sábado, novembro 29, 2008

PROJETO GIRARTE GIRAMUNDO 2008




*PROJETO GIRARTE GIRAMUNDO 2008.
*Autor: Professor Rodrigo Octavio Pereira de Andrade.
*Disciplina: Língua Portuguesa.
*Ensino Médio.
*Capa: Thiago V. de Souza (turma: 1006).

*Turmas participantes: 1005 e 1006 do turno da t
arde.
*Instituição escolar: Colégio Municipal Professora Elza Maria Santa Rosa Bernardo.

*Bairro: Jardim Esperança.
*Cidade: Cabo Frio-RJ.
*Ano: 2008.


- Vejamos algumas fotos da TURMA 1005:


*Na foto: Rayane, Alcilena, Marcela e Roberta. Turma: 1005.


*Na foto: TURMA 1005.


*Na foto: Daniele, Jéssica Leite e Verônica. Turma: 1005.


*Na foto: TURMA 1005.

PROJETO GIRARTE GIRAMUNDO 2008



*PROJETO GIRARTE GIRAMUNDO 2008.
*Autor: Professor Rodrigo Octavio Pereira de Andrade.

*Disciplina: Língua Portuguesa.

*Ensino Médio.

*Capa: Thiago V. de Souza (turma: 1006).

*Turmas participantes: 1005 e 1006 do turno da tarde.

*Instituição escolar: Colégio Municipal Professora Elza Maria Santa Rosa Bernardo.

*Bairro: Jardim Esperança.

*Cidade: Cabo Frio-RJ.

*Ano: 2008.


- Vejamos algumas fotos da TURMA 1006:



*Na foto: TURMA 1006.


*Na foto: A TURMA 1006.


*Na foto: Jackon, Magno, Wellington e Christian. Turma: 1006.



*Na foto: Claudenyr, Ramon, Wallyson e Nathan. Turma: 1006.


*Na foto: Tayana. Turma: 1006.


*Na foto: Ariadina, Francielle, Keila e Edmara. Turma: 1006.


*Na foto: Edmara e Keila. Turma: 1006.


*Na foto: Jackon, Keirlane, Magno, Tayana e Andressa. Turma: 1006.


*Na foto: Magno, Christian e Jackson. Turma: 1006.



*Na foto: Magno, Andressa,Christian, Tayana, Keirlane, Jackon, Marcely. Turma: 1006.




*Na foto: Josilene, Andressa, Tayana, Jackon, Marcely e Magno. Turma: 1006.



*Na foto: Keirlane, Marcely, Andressa, Magno, Tayana, Josilene e Keila. Turma: 1006.

sábado, novembro 15, 2008

POESIARTE EM FOCO DE RAFAEL DA COSTA


A poesiarte apresenta: Rafael da Costa Chagas. Poeta e professor carvoeiro do Grupo de Capoeira Ginga de Corpo de Cabo Frio-RJ.

Ainda existe preconceito !

O que faz o preconceito (bis)
No tempo de liberdade
Se esconder se camuflar
Por toda sociedade

Sentimento desumano
É um ato tão sombrio
Só quem sofreu o seu domínio
Sabe o tanto que feriu

Só por ter a pele escura
Meu povo teve que sofrer
Foi mantido em cativeiro
E a morte a mercê

Um passado obscuro
Sem bons momentos pra lembrar
Já sofre tanto meu povo
E minha arte quer vetar

Digo não ao preconceito
Nunca vai me aprisionar
Minha arte leva ao mundo
A cultura popular

Pois eu peço a todo mundo
Que me aceite como sou
Eu me chamo capoeira
Me orgulho de que sou camarada !

Iê viva meu Deus
Iê viva meu Deus camarada (coro)
Iê a liberdade
Iê a liberdade camarada

Autor: Rafael da Costa Chagas.
(Professor Carvoeiro do Grupo Ginga Pura)


*Na foto está Rodrigo Poeta recitando um poema de Rafael da Costa no aniversário do GRUPO P.R.O.C.E.S.S.O DE POESIA na Biblioteca Municipal Walter Nogueira de Cabo Frio no dia 19/08/08.

domingo, outubro 05, 2008

POESIARTE EM FOCO DE ABEL FERREIRA

A poesiarte apresenta: Abel Ferreira da Silva. Nascido em Cabo Frio-RJ, em 28 de fevereiro de 1943.
*Mora desde os dois anos de idade na cidade do Rio de Janeiro-RJ.
*Poeta, professor,escritor e compositor.
*Autor dos livros:
"O Afogado" -romance- (1971);
"O Açougue das Almas" -contos- (1974);
"Asas" -poesia- (1979);
"Só uma palavra me devora" -poesias reunidas- (2001);
"Berro em Surdina" -poesia- (2005).

-Uma poesia de sua autoria:

Troca de Bem

Esquece a briga, esquece o grito
esquece o mal que nos fazemos vez por outra,
isso é normal.

Se a vida tem altos e baixos,
nós dois sabemos,
procura ver a grande sorte
que nós temos.

Somos amigos, somos amantes,
somos meeiros
e a nossa chama ainda arde
no candeeiro...
Troca de bem, me dá teu dedo indicador
que a vida é curta
não vale a pena gastar o amor...


(Abel Ferreira da Silva)


-Uma frase de sua autoria:


"Hoje, no Brasil, o papel do escritor é tornar a literatura necessária."
(Abel Silva, 1976)

sábado, agosto 30, 2008

POESIARTE EM FOCO DE WILNES MARTINS


A poesiarte apresenta: Wilnes Martins Pereira. Escritor e empresário cabista. É autor dos seguintes livros: "Amor em Cabo Frio" (1968), "Antologia Poética" (2006) e no prelo "Entre o Cabo e a Lenda".



A PINTORA E O POETA

Erguendo o pincel a amestrada mão
Recria a vida em leves pinceladas,
E a inspiração em longas cavalgadas
Dá forma à peça altiva à ilusão.

E o poeta vendo a pintora, então,
Nota, espantoso, os mágicos segredos,
No espalhar da tinta, os amestrados dedos
Dão vida à obra, em singular paixão.

E o poeta olhando a obra bem nascida,
Pergunta a pintora : Quem te deu mão ungida
Para expor o belo em perfeição ?

E ela simplesmente retocando , à parte,
Disse : - Inspira-se poeta em minha arte...
E poema em meu quadro a tua compaixão!

(Wilnes Pereira)

*Imagem: Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Arraial do Cabo-RJ, foto de Wolney Teixeira.

domingo, agosto 17, 2008

PERFIL DE NICA BOMFIM


A poesiarte apresenta: Nica Bomfim, nome artístico de Ana Luiza de Mesquita Garcia Dias. Natural do Rio de Janeiro-RJ. Nasceu no dia 22 de fevereiro de 1956. É atriz e artista plástica brasileira.

- Como papeleira vejamos o troféu feito para II
° CONCURSO POESIARTE, batizada de Poeta do Sonho por Rodrigo Poeta:


-Trabalhos na TV

  • Novelas, participações:
- Final Feliz, Guerra dos Sexos, Vereda Tropical, Brega & Chic, Bebê à Bordo, Por Amor, Pecado Capital, As Filhas da Mãe, O Clone, Coração de Estudante, Da cor do pecado, Um só coração , América, A Lua me Disse, Bang-Bang, Belíssima, Cobras & Lagartos.
  • Especiais:
- Caso Verdade (Mãe Dalva, uma solução popular / Chico Xavier, um infinito amor / É Hoje!) Teletema (O russo desaparecido e a mulata Esmeralda / A Única Chance / Luz, Câmera, Ação) Tamanho Família (O legado de Mussolini, "1994") Linha Direta (O Caso Luis Otávio / A Gang de Volta Redonda).
  • Humor:
Os Trapalhões; Chico Anísio Show; Domingo de Graça; Aperte o Cinto; Lupulimplinclapatopô; A Turma do Didi; Fantástico; Os Normais; A Grande Família; A Diarista; Sob Nova Direção; "Zorra Total".

- No Cinema

  • 1989 Faca de Dois Gumes.
  • 1988 Luar Sobre Parador.
  • 1987 Romance da Empregada.
  • 1986 Por Incrível Que Pareça.

- No Teatro

1979 Putz, A Menina Que Buscava o Sol - direção de João Carlos Barroso.
1979/80 Leleco, o Coelho Sonhador - de Paulo Matozinho.
1980/81 Marcha da Família com Deus pela Liberdade - de Luiz Maria Lima, direção de Maria Teresa Barroso.
1981 Sandra na Terra do Antes - de Fausto Wolf, direção de Ialmar Wolff.
1982/83 Tem Borrasca Na Ribalta - de Sérgio Fonta, direção de Cláudio Gaya.
1982 A Fábrica dos Sonhos - direção Geraldo Case.
1983/84 Amor - comédia de Oduvaldo Vianna, direção de Marco Antônio Palmeira.
1997/98 Causos De Um Cabo Que Já Se Foi, de Silvana Lima.
2005 Carnaval de Sereias e Ventos, de Hilton Massa.

- Comerciais para TV

Pergunta pra ela (Polwax, 1983), Meio Ingresso é Para Todos (Embrafilme, 1983), Abrir Haspa (Poupança Haspa, 1983), Mês do Lar (Casas Pernambucanas, 1984), CDBB (Banco do Brasil, 1984), Jornaleira (Casas da Banha, 1985), Mamãe Noel (Tele-Rio, 1985), Carência (Amil, 1985), Loucos (Revista MAD, 1986), SOS Trânsito (TV Globo, 1986), Gorda I e Gorda II (Casas Sendas, 1986), Cartomante (Banorte, 1986), As Invejosas (Revista Criar, 1986), Sindico (Doril, 1986), treinamento para vendedores (Dual, 1986), Novo Sabor (Leite de Magnésia, 1986), Feira de Humor e Barrasorte (Barrashopping, 1987), Desconforto (Sindicato dos Motoristas de Brasília, 1987), Seguro Saúde (Bradesco, 1987), treinamento para recenceadores (IBGE, 1988), O Rato! (Prefeitura de Cabo Frio, 1989), Um Cafezinho! (Café Mataruna, 1990), Casa Lobo, claro! (Casa Lobo, 1991), Lixo, xô! (seis filmes, Prefeitura de Cabo Frio, 1992), Ladeiras (Ford, 1999), Quem faz miau é lalau (Light, 2002).

sábado, agosto 02, 2008

POESIARTE EM FOCO DE LUIZA MOREIRA


A poesiarte apresenta: Luiza Beatriz Moreira. Natural de São Paulo-SP. Nascida em 11 de janeiro de 1962. É promotora de eventos culturais, professora, bailarina, coreógrafa formada pela Escola Municipal de Bailado de São Paulo, amante da literatura. Possui participações em antologias: Letras e Tons I, Letras e Tons II. Promoveu alguns projetos artísticos da Associação Cecina Moreira: Incentivo à Leitura, Projeto Teatro Em Cena, Projeto Dançarte, formando bailarinos, coreógrafos e profissionais da área. e atualmente dedica-se ao Projeto Delicatta visando a publicação, divulgação e valorização do autor brasileiro.

- Vejamos uma poesia de sua autoria:






Quimera


Fico encantada com o vento de outono.
Passa ligeiro, arrepia e vai embora.
Sequer instala o gosto amargo do abandono
pois jura a volta como brisa em outra hora.

Às vezes chega, sem aviso de mansinho,
aragem leve que desliza e faz sonhar.
Na ventania conduzindo em torvelinho,
sem nenhum medo assim que deixo-me entregar.

A emoção que pouco a pouco experimento,
seja verão, outono, inverno ou primavera,
faz-me cativa, apaixonada pelo vento.

Guardo em mim doce segredo, uma quimera:
Se eu pudesse tê-lo aqui todo momento,
Se eu pudesse, meu amor. Ai quem me dera!

(Poeta Luiza Moreira)

*Site do Projeto Delicatta:
http://www.antologia-delicatta.com/

sexta-feira, julho 25, 2008

POESIARTE EM FOCO DE EMANUEL CARVALHO


A poesiarte apresenta: Emanuel Carvalho. Poeta nascido em Pau dos Ferros-RN.

Folhas do Sertão


Faço com folhas
bromélias e com
elas espalho em
poemas e versos
no meu sertão.

Faço versos com
folhas simples e
compostas que com
a chuva cai em
letras de forma
no chão.

Faço acordes mas
desatino em canto
prefiro o sabiá que
com seu encanto em um
galho faz a folha chorar.


(Poeta Emanuel Carvalho)



sábado, julho 19, 2008

POESIARTE EM FOCO DE CLÁUDIO LEAL


A poesiarte apresenta: Cláudio D. C. Leal, também conhecido como Cacau Leal, é poeta, letrista, dramaturgo e projetista. Natural do Rio de Janeiro-RJ. Seu livros de poesia mais recentes são: "Além das Muralhas" e "Cabo Frio: o vento fala". Em 2006 foi eleito para a Academia Cabo-friense de Letras.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

O sal da terra

O que é o sal no corpo das salinas?
O sal é a noite vestida de branco
Cheia de encantos
O sal é lágrima desta viagem em mim
Através de outros prantos
Poço da alma
Fundo de só se chegar despido e só...


O que é o sal na alma?
O sal é o fundo e a superfície de estar não estando
Cor e luz e corte e planos
O sal é chama invisível
Como a palavra
O sal não engana: mata e conserva
Sim, o sal é também ausência de objeto
Quando vem diluído nos temperos
De só se sentir
Mas não se ver
Mas o sal, nas salinas, é mais:
Obra de arte geométrica
Concebida pela ação dos homens
Obra viva, inacabada, faminta...

Porém, o sal fora das salinas é mais ainda:
Viaja refinado em pequenos sacos
Entra no sangue de todas as classes
Retém a água, aumenta a pressão e mata.


O sal tem um lado bom?
Lágrimas do coração!

O sal tem muitos lados:
O lado de fora e o lado de dentro
O lado que está atrás e o lado que vem à frente...
Eu passarei, tu passarás -
Nos tornaremos o sal da Terra.


(Poeta Cacau Leal)

quarta-feira, junho 18, 2008

POESIARTE EM FOCO DE KÊNIA BASTOS


A poesiarte apresenta: Kênia Bastos. Natural de Campos dos Goytacazes-RJ. Nascida em 23 de março de 1973. É membro correspondente da Academia Brasileira de Poesia. Poeta e ativista cultural pelo mundo virtual.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

Fonte de inspiração


É teu
É minha
Nossa história
Que em capítulos se faz
Feito pétalas da vida

É toque
É energia
É mistério
É química
O sentimento do amor
Transposto feito rimas

É luz
É sedução
É calor
É inexplicável paixão
Sua alma vestida
De desejos e sonhos
Com olhar sedento de amor

É noite
É dia
É primavera florida
Que emana intenso frescor

É sol na escuridão
É temporal divino
É dilúvio do instinto
É delírio das limitações

É a suprema delicadeza
Que move o horizonte
Da minha total visão

É lua brilhante
É estrela cadente
É presença terna
Envolvente
Que absorve todos os segundos
Da minha memória
E dela faz força imanente
Da minha fonte de inspiração...

(Poeta Kênia Bastos)

*Seu site: http://kenyabastos.blogspot.com/

domingo, junho 01, 2008

POESIARTE EM FOCO DE DANIELA BARBOSA


A poesiarte apresenta: Daniela Barbosa. Natural de Cabo Frio-RJ. Nascida em 08 de junho de 1974. Auxiliar de biblioteca da Biblioteca Municipal Walter Nogueira de Cabo Frio-RJ. É amante das artes e aprendiz da poesia. Uma revelação na poesia cabo-friense.

Vejamos um poema de sua autoria:




POESIA NO BECO


Poesia no beco eu faço bem
Não penso no ritmo, na rima ou na estética
Eu faço por fazer, por desejo, por prazer
Ando nos becos por andar, vagando à procura das trevas

Poesia no beco eu faço sempre
Depois de um dia normal, o beco é meu refúgio
Onde eu me escondo dos brilhos, da pressa, do rush
Guardo nele minha vida, meus pensamentos sujos

Poesia no beco eu faço de graça
Sento na lixeira e brinco com sombras macabras
Pouca luz, pouca vida, poucos sons chamados humanos
Aqui reina a paz, entre meios-fios fétidos e paredes desbotadas

Poesia no beco eu faço cantando
Desafinadamente livre, numa dança desenfreada
Girando nos pés descalços, lama, lixo e fumaça
Num êxtase de versos e falsas rimas descompassadas

Poesia no beco eu devoro com ardor
Mergulho no colo úmido dos atores da noite arredia
Deito-me nos olhos perdidos dos viciados
Deleito-me nos seios tristes das mulheres vazias

(Daniela Barbosa)

sábado, maio 10, 2008

POESIARTE EM FOCO DE ARTUR DA TÁVOLA


A poesiarte apresenta: Artur da Távola. Poeta, escritor, político, jornalista e apresentador do programa "Quem tem medo de música clássica?" da TV Senado.

- Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Monteiro de Barros. Nasceu no Rio de Janeiro dia 03 de janeiro de 1936 e morreu no dia 09 de maio de 2008.


"A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos."

(Artur da Távola)

- Vejamos uma poesia de sua autoria:

Retrato


A dolorosa
e lenta
refeição do velho.
Sopas e papas insepultas
voracidade morta
lassa obrigação de alimentar.

Saliva é cuspe
o cuspe é baba
na dócil refeição do velho.

A lentidão exasperante
de quem come para não morrer
e morrerá porém. Só

A dolorosa
e benta
refeição do velho.

A carne insulta-lhe
a indecisão do dente,
dor e cansaço no deglutir.

Tudo é torpor ou gole
na fome sem sabor

(Artur da Távola)

sábado, abril 12, 2008

POESIARTE EM FOCO DE PAULO DA SILVEIRA


A poesiarte apresenta: Paulo da Silveira Rodrigues. Poeta, membro da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências e membro da Academia de Artes de Cabo Frio.

Vejamos um poema de sua autoria:

Figueira da Índia

Tu, que de tão viestes
Com intenções verdadeiras
E aportastes em nossas terras
Cabo-frienses brasileiras!

Tu, que sentiste a energia
Que nosso solo irradia,
Tivestes a plena resposta
Ao que te preocupou certo dia:

Será boa a seiva da terra,
Onde irão eles me plantar?
Me darão galhos e folhas
Para eu poder sombrear?
Só ao tempo posso indagar...
E meus anseios acalmar!
Só num recanto de paz
Eu me permito plantar!

Hoje me vejo imponente
Ante olhares de aprovação
O vento canta em minhas folhas
O que me vai no coração.

Bendita sejas figueira!
Muito obrigada estrangeira,
Nós te ungimos nesta festa
Como árvore brasileira!

És majestosa e mui bela
E nossa homenagem singela,
Não consegue traduzir,
O tanto que nos faz sentir!

Vida eterna, ex-indiana,
Que tanto encantas na verdade,
Que voe longe tua fama
De beleza e longevidade!!!

(Poeta Paulo da Silveira Rodrigues - 08-12-00)


sábado, março 22, 2008

ARTIGO DE CARLOS ALBERTO


A poesiarte apresenta: Carlos Alberto Lopes de Sousa. Escritor cabo-friense, membro da Academia Cabo-friense de Letras, da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências e presidente da Academia de Artes de Cabo Frio.

Vejamos um texto de sua autoria:


A VIDA DA PALAVRA
 
Interessante conjecturar sobre a vida da palavra, quando na escrita, há de se desenvolver esta temática através da própria palavra como meio comunicativo e persuasivo desta tese.
A vida da palavra se apresenta como o artista plástico que emoldura sua arte através de seus sinais na tela e dá-lhe a vida traçando seus riscos, aguardando que ela venha sussurrar toda sua emoção para aquele que a vê.
A palavra, porém, está acima de um sinal gráfico, a sua vida está contida nos variáveis empregos de sua etimologia. Ela pode ter vida própria quando empregada só e, lexicamente correta quando nos sobressalta sobremaneira como socorro, guerra e morte. Nos alivia ao ler paz, saúde e prosperidade; quando nos modifica e eleva a nossa alma como Deus, saudade e amor.
A palavra vive em colisão etimológica quando é mascarada através de expressões metafóricas, o que lhe desnuda de sua significação e de sua construção sintáxica na oração.
A vida da palavra está diretamente atribuída à sua construção, ao seu direcionamento ou, alvo de público ou leitor, na sua abrangência de mensagem que se propõe no tempo e no espaço. A palavra nos leva a vivenciá-la diretamente proporcional ao nosso estado de espírito, assim a evidenciamos quando contida no universo de nossa emoção, e incontinenti a expurgamos, quando não nos desperta sentimento.
A palavra tem sua vez, seu glamour, quando escrita irradiando desejo coletivo ao ser grafada na imprensa ou nos murais, ou excitando de per si aquele que a decifra ao ler o resultado de um exame médico, uma sentença ou um telegrama. Muitos vêem na palavra o direcionamento para suas decisões, suas tendências e de seus arroubos de escritor ou de orador, que ora inflama, ora apazigua.
Em literatura menos conceituada, vê-se a palavra de baixo nível, obscena, despertar controvérsias, mesmo assim, a sua vida está no enfoque que ela se propõe e nos seus estímulos.
Em literatura infantil o estilo onomatopaico dá vida sonora a cada sílaba num fonema harmônico de entendimento didático que perpetua em nossa mente, desde a tenra idade.
Na literatura sagrada a palavra é a vida; a vida, é a palavra nos tons proféticos, nos mandamentos e nas parábolas, tão convincentes como que as escritas nos pergaminhos santos.
A palavra é instrumento de transcodificação dos dizeres “emanados” dos espíritos na mão submissa do médium psicografando ditames de vidas de outrora.
Celebramos a palavra nas inscrições e dizeres dos sepulcros, na palavra de ordem das faixas políticas ou de protestos e nas pichações dos grafiteiros.
Garimpamos a palavra segundo sua beleza para uso na dialética dos tribunais e nos foros das argumentações, para enobrecer a rima dos poetas, e no elo laborioso de uma redação como esta que explica a vida da palavra com a palavra viva, empregada para surtir os efeitos vitais nas lucubrações.
A palavra pode ser engalanada para constar nos diplomas, animadas para roteiros visuais, diminutas ou gigantesca para driblar os incautos com seus fins sutis. A palavra é escrita e direcionada a alguém, portanto vivencia e aguça todos os alfabetizados tanto por leitura ótica como pela sensibilidade do Braille.
A palavra é viva. Viva, a palavra nos modifica, clareia nossas emoções, atende aos nossos anseios, apaga a nossa voz, ressuscita a nossa memória, interage com nossos sentidos, e, ao fazer simbiose com nossa vida, é eterna enquanto ortográfica no jazigo, e efêmera enquanto fonética no adeus.

(Escritor Carlos Alberto Lopes de Sousa)