domingo, julho 30, 2006

POESIARTE EM FOCO DE LAU SIQUEIRA


A poesiarte apresenta: Lau Siqueira. Poeta de Jaguarão-RS.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"como um blues"

n
ão imponho estilos
a mim mesmo por isso
escrevo poemas que falam
do eu ou do nada
do que pouco importa aos
poucos que não escutam
os pássaros anunciando
a vida fora do casulo

o sol parece que alumbra
diante de palavras que se
derramam em sílabas
lentamente
sobre o branco de uma
superfície em virtual
absoluto

computadores tem memória

finalmente o homem inventou
a eternidade


(Poeta Lau Siqueira)

quarta-feira, julho 26, 2006

POESIARTE EM FOCO DE ARNALDO ANTUNES



A poesiarte apresenta: Arnaldo Antunes. Poeta paulista nascido 1960, cantor e ex-integrante do grupo Titãs.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"Pensamento vem de fora"
Pensamento vem de fora
e pensa que vem de dentro,
pensamento que expectora
o que no meu peito penso.
Pensamento a mil por hora,
tormento a todo momento.
Por que é que eu penso agora
sem o meu consentimento?
Se tudo que comemora
tem o seu impedimento,
se tudo aquilo que chora
cresce com o seu fermento;
pensamento, dê o fora,
saia do meu pensamento.
Pensamento, vá embora,
desapareça no vento.
E não jogarei sementes
em cima do seu cimento.

(Poeta Arnaldo Antunes)



quarta-feira, julho 19, 2006

POESIARTE EM FOCO DE CÁSSIO AMARAL


A poesiarte apresenta: Cássio Amaral. Poeta de Araxá-MG.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"METAFÍSICA DOS COIOTES I"

Rasgo o trago do imprevisto
que distrai o tempo que passa rápido.
Canto o cântico dos malditos que me cai.
Tudo vaza, tudo explode.
A noite é lenta quando lírios conspiram
contra a sorte perdida.
Lâminas que a incerteza jura fatiar para a salada
de nepotismo barato e regular da gargalhada da noite.
Bebo as estrelas virgens,
Como os meteoros platônicos,
latindo, uivando pra lua prostituta
que cavalga numa nuvem
o sexo santo dos devassos.

(Poeta Cássio Amaral)

segunda-feira, julho 17, 2006

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta). Poeta, pesquisador, professor e cabo-friense.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"Chora Chorinho"

Chora chorinho,
Pois eu vou cantar...
Vou cantar...
Uma modinha
Pra você chorar!
Chora o violão
No chão...
Chora Noel e Pixinguinha

No céu...
Chora Chorinho,
Pois eu vou cantar...
Vou cantar...
Uma nova modinha
Pra você chorar!
Chora pro mar...
Chora para o luar...
Chora pra se lembrar
Como era bom

Namorar...
Chora Chorinho,
Pois eu vou cantar...
Vou cantar...

Uma nova modinha
Pra você, menina
Chorar...
Chora! Chora!
Noel Rosa...
Chora! Chora!
Pixinguinha, também

Nas modinhas de chorar.

(Poeta Rodrigo Octavio Pereira de Andrade -04/07/97)

O poema "Chora Chorinho" integra-se ao livro de poesias do Colégio Municipal Rui Barbosa de Cabo Frio-RJ, livro de nome "Se eu pudesse" lançado em 24/10/97. O poema foi musicado pelo compositor e instrumentista Ângelo Budega e cantado por Luciana Carvalho no dia do lançamento do livro. No programa Espaço Arte-Educação da Cabo Frio TV exibido em 11/06/03 o poema foi recitado pelo apresentador Guilherme Guaral, perante ao autor e poeta, que fora entrevistado. No dia 23/04/05 no Largo São Benedito no bairro da Passagem em Cabo Frio-RJ o poema é cantado por duas vozes e um coro e ao violão Ângelo Budega em homenagem ao dia do Chorinho, onde poeta estava a marcar sua presença e sua alegria.

POESIARTE EM FOCO DE FABIO EMECÊ


A poesiarte apresenta: Fabio Emecê. Poeta.

Vejamos uma poesia de sua autoria:



"Querendo ser Livre"

Ressoando a essência da liberdade
Está me deixando inquieto
Não sei o que fazer
Não sei o que escutar

Sinal de mudança
Inúmeras lembranças
Um só desejo
Mentira, eu quero muita coisa.

Estou preste a rastejar
Gritar e cortar o saco
Não o meu, mas do cachorro magro.
Satisfarei o meu sadismo

Quebrarei algumas vidraças
Mijarei no poste
Beijarei a minha musa
Xingarei o pastor

Pularei da ponte
Masturbarei na esquina
Dormirei na grama
Lerei no escuro

Chutarei o coco
Pisarei na merda
Treparei durante 12 horas
Não assumirei nenhum filho

Oh liberdade
Não vá embora
Uso verbos no futuro
Apenas para te satisfazer

Não posso ser imperativo
Vivo num mundo de concessões
Também não tenho milhões
É, tenho que aceitar!

Tá bom, eu acordo.
Mas pare de ressoar
Vou ter que me adaptar
Mas minha essência pede bis

E daí?

(Poeta Fabio Emecê)


quinta-feira, julho 06, 2006

POESIARTE EM FOCO DE OMAR SALOMÃO


A poesiarte apresenta: Omar Salomão. Poeta carioca e filho do saudoso poeta Waly Salomão.


Vejamos um poema de sua autoria:



"TENTAÇÃO"
 
Pele alva, levemente bronzeada.
Cabelos negros e lisos.
Sorriso acolhedor, safado, ingênuo-descarado.
- Branca-de-neve carioca -
Olhos pretos, profundos, tímidos
Olhos de gueixa
Gueixa brasileira
- de havaianas e biquíni -
Exibindo suas curvas
Que cegam meus olhos
E ludibriam minha mente.
Lábios avermelhados
- cor-de-sangue -
Voz doce e
mordaz,
Timbre suave,
sereno e
venenoso,
Palavras macias e
sedutoras
Serpente hipnótica
- de fala manhosa -
que aos poucos me enfeitiça -
Faça-me cair em tentação
(Poeta Omar Salomão)




domingo, julho 02, 2006

POESIARTE EM FOCO DE L. RAFAEL NOLLI


A poesiarte apresenta: L.Rafael Nolli. Poeta de Araxá-MG.

Vejamos uma de suas poesias:


“Canto de Ninar”
Dorme, pequeno.
Deixe os ruídos do mundo.
Os carros que cortam as ruas lá fora são bigas,
As luzes que se apagam são estrelas cadentes desenhando teu nome.

O vento fresco que deita o capim vem a teu encontro,
Trará o frescor prata da lua para beijar a tua face ingênua.
Dorme antes que o peso do mundo deite sobre ti!

Dorme, pequeno anjo,
Deite com os seres do altí­ssimo que desconhecem
As artimanhas das sombras.
Os cavalos pastam longe, aguardando sua vinda;
As cachoeiras clamam por ti!

Dorme, filho:
As corujas se foram para outros telhados;
Os morcegos atazanam outras janelas;
Os grilos ensaiam um coral em sua honra!

Sonha com as estrelas de uma intocada constelação!
Teus olhos estão voltados para alguma nebulosa distante?
Dorme, pequeno anjo:
Antes que nos despejem as chuvas atômicas!

(Poeta L.Rafael Nolli)


quinta-feira, junho 29, 2006

POESIARTE EM FOCO DE JANDEILSON GALVÃO


A poesiarte apresenta: Jandeilson Galvão. Poeta carioca.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

"Há minha São Paulo tua dor é minha dor"


Há minha São Paulo,
De Santos, e Campinas,
Estas doente?

As lágrimas me correm aos olhos,
A dor é grande e vil,
O ódio se confunde com amor,
Há São Paulo, que horror.

Que tanto doe em ti,
Que acontece, quando assim te mostras?

Sois tão fraca,
Sem remédios?

Minha linda São Paulo,
Que desatre,
Teu nome no mundo,
A violência matando teus filhos,
Teus protetores morrendo as dezenas,
Os bandidos que de certo não são teus,
Te ti querem tomar conta.

Expulsa São Paulo este carma,
Aborta estes,
Que te destruir quer.

Minhas lágrimas são lagrimas patriotas,
Não por ser um Paulistano, pois não sou,
Sou um brasileiro, com grande dor,
De ver a linda São Paulo
Gritando seus horrores.

Se assustam teus filhos o São Paulo,
Tua dor posso sentir,
Teu desanimo posso ver,
Teus governantes arrogantes,
Por toda parte, a grande dor.

Guarda-te São Paulo,
Guarda-te deste mal,
Seja forte,
Aborte este carma
Que nasceu em teu ceio.

Seja forte minha linda São Paulo,
Te guardo no coração,
Pena, te mostra insegura,
Te ver tão cedo não irei,
Mas minha linda São Paulo,
Certamente te acompanharei.


(Poeta Jandeilson Galvão Bezerra)
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2006

sábado, junho 24, 2006

POESIARTE EM FOCO DE NATHAN DE CASTRO


A poesiarte apresenta: Nathan de Castro. Poeta de Uberlândia-MG.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

Soneto Desafinado

O meu poema é música sem partituras,
Rabeca troncha e sonsa de uma nota só.
Paixão que bebe a doce clave das loucuras
Nas batutas do amor, poeiram pedra e pó.

O meu poema é mote de enganar agruras,
Jazz que envolve em tela azul rococó.
Pincel, paleta e marcas de velhas censuras
No corpo de sonetos que amarro e dou nó.

Silêncio de relâmpagos e luas desertas,
Luares e palavras de aluar pateta,
Para cumprir a sina: poeta ou poeta!?

Sigo pelos caminhos de portas abertas,
Rasgando a solidão da palavra concreta,
Desafinando a orquestra e a ponta da caneta.

(Poeta Nathan de Castro)

terça-feira, junho 20, 2006

POESIARTE EM FOCO DE PAULINO VERGETTI


A poesiarte apresenta: Paulino Vergetti.Poeta alagoano.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

"Da morte..."

 
A morte parece-me um louco vácuo
que das lágrimas bebe insatisfeita
tirando-nos um ar.
E vamos..., quietos e frios,
na escuridão do desconhecido.
Há quem morra todos os dias;
eu não.
Tenho-na como ingrata e certa.
Quando a tolero, morre um pouco de mim
num fraco vazio
que possuo escondido
onde a vida me esconde.
Sua voz é o silêncio triste
dos sons que se perdem
entre os sonhos da voz.
Deus me livre morrer um dia.
Para isso dei meu corpo poeirento
para ficar; ele é o féretro
enchendo o vazio de minha sepultura.


(Poeta Paulino Vergetti)

sábado, junho 17, 2006

POESIARTE EM FOCO DE DEISE FORMENTIN


A poesiarte apresenta: Deise Formentin. Poeta catarinense.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

"A BUSCA"


Fecho meus olhos,
Ouço vozes distantes.

Uma música surge, sinos tocam.

O vento sopra lentamente

As folhas das árvores ao longo da rua.

Sentada estou...

O mundo a girar e eu imóvel,

Sobretudo pensante.

Sorrir seria pedir muito,
O que acontece comigo?
Pessoas passam,

E eu perdida no tempo e no espaço,
Buscando encontrar,
No âmago de minha alma,
Um lugar só meu.

Qual o sentido desta incessante busca?

(Poeta Deise Formentin)

sexta-feira, junho 16, 2006

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade. Poeta, professor e pesquisador cabo-friense.

Vejamos uma poesia de sua autoria publicada no Jornal de Sábado de Cabo Frio-RJ:

"Manel: o barbeiro do Itajuru"


A que saudades de Manel,
O barbeiro de grande coração,

Que pulava e desfilava no carnaval
Pela nação imperiana do bairro do Itajuru com maior emoção.


A sinuca era sua maior diversão,

Quando tinha tempo dava uma escapadinha da barbearia.
Manel um mestre para o seu filho e a todos em sua profissão.
A tesoura, o secador, o creme, o talco, a água, a navalha, o pente

E toalha eram os seus instrumentos de sua simplicidade.

Flamenguista de primeira,

Não fugia de nenhum corte,

Pois sempre tinha uma carta na mesa.


Tinha um defeito, que era fumar

Quase o dia inteiro,

Sempre ou às vezes acompanhado por um cafezinho

O seu ato libertino de fumar.


Na barbearia causos do Itajuru são contados
Por pessoas folclóricas do bairro ou não,

Sempre aos ouvidos e aos olhos atentos

Dos fregueses e claro do saudoso Manel, o barbeiro.


Quando eu ia na barbearia
Ele cumprimentava

Me chamando de flamenguista

E o mesmo eu fazia.


Lá quando minha vez chegava, Sasá passava pela barbearia
E dizia: -Manel raspa todo o cabelo de Cocada!
E eu ria de alegria na barbearia.


Assim ficam os versos, as estrofes e o momento

Desse poeta cabo-friense e brasileiro

Em forma de homenagem a esse grande barbeiro,

Que nos deixou pela imprudência de outro barbeiro.


A que saudades de Manel,

O barbeiro de grande coração,
Que pulava e desfilava no carnaval
Pela nação imperiana do bairro do Itajuru
com maior emoção.


(Rodrigo Poeta)

Poesia publicada no Jornal de Sábado de Cabo Frio-RJ.


terça-feira, junho 13, 2006

POESIARTE EM FOCO DE CLÁUDIA GONÇALVES


A poesiarte apresenta: Cláudia Gonçalves. Poeta gaúcha.


Vejamos uma de suas poesias:

"Chama"

Queima...Ativa
De corpos,
Fagulha de medo
Boca,saliva solar
Em fuzão veloz...
Num forte pulsar
Ao som do póro aberto,
Sol ao longe a
Burrifar luz,
Paixão e desejo
Em pele crua
Cala noite vermelha
Volúpia em sonho...
Sentir...voltar...
Acordar.

(Poeta Cláudia Gonçalves)

domingo, junho 11, 2006

POESIARTE EM FOCO DE GEISA GONZAGA


A poesiarte apresenta: Geisa Gonzaga. Poeta.

Vejamos uma de suas poesias do livro "Devaneando":



"CASTELO DE AREIA"

Mais uma vez, tento um poema escrever...
Não consigo... estou a me perder...
A musa se foi, desapareceu...
E minh'alma, que nunca a esqueceu,
Vaga esquecida, triste e dolorida,
Sem rumo, à procura de guarida.
Olho à minha volta... não mais o vejo!
Foi um sonho, uma quimera aquele beijo
Doce... macio... inebriante...
Recordo sempre, a cada instante,
Aqueles lábios que um dia me beijaram,
Mas também, sem clemência, me enganaram.
Pensei haver, enfim, encontrado o amor,
Sentimento a que aspirei com tanto ardor.
Por isso, quantas vezes edifiquei
Um castelo dourado que julguei,
Seria o ninho que abrigaria a nós dois...
Foi mais um sonho que ficou para depois...

(Poeta Geisa Gonzaga -19.04.2001)

sexta-feira, junho 09, 2006

POESIARTE EM FOCO DE LUCIANA PESSANHA PIRES


A poesiarte apresenta: Luciana Pessanha Pires. Poeta e integrante da Academia Itaperunense de Letras.

Vejamos uma de suas poesias:

"Palavra comunista"


Em frente ao espelho
Menina

Eu me perguntava
Por que tanto silêncio?
Nas vendas andavam

Homens de fartos bigodes

Com segredos

Entre os dentes

Medo da polícia

Da palavra comunista
'Mancharam a Bandeira Nacional'
Um aviltamento!
No rádio

As canções encurralando

E preso o berro

As mãos nas madrugadas

Semeavam folhetos

Nas portas fechadas.


(Poeta Luciana Pessanha Pires)

domingo, junho 04, 2006

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade. Poeta, professor, pesquisador cabo-friense.

Vejamos uma poesia de sua autoria, que se encontra no livro "Se eu pudesse..." de 1997 do Colégio Municipal Rui Barbosa de Cabo Frio-RJ e que foi publicada no jornal "Littera" da Ferlagos em 2002:

"A um verme"

A Augusto dos Anjos dos cosmos
Aos átomos das poesias,
Feitas através de versos íntimos
De um Pré-Modernismo de palavras.

Palavras antipoéticas do profundo abismo
Como do escarro
Ao vômito engajados no corpo humano,
Do verme que fora procurado.

Anjo de nada,
Pois até Drummond fez uma piada
Depois da quarta dose dada.

Segue-se assim o anjo
Que cai no jeito
Dos podres poderes interpretados por Caetano.

(Rodrigo Poeta, poeta,pesquisador e professor cabo-friense)

POESIARTE EM FOCO DE KATHLEEN BOECHAT


A poesiarte apresenta: Kathleen Boechat Correia. Um novo talento para poesia.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


“Confissões da alma”

Amores inacabados
Pensamentos conturbados
Confusa
Num carrossel de emoções
Duvidas entre o presente e o passado
Continuo a espera de alguém
Ou de alguma coisa
Que nem eu mesma sei o que é
Que não tenho a certeza de que virá
Uma disputa entre a razão e o coração
Entre o dever e o querer...
De tudo o que prezo
De tudo o que aprendi...
Sei que ainda tenho muito o que aprender
Busco minhas realizações
Minha felicidade
Cada coisa na vida tem um preço
E eu ainda não descobri o que valerá a minha
Desejos, tentações, mentiras
Erros, medos, inseguranças
Conflitos da minha própria alma
Sentimentos que estão presentes na minha vida
Onde tento me esconder dentro de uma concha
Pra fugir da realidade
Sozinha com as minhas dores e ilusões
Numa caminhada com vírgulas, “mas” e “porquês”
Onde não sou eu que vou escrever o fim.

(Kathleen Boechat Correia)

quinta-feira, junho 01, 2006

POESIARTE EM FOCO DE VINICIUS SILVA



A poesiarte apresenta: Vinicius Silva Rodrigues. Ganhador do concurso CULTURARTESPERANÇA de 2005, realizado no Colégio Municipal Elza Maria Santa Rosa Bernardo.

Vejamos a poesia:

"Meu esgoto, meu mundo"

Meu esgoto, meu mundo
Minha vida, meu tudo.
Que vida horrível!
Que droga!

Quero sair...
Quero extravasar
Essa fúria, que por dentro mata
E aos poucos me maltrata.

Ratoeira com um
Queijo de primeira
Me pegou pelo nariz,
Tirem ela de mim, quero sair.

Me dão uma gaiola como casa,
Amarram minhas asas,
Me prendem
E dizem: - Seja feliz!

Mas como posso?
Se só quero sair.
Me deixem sair,
Me tirem daqui.

Quero sair do subúrbio,
Quero sair do lixo,
Quero passear pelo esgoto
Sem ratoeiras.

Mas eles me prendem,
Me torturam,
Me castigam
Por quê?

Por favor 
Me libertem,
Deixem me sair,
Quero sair, quero sair...

(Vinicius Silva Rodrigues)

sábado, maio 20, 2006

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA



A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade. Poeta, professor, pesquisador cabo-friense.

Vejamos uma poesia de sua autoria que homenage
ia o Colégio Municipal Rui Barbosa de Cabo Frio-RJ e que foi musicada pelo maestro Ângelo Budega e que faz parte também do livro do colégio Arquitetos do Verso(1998):

"Escola para a vida"

Oh, escola querida,
Que agora vira poesia,
Diante da mão do poeta,
Que te homenageia.

Oh, escola da vida
Que trouxe harmonia
Para minha poesia,
Diante de tua energia.

Oh, escola de bravura,
De cultura,
Que se resplandece em filosofia.

Oh, Rui Barbosa,
Grande figura,
Que virou escola para a vida.

(Rodrigo Poeta)



Homenagem feita ao Colégio Municipal Rui Barbosa.

sexta-feira, maio 19, 2006

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade. Poeta, professor e pesquisador cabo-friense.

Vejamos uma de suas poesias que foi publicada no jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ:

“Ao Mar e a Pesca de Arraial do Cabo”

Ó vigia do Morro do Atalaia
Que observa o mar e a praia
Todos os dias, diante de um clima
Feito entre o prazer e o da sobrevivência.

Prazer de ver os peixes ao amanhecer
Chegaram perto da praia
E de avisar aos que se encontram no mar
Entre a praia, que a pesca vai ser boa.

Sobrevivência feita entre o mar,
Onde a pesca é o alimentar
Dos pescadores homens do mar,
Que trabalham para o sustentar;

Sustentar da vida,
Diante do sol e da neblina,
Onde só a luz do farol é o seu guia,
Até ao final da boa pesca bem-vinda.

Oh! Arraial,
Que antes era uma simples vila,
Hoje graças ao mar e a pesca triunfal
É uma cidade bem divina.

Não se pode esquecer dos bravos
Pescadores da Praia Grande cheia dos amores
E também dos grandes lutadores do mar dos Anjos,
Diante do Arraial dos poetas pescadores de palavras.

(Poeta Rodrigo Octavio Pereira de Andrade)


Poesia publicada no jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ.