: Desacreditada em nosso país, principalmente a poesia, considerada por muitos como arte menor... depende de nós mudar isso.
10-Você já publicou algum livro? Se já, cite o nome dele e o ano em que foi publicado?
*Sirlei: Ainda é puro sonho.
11-Você já fez algum projeto ou participou de algum em referência a poesia?
*Sirlei: Estou desenvolvendo um projeto na escola de poesia afro
12-Qual a poesia sua em que você mais possui afeição?
*Sirlei: Hei! Você! Fala por mim e comigo!
-Segue um poema da poetisa Sirlei:
Contagie, contamine!
Com seu sorriso
Contagie
Com seu olhar
Acaricie...
Com suas mãos
Agradeça
Com seu coração
Aqueça
Com sua vida
Ilumine
Com seu amor
Contamine
Contagie
Acaricie
Agradeça
Aqueça...
Por onde passar
Ilumine
E com muito amor
A todos contamine.
Cuidado!!!
Pessoas não são objetos...
O mundo atual, conhecido como pós moderno, caminha para uma tendência preocupante: Pessoas estão perdendo seu valor e aceitando a condição de COISAS... Isso me entristece...
Me entristece ver pessoas cada dia mais estéticas e mais solitárias;
Me entristece ver famílias sendo desfeitas pelo egoísmo;
Me entristece ver a falta de amor no dia a dia...
As pessoas não se olham mais, não se tocam mais e estão seguindo a triste corrente, não se sentem mais...
Se eu pudesse fazer um pedido?
POR FAVOR, SE AMEM MAIS!!! PESSOAS NÃO SÃO OBJETOS...
Vamos dar um basta nesta tendência de “coisificar” as pessoas...
As pessoas não são coisas porque ...
Não são coisas porque choram...
Não são coisas porque se importam e importam-se...
Não são coisas porque têm sentimentos...
Sempre aviso: Olha, cuidado comigo, pois vamos nos conhecer, vamos nos envolver, vou aprender a te amar de uma maneira ímpar, vou saber respeitar você e vou despertar em você sentimentos únicos...
Só, por favor, não me “coisifique”...
Não me reduza à condição de coisa... Pois fazendo isso você me dá o direito de fazê-lo e eu não quero ter essa escolha...
Não vivo por coisas, sou movida por sentimentos...
Coisas não amam...
Coisas não compartilham...
Coisas não sentem dor, nem desespero...
Coisas não sorriem e nem sentem alegria...
Coisas são somente coisas...
Eu não...
Tenho muito mais a dar...
Meu sorriso, meu amor, meu humor, minha solidariedade, minhas palavras e mesmo que nada disso lhe seja útil, ainda posso dar-lhe um olhar, minha companhia...
Portanto, cuidado: Pessoas não são objetos!
*Lílian Lopes - pensadora do mundo e formada em história pela UVA.
*Natural do Rio de Janeiro-RJ. *Nascida em 26 de agosto. *Poeta, professora e psicopedagoga. *Representa a cidade do Rio de Janeiro-RJ. *Link da poeta:http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=62913 *Foi a poeta destaque do mês de março da COMUNIDADE POESIARTE.
- Vejamos uma poesia de sua autoria:
Inspiração
Fiz de ti o meu poema
Escrevi-te em meu coração
Tornastes imortal em meu corpo
Senhor da minha razão
Fiz de ti a minha música
Com a mais linda melodia
Eternizei-te em minh'alma
Com a mais pura harmonia
Fiz de ti as minhas noites
Salvastes meus sonhos da dor
Chegastes na madrugada
És meu eterno amor
Fiz de ti a minha vida
Dei-te todo o meu viver
Espero-te sempre em meus sonhos
Até um dia morrer...
Nós os poetas conseguimos sobrevoar em ondas flutuantes e como as gaivotas que se alimentam em alto mar. Não esbarramos nas espumas que nos envolve a alma , talvez a mística de algum pássaro desterrado em infinitas memórias , invada de buscas incensantes e infinitas o nosso transbordar.
Nós os poetas somos guerreiros, guerrilheiros, de paz e lutas constantes, carregamos em marcha nossas emoções e nos exilamos em campos distantes se algo nos provoca o refúgio do ser, esse ser que só resiste porque vive em constante mutação ou insatisfação.
Nós os poetas somos um grupo de balonistas cruzando céus diurnos ou de imensa escuridão , somos passado em presente, presente com passagens futuras, somos nós os caminhantes das entrelinhas as que nunca se apagam ou se perdem na imensidão de nós mesmos.