quinta-feira, agosto 09, 2007

POESIARTE EM FOCO DE LUIZ VIDAL


A poesiarte apresenta: Luiz Vidal. Poeta, professor e representante da poesia de Arraial do Cabo-RJ.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

"Um poema falando sobre pedras"

De tanto exagerar
No olhar
No meu olhar
De exagero há
Caiu uma pedra
Caiu uma pedra
No meu olhar
De tanto olhar
De exagerar
De olhar
Caiu do meu olhar
A tal pedra
Que caiu
No meu olhar
De tanto olhar.
(Poeta Luiz Vidal)

sábado, julho 28, 2007

POESIARTE EM FOCO DE CLARENCIO RODRIGUES


A poesiarte apresenta: Clarencio Rodrigues. Ator-marionetista, artesão, professor,bonequeiro e animador cultural. Filho de Cabo Frio-RJ.


Vejamos um poema de sua autoria em homenagem a sua arte:

"O Boneco"

Minhas mãos, meus sentimentos,
Numa mutação constante
Promove mil movimentos.
Criando a cada instante,
Bonecos de luva,bastão,
Fios de nylon ou barbante,
Como sendo uma extensão
De minha mão empolgante.

Usando gestos ensaiados,
Cantando num tom preciso,
Êta, moleque assanhado!!!
Quando ataca num improviso
Altivo entre o monumento,
O Imperador da Empanada
Sem cetro, mas com muito talento
E bem atento, não liga pra nada.

Esse boneco faceiro
Usando seu dom carismático,
Conquista o mundo inteiro
Com esse jeito fantástico.
E sorrindo me sinto menino,
Quando num ato inocente
E dotado de um poder divino,
Transformo o boneco em gente.

(Clarencio Rodrigues)

sexta-feira, julho 13, 2007

POESIARTE EM FOCO DE LUIZ PRÔA


A poesiarte apresenta: Luiz Prôa. Poeta carioca,ativista cultural e editor do site Alma de Poeta.

Vejamos um poema de sua autoria:

"Heróis de espelho"

somos feitos

de tudo que nos cerca
de argila, madeira
poeira e pedra
somos palco
de uma peça
normais, humanos
loucos ou feras
somos aquilo
que não somos
artistas, retratos
heróis de espelho
somos nosso
maior receio
pior do que tudo
contágio do meio
mesmo que loucos
perdidos no verso
feiticeiros da vida
poema incerto
somos parte do todo
grãos de mistério
construtores do sonho
em busca do eterno


(Poeta Luiz Prôa)

sexta-feira, julho 06, 2007

ENTREVISTA COM JOAQUIM MONCKS

A poesiarte apresenta: Joaquim Moncks. Poeta de Porto Alegre-RS.

Vejamos uma entrevista feita pelo poeta Rodrigo Octavio ao poeta Joaquim Moncks:


CONVIVÊNCIA COM A POESIA
1- COMO VOCÊ COMEÇOU A GOSTAR DE POESIA?
Desde os sete anos, ao que me lembro, a poesia mexia com a minha cuca. Mas foi aos oito que recitei o primeiro verso. Era um soneto de autoria de meu pai, Joaquim Moncks (de quem herdei o nome literário), pelo qual ele homenageava o patrono de minha escola primária, em Pelotas, RS, lá por 1954. O soneto se chamava “Saudação a João Affonso”. Mas a paixão pelo verso começou aos 11 anos, quando fazia poemas plagiando os textos dos clássicos que apareciam no livro didático de Português. Impressionava-me, também, as fábulas de Esopo.
2- QUEM O INCENTIVOU?
O velho Quincas, que, a bem da verdade, era um filósofo amador. Sempre tinha uma tirada pra fazer a gente pensar. A ele devo a instauração do processo dialético que me tornou um inveterado perguntador.
3- QUE TIPO DE POESIA VOCÊ MAIS GOSTA E PREFERE FAZER?
Não tenho um temário preferencial, em poesia. Comecei como todos os versejadores, fazendo versos de amor pra agradar e segurar a amada. Aos 60 anos descubro que ainda os tenho como vitais, porque é necessário aprisionar o amor a qualquer custo. Eleger a vida como caminho é tracejar o amar em toda a sua essência. A transcendentalidade do verso renega a morte, sugerindo a imortalidade. Esta é a hipótese futurística pra todo o escritor: desejar estar vivo no coração de seu povo, na lembrança deste.
4- QUAL O SEU ESTILO DE FAZER POESIA, OU SEJA, QUAL O MODO QUE VOCÊ FAZ O POEMA?
Não tenho um estilo definido em minha obra, que soma sete livros publicados e mais de uma centena de participações em antologias e coletâneas impressas. Acresça-se a presença em sítios para escritores, na Grande Rede, como o Recanto das Letras, que soma quase 12.000 escritores e onde tenho 400 textos, em prosa e verso. Em poesia, percebo que o leitor encontra em mim um instigador para a sua reflexão. Não pretendo dar respostas a quem consome o meu texto e, sim, criar questionamentos, dúvidas. Talvez por estar na maturidade dos 35 anos de publicação do primeiro livro, percebo que já tenho mais facilidade em traduzir em vocábulos o que pretendo. A palavra é sempre um desafio. Não acredito muito em inspiração. É a transpiração, o trabalho sobre o fruto da emoção, o que mais me caracteriza e no que mais acredito. A vertente lírica continua sendo a água mais pura de minha cacimba, a menos sobeja, a mais frágil, porque retrato do humano.
5- O QUE LHE REPRESENTA SER POETA?
Um homem com um estado de espírito diferenciado. Ser lambido pela eterna poesia é tão efêmero como o acender e o apagar de uma lâmpada. Não me digo poeta, os outros que o digam.
6- O QUE REPRESENTA A POESIA PARA VOCÊ?
Uma sensação permanente de condenação ao pensar. Algo que nunca saberei traduzir como palpável. Mas, por ser permissiva, me convida ao brinde com o meu irmão leitor.
7- QUAIS OS GRANDES ÍCONES DA POESIA BRASILEIRA E MUNDIAL QUE MAIS LHE AGRADAM?
Vinicius, Bandeira, Drummond, Jorge de Lima, Augusto dos Anjos, Catulo da Paixão Cearense, Mario Quintana, Adélia Prado, Cecília Meireles, Lara de Lemos, Lila Ripoll, Lya Luft, dentre os nacionais. Baudelaire, Rilke, Brecht, Maiakovski, Octavio Paz, Ezra Pound, Gregory Corso, Jack Kerouac e o mais incrível deles, o português do Universo: Fernando Pessoa.
8- VOCÊ JÁ PARTICIPOU DE RECITAIS DE POEMAS? SE PARTICIPOU, CITE ALGUNS DE REAL IMPORTÂNCIA.
Sim, tenho trinta anos de afiliação à Casa do Poeta Rio-Grandense, e isto quer dizer estar permanentente no palco. No mínimo uma vez por mês, às primeiras terças-feiras, na promoção Cafezinho Poético-Musical. O mais importante foi o recital comemorativo aos 80 anos de Vinicius de Moraes, em 1993, no Auditório Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, quando interpretei no palco a figura do homenageado. Tomei um litro de uísque como fosse água. Vinicius estava dentro de mim. E olha que não sou um bom bebedor de uísque.
9- QUAL A SUA VISÃO SOBRE A CULTURA, PRINCIPALMENTE NO CAMPO DA LITERATURA?
De um país que tem a sua média de leitura em 3,8 livros/ano/habitante não se pode esperar muito em termos de cultura universal e literária. Mas os dados vêm melhorando. O Rio Grande do Sul lê quase o dobro da média nacional, graças ao esforço de seus professores e ativistas culturais, os quais realizam Feiras do Livro em cerca de 30% dos municípios que compõem o Estado. As crianças acostumaram-se, nos últimos 52 anos, a ir à Feira do Livro, e os professores das séries iniciais ensinam aos alunos que é preciso guardar dinheiro para comprar livros no período de Feira Municipal e naquelas que a Escola promove. Hoje em dia os alunos não mais chegam ao escritor com um papelzinho na mão pedindo autógrafo, fazendo mera tietagem, como ocorria há cerca de 10 anos atrás, fato que ainda ocorre em muitas regiões do país. É isto o que se nota nos milhares de festivais de música, no Brasil. Cultiva-se a tietagem, a veneração dos ícones populares. Durante quinze dias, iniciando na última sexta-feira de outubro de cada ano e se estendendo até o domingo da segunda semana de novembro, ocorre, há 52 anos, a Feira do Livro de Porto Alegre. Em 2006 foram vendidos 650.000 livros nesta que é a maior Feira de Livros em espaço aberto, na América Latina. O Brasil é um país continental e tem redutos importantes de cultura popular que estão sendo fomentados pelos projetos privados com verbas hauridas junto aos governos federal e estadual, através das Leis de Incentivo à Cultura. No entanto, as verbas orçamentárias para o setor cultural são parcas em todo o país. A tiragem média dos livros de Poesia por editoras é da ordem de 1.000 exemplares, enquanto as edições americanas e européias são de tiragem de cerca de 5.000 unidades, principalmente francesas e alemãs. As edições japonesas chegam a 10.000 exemplares, em livro de poesia, chegando ao leitor a preço baixo, subsidiadas pelo governo federal nipônico, que tem, inclusive, recomendado intervalos obrigatórios, nas indústrias, para sessões de leitura. Nestas utilizam-se livros doados pelo governo e leituras feitas por profissionais contadores de histórias. No Brasil a realização de concursos literários, por órgãos governamentais, associações literárias e ativistas internáuticos, tem ajudado no processo cultural literário. O advento do computador e a pesquisa na NET têm criado alguns nichos de leitura nos grandes centros do país. Nada de pesquisa em profundidade, mas surge alguma ajuda através dos arquivos que a NET apresenta. Apesar disso, algumas destas informações são precárias e utilizam fontes sem certificação de veracidade. A escola pública continua pobre de livros e poucos estabelecimentos oficiais têm bibliotecas dignas de nota. Em todo o país há um condenável hábito em relação a bibliotecas escolares: em geral não há bibliotecários de carreira nos estabelecimentos de ensino. Os professores em processo de aposentadoria e outros que apresentam freqüentes licenças médicas atuam nas bibliotecas. O resultado é previsível: os alunos não são incentivados à leitura e os acervos bibliográficos não são bem organizados e tampouco conservados. Falta o especialista que necessita se afirmar como profissional respeitado no setor do livro. É profissão a ser prestigiada pelos governos municipal, estadual e federal.
10- VOCÊ JÁ PUBLICOU ALGUM LIVRO? SE JÁ, CITE O NOME DELE E O ANO EM QUE FOI PUBLICADO?
De 1973 até 2005, entreguei ao público sete livros individuais, no gênero Poesia: ENSAIO LIVRE (plaqueta), 1973; FORÇA CENTRÍFUGA, 1979; ITINERÁRIO (?), 1983; O EU APRISIONADO, 1986; O SÓTÃO DO MISTÉRIO, 1992; O POÇO DAS ALMAS, 2000, e OVO DE COLOMBO, 2005. Tudo o que publiquei em prosa está disperso em mais de uma centena de antologias e coletâneas. A primeira delas data de 1977 e a última é de 2007. Pretendo reunir a minha produção prosaica num livro que possivelmente se chamará CONFESSIONÁRIO – Diálogos entre a Prosa e a Poesia, que sairá no ano de 2008.
11- JÁ FEZ ALGUM PROJETO OU PARTICIPOU DE ALGUM EM REFERÊNCIA À POESIA?
Criei, executei e participei, em dezoito Estados da Federação Brasileira, de mais de 50 (cinqüenta) projetos poéticos ou correlatos, nestes últimos trinta anos de associativismo literário.
12- QUAL A POESIA DE SUA AUTORIA, AQUELA PELA QUAL VOCÊ MAIS POSSUI AFEIÇÃO?
Não tenho afeição ou preferência por nenhum poema em especial. Segundo a situação que estou vivendo, percebo, por vezes, que algum deles se adapta à situação real, momentânea, e tenho a sensação de que há alguma verdade plausível em seu contexto, e a entendo válida como observação. Assim, ao menos naquele instante, a aparente verdade exposta no poema parece ter correspondência no mundo real. Sei que a proposta poética não se destina a interferir diretamente na realidade dos fatos, mas, o que fazer? Todos queremos um mundo mais feliz, socialmente mais justo, e no qual haja a presença da Paz entre pessoas e Povos. No mais, brigo com a idéia traduzida pela palavra durante todo o tempo. É briga feia, extenuante, infinita. Nunca morri de amores pelo meu texto. Mas gosto de saber que a inutilidade de fazer poesia pode servir pra alguma coisa: mitigar a ansiedade e a angústia, criando perspectivas de esperança, de gozo ou de prazer.

*Entrevista publicada no site: http://recantodasletras.uol.com.br/entrevistas/487479 em 15/05/07.

quarta-feira, junho 20, 2007

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA



A poesiarte apresenta:Rodrigo Octavio Pereira de Andrade
(Rodrigo Poeta). Poeta, professor,pesquisador e cabo-friense.


Vejamos uma poesia de sua autoria publicada no Jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ:

"Para um lavrador"

Ah! Sou um lavrador
E agora tenho o que qualquer lavrador “tem”.
Tem roça e sítio,
Que é pequeno perfeitamente.
Sobe a ladeira e desce a ladeira...
Salta muita poeira...
Para não deixar que a minicultura se torne poeira.
Os proprietários moram em grandes casas nos centros urbanos;
Eles também fazem das fazendas um lugar sem alimento,
Só capim para todo lado.
E os lavradores vivem de pequenas roças de terra,
Dadas pelo “governo”.
Tiram onda de valentes;
Os matadores dos grandes proprietários de terras.
Isso é uma grande barreira feita só de guerras e conflitos,
Que está em nossa frente,
Onde a conversa se torna ausente.
Tem muita terra sem gente, sem alimento e sem sementes,
Mas tem terra para o capim podre e fraco do rico
E podre poderoso proprietário ou latifundiário.

Homenagem para Sebastião Lan - Na linguagem da terra!
20/06/97

(Poeta Rodrigo Octávio de Andrade)
*Poesia publicada no Jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ.

Publicado no Recanto das Letras em 07/06/2007
Código do texto: T518066

terça-feira, maio 22, 2007

POESIARTE EM FOCO DE FRANCCI LUNGUINHO


A poesiarte apresenta: Francci Lunguinho. Poeta carioca e principal articulador do site Crônicas Cariocas.

Vejamos uma poesia de sua autoria que se encontra no site Crônicas Cariocas:



"Guerra de Sangue"

Eu salvaria sua vida
se a mim ela valesse
um punhado de dor.
Eu regaria uma flor
solta no meu jardim
se danina fosse a flor.
Eu tentaria acordar cedo
se o trabalho fosse digno
e um amor tivesse tido
Não sou Deus nessa terra
de desprezo e mutilados.
Sou apenas um humano
alma e peito dilacerados.
Não há chance nessa guerra
de sangue dos condenados.
Rogaremos que nos tire, Deus
doutros sonhos conturbados.

(Poeta Francci Lunguinho)

http://www.cronicascariocas.com.br/poesias_francci_lunguinho.html

quarta-feira, maio 16, 2007

POESIARTE EM FOCO DE SÔNIA PORTO


A poesiarte apresenta: Soninha Ferraresi Porto. Poeta de Porto Alegre-RS.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"Quintana"


Esse velho que se arrasta,
Pelas praças, ruas da minha cidade,
As roupas cheias de traças,
Na cabeça as verdades.

Que agudeza de espírito!
Sutileza no olhar,
Quer ser maldito,
Mas trás leveza no ser, no seu andar.

Encanta-se com passarinhos,
Espanta-se com gatos,
Estranha-se com peixinhos,
Apaixona-se por sapatos.

Admira-se com os humanos,
Que beleza de amar!
Chama-lhes insanos,
Toca-lhes feridas, a bocejar.

Ô velho agudo, narigudo,
Ris de minhas banalidades?
Maquinas idéias com teus dedos pontiagudos,
Eu, capto a tropeçar na tua genialidade.



(Poeta Soninha Ferraresi Porto - fevereiro de 2006)

Publicado no Recanto das Letras em 19/10/2006
Código do texto: T267858

sábado, maio 12, 2007

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta). Poeta, professor, pesquisador e cabo-friense.

Vejamos uma poesia de sua autoria publicada no Jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ:

"Villa Cândida"1


Villa Cândida, casa da família Terra,
Demolida em 1997 pelos incultos da terra,
Para à construção de um “shopping” de merda,
Pois na Villa Cândida morou o cronista Antônio Terra.

Villa Cândida, tu ficaste muito tempo
Em frente à praça Santo Antônio
Desamparada pelo descaso,
Que pôs o fim a ti, diante do desconhecimento.

Villa Cândida, casa do cronista
Das folhas de papel;
Bem poderia ser a Casa da Poesia,
Dos poetas dos versos escritos ao papel.

Enfim, lá se vai a Villa Cândida,
Diante dos oriundos olhares de tristeza,
Perante uma cultura perdida,
Destruída por incultos da vida.


Lá se foi, Antônio Terra...
Lá se foi, o cronista da terra...
Lá se foi, a Villa Cândida...
Lá se vai, a cultura de nossa história...

Lá ficam, os olhares de tristeza...
Lá fica, um “shopping” de merda...
Lá fica, uma crônica e compulsiva poesia...
Lá se vai e fica ao mesmo tempo, o cronista e o poeta...

04/06/00

______________
1 O poema “Villa Cândida” é recitado no relançamento do livro de crônicas de Antônio Terra, pelo membro da Academia Cabofriense de Letras e diretor do Jornal de Sábado, José Baptista Correia,que
leu o poema do poeta, em que encantou o sobrinho do saudoso Antônio Terra, Antônio Paulo Terra
Ruckect em 01/09/03. Graças a esse poema nasceu uma amizade entre o poeta e o escritor Antônio Paulo Terra Ruckect.

*Poesia publicada no Jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ.

terça-feira, maio 01, 2007

POESIARTE EM FOCO DE ANSELMO (LYON TWISTHER)


A poesiarte apresenta: Anselmo (Lyon Twisther). Um novo talento da poesia cabo-friense.


Vejamos um texto de sua autoria:

"Anja do Amor"

Pele branca,
Nuvens ao raiar do sol...
Nesse momento posso sentir,
Que quando você vai embora,
Eu sinto saudades de ti,
Pois você já faz parte de mim.

Tu és bela...
Tu és flor,
Que nasceu,
No jardim do amor.

Olhos verdes,
Janelas do meu amanhecer,
A natureza a saúda
Com a beleza de ser você.

Anja do amor,
O meu coração a ama.
Quem é esta linda menina?
Ela se chama...

(Anselmo Lyon Twisther)

quarta-feira, abril 25, 2007

POESIARTE EM FOCO DE DOROTY DIMOLITSAS


A poesiarte apresenta: Doroty Dimolitsas. Poeta natural do estado do Acre-AC.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

"Alferes, o Tiradentes"

Joaquim José da Silva Xavier
Pois é,
Imagine como é que é.
Liberdade é a verdade conspirada.
Em ouro preto, (Vila Rica)

Alferes Joaquim José da Silva Xavier.
Liberdade, que há muito o povo quer,
Há muita luta.
Mas o político na disputa não escuta

Libertas Quae Seras Tamen
Que quer dizer:
Liberdade ainda que tardia,
Era isso que o povo queria.

Bandeira branca,
com o símbolo da santíssima trindade.
Com o triangulo.
Amor maior a irmandade.

Joaquim Silvério, traidor do País,
Fez muitos, dores passar.
Por ver esquartejar um mártir que quis gritar
Por seu país amar

Até hoje na luta suas marcas deixou
E o povo o amou e muito chorou
A luta não terminou apenas começou
Ninguém nunca imaginou, que o
Brasil um dia pensou.

O povo acordou e o seu voto vai usar
E do mau político vai se livrar
Por seu País amar.

(Poeta Doroty Dimolitsas)

sexta-feira, abril 13, 2007

ENTREVISTA COM BRUNO RIBEIRO


A poesiarte apresenta: Bruno Ribeiro de Lima. Jovem escritor cabo-friense.


*Autor do Projeto Culturartesperança:
Poeta Rodrigo Octavio(Rodrigo Poeta).

*Entrevista com o jovem escritor Bruno Ribeiro.

*Entrevista feita para o Jornal Culturartesperança em 2005.

*Entrevistado:
Bruno Ribeiro de Lima. 14 anos.Tuma:1001.

*Autoria da entrevista:
Diego Silva e
Vanessa Manhães.Turma: 1002

*Instituição escolar:
Colégio Municipal Professora Elza Maria Santa Rosa Bernardo de Cabo Frio-RJ.

1.Quando foi despertado em você o interesse pela escrita?

Bruno Ribeiro: Desde aos meus 4 anos, li alguns livros e despertei em mim o interesse de escrever.


2.Quantos livros você escreveu?


Bruno Ribeiro: Já escrevi dois e estou preparando o
terceiro livro de titulo “Ocorrido da rua 13”.

3.Quanto tempo levou para escrever cada livro?

Bruno Ribeiro: “Um crime quase perfeito” quatro
dias e “sob pressão” em um mês.

4.Quem te inspirou na historia de cada livro?


Bruno Ribeiro: Agatha Christie.


5.O que mudou na sua vida, após de ter escrito os seus livros?


Bruno Ribeiro: Eu passei a me interessar mais pela leitura e aprimorei o vocabulário.


6.Você tem o apoio dos seus familiares?


Bruno Ribeiro: Sim.


7.Pretende seguir a carreira de escritor?

Bruno Ribeiro: Bom, meu sonho sempre foi ser astrônomo ou físico, mas agora surgiu a idéia de escrever livros, então é uma profissão a pensar, pois não esperava receber tanto apoio da professora Helaine, da diretora Jocileia e do diretor da Ferlagos. Prefiro ter uma profissão e escrever livros por amor.

8.Qual é o livro que você leu e gostou?


Bruno Ribeiro: “Um pequeno príncipe” de Antônio Antoine de Saint-Exupéry.


9.Qual estilo de livros, que você mais gosta?


Bruno Ribeiro: Livros sobre mistério e sobre política.

10.A literatura é primordial para sua vida?


Bruno Ribeiro: Sim. A partir da literatura eu conheço o mundo sem precisar viajar.


11.Deixe uma mensagem?


Bruno Ribeiro: “A mais mistério entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia.”

terça-feira, abril 03, 2007

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade(Rodrigo Poeta). Poeta, pesquisador, professor e cabo-friense.

Vejamos um texto de sua autoria publicado no livro "Se eu pudesse" do Colégio Municipal Rui Barbosa de Cabo Frio-RJ em 1997:

"Clonagem poética"


Foi um clone poético

De linguagem que saiu através de um eco.

Foi um clone poético
Da filosofia do pensamento.


Clonaram as poesias...

Clonaram os sonetos...
Clonaram os versos...

Clonaram as estrofes...


Quem foi ?

Foi o poeta daquele FOI.

Foi de poesias encontradas em um OI.


Oi, clonado

Ou arranjado

De outro OI de uma poesia do poeta clonado.


(Rodrigo Poeta -18/06/97)

__________
O poema “Clonagem poética” integra-se ao livro de poesias do Colégio Municipal Rui Barbosa, livro de nome “Se eu pudesse” lançado em 24/10/97.

quinta-feira, março 15, 2007

ARTIGO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade(Rodrigo Poeta). Poeta, pesquisador e professor cabo-friense.

Vejamos um texto de sua autoria publicado no site Portal Lagos.net:



“O pluralismo lingüístico do início do século XXI”

Aprender um língua (idioma) de outra nacionalidade é muito importante, mas devemos antes é aprender a nossa língua e suas variantes.
Variantes regionais, coloquiais e codificadas no âmbito da nova onda, que é o pluralismo da internet.
Um pluralismo feito de códigos reduzidos, abreviados e modificados para facilitar a comunicação dinâmica e impulsiva, criada por uma massa de internautas, através de bate-papos, imails, orkuts e msns.
Conclui-se, que uma língua raiz hoje além de ser inovada com novos códigos neologistas, também é inovada ou melhor pressionada pela tecnologia, que é a matriz do novo momento.
Matriz essa criada pelo homem a adaptar-se ao meio do pluralismo comunicativo sócio-econômico e cultural.
Não devemos esquecer a raiz de todos os códigos, que é mãe desse pluralismo, a nossa língua culta e normativa.
Mãe, que está a evoluir ao lado da tecnologia, mas não se esquecendo de suas virtudes e morais lingüísticas de diacronia e sincronia da norma culta, tão castigada pelos estrangeirismos do sistema global em vigência.

(Rodrigo Octavio Pereira de Andrade – poeta, professor, pesquisador e
cabo-friense)

Publicada no site: www.portallagos.net

quinta-feira, março 01, 2007

POESIARTE EM FOCO DE JOSAFÁ JOÃO


A poesiarte apresenta: Josafá João de Oliveira. Escultor, poeta e um grande defensor da natureza. Nasceu no Rio de Janeiro em 5 de novembro de 1949 e morreu na cidade em que escolheu viver sua vida(Cabo Frio-RJ) em 25 de julho de 2007.

"POESIA DE ESCULTOR"

Poeta esculpe palavras
O sonho é seu instrumento,
Se poeta eu for, com trovas,
Esculpirei este momento.

Depois das palavras prontas
É feito o acabamento,
O poeta pega a pena
E dá forma ao pensamento.

Se fossem apenas de tinta
As palavras no papel,
Alguém que as escreve ou pinta,
Já seria um menestrel.

(Josafá João de Oliveira)
05/11/1949 - 25/07/07.

sábado, fevereiro 03, 2007

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta). Poeta, professor, pesquisador e cabo-friense.


Vejamos um texto de sua autoria, que foi publicado no site "Crônicas Cariocas":


"Apartheid Camuflado"

Vivemos em um apartheid camuflado,
Diferente do sanguinário apartheid da África do Sul.
Um apartheid, que não vemos,
Mas existe aos olhos apocalípticos
Dos que enxergam longe ou até perto demais,
O preconceito racial bem apostolicamente
Frio e decidido.
Somos uma nação,
Que nasceu escrava na colonização.
Somos uma mistura de negro, nativos desta terra (os índios)
E ‘brancos’ devastadores do Ocidente.
Demarcaram a nossa pele,
Criaram rótulos mesquinhos
Entre o passado das chibatas ao presente
Das balas de fuzis.
O quilombo virou favela,
A favela quilombo dos pobres e excluídos
Desta nação mestiça.
Não temos Martin Luther King,
Malcolm X, Gandhi e nem Dalai Lama.
Temos Zumbi, João Cândido, Ganga Zumba,
Anastácia e os nativos da língua tupi-guarani.
Somos uma nação multicultural,
Que carrega nos braços o preconceito multiracial.
Castro Alves, Teixeira e Souza, Lima Barreto,
Machado de Assis são só nomes que figuram na luta
Contra o pré-conceito do conceito do preconceito.
Versos testemunham
Ainda as origens dos atabaques,
Dos orixás, dos arcos e flechas dos índios
Tamoios, que viveram um dia aqui.
As oferendas são versos,
Mas o Apartheid Camuflado,

Continuará aos olhos perplexos
De uma criança dentro de nós

Ao vento da vida e de nossa luta incansável

Pela liberdade dentro desta pseudo-democracia.



(Rodrigo Poeta)



http://www.cronicascariocas.com.br/poesias_rod_poeta.html

terça-feira, janeiro 30, 2007

POESIARTE EM FOCO DE SANDOVAL FAGUNDES


A poesiarte apresenta: Sandoval Fagundes. Poeta e artista plástico de João Pessoa-PB.

Vejamos um poema de sua autoria:


"Céus das florestas pintadas"

Segunda não há feira feita
e nem floresta resta.

Não há céu de brigadeiro
nem se conhece a face imunda da festa.

Segunda há, um segundo não!
De um céu de mato pintado nas paredes
e nenhum peixe pescado nas redes.

Nesse mar de mato e cal
não há alimento guardado
nos vazios congelados
dos fastios de mim mesmo.

(Sandoval Fagundes - 18/12/06)

domingo, janeiro 14, 2007

POESIARTE EM FOCO DE LENISE MARQUES


A poesiarte apresenta: Lenise Marques. Poeta de Quaraí-RS.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"Borboletas de letras"

Abri o livro...cuidadosamente, mas qual..
tarde demais, os poemas escaparam,
nacarados: azuis, vermelhos amarelos,
as asas batendo numa profusão de cores

Rimas, versos brancos, sonetos, trovas
Delicadas asas, turbilhão de sensações,
palavras em belíssimas evoluções aladas!

E me quedei absorta e deslumbrada
Pela infinita cor, movimento e paixão,
Da letra preta, imóvel sobre o papel branco!

(Poeta Lenise Marques)

sexta-feira, janeiro 05, 2007

POESIARTE EM FOCO DE REGINA ROCHA


A poesiarte apresenta: Regina Rocha. Poeta nascida em São Paulo.


Vejamos uma poesia de sua autoria:


"Palavra"

Uma procura plena de palavras
singela sintonia alcançada
mais que a busca do alimento
saciedade da fome somente do pão
repleto de pensamentos

Que amor ao sobrepor
desejos secretos
nos grãos de areia do deserto
estão presentes teu universo

As lágrimas rolam em sua face
a sede que perdura
acentuam o perfume das flores
os sorrisos de sua boca
revelam a magia das cores

Grande poder das palavras
razão dos pensamentos
faz unir as memórias brilhantes
montanhas silenciosas
desejam felicidade e paz


(Poeta Regina Rocha)



terça-feira, janeiro 02, 2007

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta). Poeta, pesquisador, professor e cabo-friense.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"O pescador ou o último caiçara de Cabo Frio"

Pesca...pescador
Entre no mar para pescar.

Pesca...pescador
Entre o mar e a luz do luar.
Pesca...pescador

O peixe ao embarcar
Para se alimentar.

Peca...pescador
Entre sereias no sul a evermelhar-se.
Pesca...pescador

Entre profissionais e amadores.
Pesca...pescador
Entre a areia e o mar.
Pesca Jacy Pimenta, o pescador
Para seu filho ganhar entendimentos
Da pescaria ao luar.

Pesca...pescador
Com a linha, com a tarrafa...
Na praia, no barco ao mar entre amigos

Para a vida continuar.

(Rodrigo Poeta)

*Poesia publicada no Jornal de Sábado de Cabo Frio-RJ. (11/11/03)

sábado, dezembro 30, 2006

POESIARTE DE JOÃO PEDRO RORIZ


A poesiarte apresenta: João Pedro Roriz. Poeta e ator carioca.

Vejamos um poe
ma de sua autoria:
 

"A DIVINA COMÉDIA"

Nossos olhos repousam após a divina tormenta do tempo;
Nossos sonhos dançam constrangidos sob a chancela de acordes viscerais;
Os quebrantos colossais se abraçam sofridos...
E despertamos num sórdido momento de ilusão.

Nos amamos, escondidos...
Com os olhos lançados no abismo que separa o inferno do paraíso;
E nesse furto solitário das emoções tempestivas, nos consumimos,
Pois o mistério contradiz o tempo quando somos bandidos.

_________________________________________
Poema integrante do livro "A Poesia Teatral" (João Pedro Roriz, Editora Ibis Libris)

sábado, dezembro 23, 2006

POESIARTE EM FOCO DE MEG FONSANT


A poesiarte apresenta: Meg Fonsant. Poeta de Porto Alegre-RS.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"DESEJOS &  BEIJOS SEM LAPIDAÇÕES"

Com os mesmos dedos que cavam,
revolvem a terra e fertilizam
Quero cravar-te os dedos.
Afundar-me em ti,
até encontrar tua Alma.


Lamberei meus dedos lambuzados
de ti, felizes por ti...
Sorvendo e lentamente degustando
tudo o que é teu.

Terei por fim alcançado
o que te manteve enclausurado,
triste e febril.

Tenho faro de Bloodhound, e agilidades
de felinos Heiters
para cravar em teus instintos...
Para alcançar-te com camaleônicas e suaves mãos.

E nos beijos volverás aos delírios.
Sugando a língua,
arrancando de teu corpo
outros sentidos...
Alcançando-te a alma
do passado em que sofrias.

Farei ao teu presente a poesia
Na duração, que desejares, desse beijo.


(Poeta Meg Fonsant - 20/12/2006)

terça-feira, dezembro 05, 2006

POESIARTE EM FOCO DE JOAQUIM MONCKS



A poesiarte apresenta: Joaquim Moncks. Poeta nascido em Pelotas-RS.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"BAÚ DOS AMORES"
 
E o poeta perde a bússola
de todos os caminhos
o destino marcado por andar
sem nunca fazer morada.
Mergulha na insolente emoção,
indormido milagre de estar junto
flama permanente de tudo
e com este archote ardido
empalma o facho da Poesia.

Débil réstia, luz pros olhos antigos
o coração cantando alegorias
na permanente ilusão.

Por fim, depois de tantas estripulias
– da estrela d'alva ao poente –
luzes coroam aqueles outros
que tanto como os escribas
são pura poesia
eternos motivos para o canto.
São estas almas simples
que perpassam a permanente inocência
aos seus olhos roxos de esperanças.

– Do livro, em preparo, BULA DE REMÉDIO, 2004 / 06.

(Poeta Joaquim Moncks)

sexta-feira, dezembro 01, 2006

POESIARTE EM FOCO DE ANTONIO KLEBER MATHIAS NETO


A poesiarte apresenta: Antonio Kleber Mathias Neto. Poeta de Macaé-RJ.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

"SONEGAÇÃO"

Participo das buscas ao teu lado,
procura indefinida, precipícios,
sob as manhãs incertas dos meus vícios,
aprendiz no teu corpo aventurado.

Se tanto eu desconheça desde o início
as razões do teu gosto inconformado
- tanto que ele é o escopo procurado -,
em ti não desconheço os artifícios!

A nudeza, tesouro que me entregas,
filha da intrepidez concupiscente,
transforma a lucidez em obsessão!

Perdido na refrega da emoção,
sinto a tua lascívia tão presente!
Mas noto que tua alma me sonegas!

(Poeta Antonio Kleber Mathias)

domingo, novembro 19, 2006

POESIARTE EM FOCO DE ELTON MALAQUIAS


A poesiarte apresenta: O primeiro colocado no I CONCURSO CONSCIÊNCIA NEGRA DE POESIA 2006 do Colégio Municipal Professora Elza Maria Santa Rosa Bernardo.

*Nome da aluno: Elton N. Malaquias - Turma: 2001/Ensino Médio.



“Consciência Negra”

Nesta terra de riquezas, 
Que foi palco de maldades,
Onde se fez ecoar, o grito de ‘liberdade’.
Mãos calejadas, pés inchados,
Marcas de sofrimento,
Que são escondidas pelo tempo,
Que sopesam, por estar vigentes
Nos corações dos inocentes.
O martírio terminou, os açoites
Se findaram e o sangue não jorra mais,
Esvaído pelas chagas,causadas pelo azorrague,
Que foi forjado, no sentimento de superioridade
Dos homens poderosos e da dura servil.
Depois de um decreto, estimado por poucos,
O coração desejoso, pode então aspirar um futuro
De igualdade.
Depois deste lapso, a consciência negra,
Nos faz refletir sobre o que ainda subsiste
Nos corações dos filhos desta terra.
Ainda está em vigência,
O bater do azorrague,
Não concreto, mas um sentimento
Abstrato, que se tornou
Um instrumento de conceito errôneo
E causa o martírio na dignidade,
E no sentimento de amor próprio.
Esta consciência, tem que
Se tornar em pugnação
Contra a mão que bate
E gera a inferioridade e a superioridade
Do potencial humano e extinguindo a igualdade.


(Elton N. Malaquias)

sábado, novembro 18, 2006

POESIARTE EM FOCO DE PRISCILLA RAMOS


A poesiarte apresenta: O segundo colocado no I CONCURSO CONSCIÊNCIA NEGRA DE POESIA 2006 do Colégio Municipal Professora Elza Maria Santa Rosa Bernardo.

*Nome da aluna: Priscilla Ramos da Cruz - Turma: 2001/Ensino Médio.

Vejamos a sua poesia:

“Nossa canção”


Ouçam o canto de lamento
Daqueles que em tormento cantam,
Para a tristeza espantar.
Muitos que ouvem esse som
Não se agradam do tom
E querem nos calar.
A chibata do capitão-do-mato,
Hoje é a arma do soldado
Que vem nos revistar.
Fomos reprimidos, fomos escravizados...
Tentaram nos manter calados,
Porém agora, vão nos ouvir cantar.
Nosso canto é de tristeza
Apesar de tal beleza
Não querem nos deixar cantar.
Nosso canto é de protesto
Uma orquestra sem maestro,
Que canta sem desafinar.
Fomos vozes do deserto,
Que num futuro bem perto,
Sonhamos a todos cantar.
Cantamos de coração!
Essa é a nossa canção
E nunca conseguirão nos calar.


(Priscilla Ramos da Cruz )

POESIARTE EM FOCO DE MIDIÃ DA SILVA


A poesiarte apresenta: O terceiro colocado no I CONCURSO CONSCIÊNCIA NEGRA DE POESIA 2006 do Colégio Municipal Professora Elza Maria Santa Rosa Bernardo.

*Nome da aluna: Midiã da Silva Soares - Turma:3000/Ensino Médio.

Vejamos a sua poesia:


“Decisão dolorosa”


Dorme meu filho em meu ventre.
Não quero que este mundo lhe conheça.
Por fora é puro e belo,
Por dentro as raízes são negras.
Não quero que meu filho seja culpado,
Por tudo que tem a sofrer.
Perdoa-me a decisão amarga.
Não precisa vir a nascer.
Espero que o céu mantenha teu riso,
Nas mais belas estrelas a brilhar.
Em meu peito terei a certeza,
Que um dia iremos nos encontrar.

(Midiã da Silva Soares)

domingo, novembro 05, 2006

POESIARTE EM FOCO DE PAULO NEUMAN

A poesiarte apresenta: Paulo Neuman. Poeta nascido em Boa Nova-BA.

Vejamos um poema de sua autoria:

ELEMENTOS

Somos elementos de diferentes conjuntos
Juntos, não chegaremos ao canto determinado
Divórcio é tudo o que podemos ser amanhã
Canto aquela canção e me despeço de você.

Gosto da poesia de Manoel Bandeira
Porque conheço minhas perdas e fracassos
Trago na manga a carta definitiva de ontem
Não dou bandeira - não estou apaixonado!

Nadei para não morrer na praia deserta
Volto para a metrópole com angústias urbanas
Sábado haverá sarau no bar de Rosa Maria
Contudo, trancar-me-ei naquela retrospectiva!

Enquanto lá em Trindade ninguém dorme nem hoje nem nunca...

Ontem eu era o cineasta em busca do panorâmico
A musa disse-me não mais uma vez e nada é novo
Os atores sentem fome e eu ofereço "nada" a todos
Eu não quis fazer-me de vítima - dancei forró!

Encomendei Rosas Vermelhas ao ontem-insano!
Agora já não amo mais ninguém - enganado fui!

Paguei pelas Rosas Vermelhas e nada recebi!

Numa perfeita desconstrução de mim mesmo estilizado
Em sonhos, mudo de endereço e viajo feliz outra vez!

Nesta altura do drama, eu quero apenas desfalecer
Numa perfeita desconstrução de mim mesmo estlizado
Em sonhos, mudo de endereço e viajo feliz outra vez!

Bem que eu quis beber apenas o passado remoto
Mas a taça já estava sobre a mesa arrumada e definitiva!

Garçons circulam pela sala suspeita...
Já é madrugada e nada de concreto acontece...

Apenas um baile à fantasia:
Todos descaradamente mascarados!

(Poeta Paulo Neuman)


sábado, outubro 21, 2006

POESIARTE EM FOCO DE JIDDU SALDANHA


A poesiarte apresenta: Jiddu Saldanha. Poeta nascido em Curitiba-PR e residente de Cabo Frio-RJ.

Vejamos alguns haicais de sua autoria:


HAICAIS

na hora de partir
lembranças de tudo
a vida se reescreve

***
perdido no meio do mundo
o sol procura o mistério
para torná-lo mais quente

***
passou por aqui
uma formiga afoita
cigarras no jardim

***
vento soprando frio
a pontinha dos dedos
foge das meias de lã

***
a cada manhã
um colibri pousa em mim
é o néctar do teu corpo

***
louco pra te amar
a noite parece não vir
o cantador adormece

***
meu coração assim aceso
com flechadas sangrentas
verte poesia ensolarada

***
leva-me para longe
com tua língua molhada
faça-me emboscadas

***
a caminho de casa
uma valsa toca e meu coração
só pensa em descanso

***
por mais que o instante
seja breve
a caneta escreve


(Poeta Jiddu Saldanha - 2006)

quinta-feira, outubro 12, 2006

POESIARTE EM FOCO DE SERGINA MELLO


A poesiarte apresenta: Sergina Mello. Poeta e responsável pelo jornal cabo-friense "Milenium".

Vejamos uma poesia de sua autoria:

A Graça da Palavra Simples

Deus,
Dai-me o dom de escrever poemas
E a graça da palavra bela.
Dai-me a virtude de fazer poesia,
Para que eu possa, 
Com meus verbos simples,
Relatar a vida, o amor e a morte.
E possa, em frases bem cuidadas,
Descrever os sons e as cores
O céu e o deserto.
Deus,
Fazei de mim poeta
Trovadora errante, musa e santuário,
Harpa e firmamento.
E, eu, poeta, possa Deus onipotente,
Em cânticos suaves e
Palavras bem serenas,
Contar a ele o quanto
O amor é belo
E meu amor é grande.

(Sergina Mello - Cabo Frio, 1976)

*Foto de Sebastião Salgado - Primeira comunhão em Juazeiro do Norte - Brasil ,1981.

sábado, outubro 07, 2006

POESIARTE EM FOCO DE FLÁVIO OTÁVIO


A poesiarte apresenta: Flávio Otávio. Poeta de Bela Vista-MG. Autor do livro de poesias "Cata-Ventos".

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"Contradições"

Traze-me as respostas,
Todas à ponta da língua,
Como uma íngua
A ferir-me a virilha...
As tuas mãos são pesadas,
E meu ombro calejado
Não suporta o abraço
Em que me envolves...
Teu olhar inveja-me...
Teu cheiro causa-me ânsia...
E, você insiste em dizer-me
As definições da vida.
Já viveste o bastante
Para se tornar meu guia?
O espírito levita só;
O corpo esfacela ante o pórtico,
Você se aniquila,
Evapora na fumaça de enxofre
E cálidas formas.
Eu sigo meu caminho de penas...
Prisioneiro de minhas próprias
Limitações...
Consumido em minhas dores
E angustiosas indagações...
Meu caminho se torna longo
E a chegada cada dia mais distante...
Nenhum anjo me carrega,
Tenho que caminhar
Com minhas próprias pernas...
Tenho que escrever
Minha própria história...
Mas como?
Se minhas pernas já não andam,
E meu corpo não responde
Aos meus comandos?
Marionetizei-me
Segundo os teus desejos,
Tirei minhas conclusões
Das conclusões alheias;
E, hoje estou mais imperfeito ainda!
Sorrio o mesmo sorriso forçado,
Minhas frases são todas ensaiadas
Em músicas que já não tocam em rádios...
O mundo me acha o máximo
Mas sou a mínima das verdades...
Sou alto e forte
Embora pequeno e fraco...
Sou tudo
Ante o absurdo do nada...
E, assim, me tornei um sujo
De corpo e alma alva!

(Flávio Otávio) Bela Vista-MG

quarta-feira, outubro 04, 2006

POESIARTE EM FOCO DE TORRES DO CABO



A poesiarte apresenta: Torres do Cabo. Poeta, artista plástico e claro cabo-friense.

Vejamos uma poesia de sua autoria:

"O Bom Lusitano"

Eu nasci no São Bento.
Na terra dos fortes ventos
Do peixe e do camarão
Do namorico na praça
Do camboim com cachaça
Nas noites de procissão.

Do refresco vendido no pote
Do carapicu na capote
Ou camarão com chuchu
Carne seca, feijão e toucinho
Kasquinó com pimenta e vinho
E água fresca do Itajuru.

As famosas caldeiradas
Tainhas de ovas salgadas
E o pega-pato no Canal...
Futebol com bola de meia
Sopa de siri candeia
E as velhas barcas de sal.

Bordejando ao jeitinho delas
Com suas enormes velas
Transportando nosso sal
Nosso famoso tempero
Foi-nos trazido do Aveiro
Das terras de Portugal.

(Torres do Cabo)