quinta-feira, fevereiro 21, 2008

POESIARTE EM FOCO DE LUIZA CAETANO


A poesiarte apresenta: Luiza Caetano. Poeta e artista plástica portuguesa.


Vejamos uma poesia de sua autoria:




Alfama (Lisboa) - Quadro de Luiza Caetano.



ALFAMA DE LISBOA

Hoje, me perdi em Alfama
com o poeta Fernando Pessoa.

Andei de viela em viela
bebendo cheiro de mangericos
em ébrias taças-lembranças.

Escrevi um fado pintado
e o pregão duma varina
numa das sete colinas.

Enquanto a chuva molhava
memórias e marinheiros
num eléctrico amarelo
que ía prá Rua das Trinas.

Hoje passeei com Pessoa
no bairro da cidade branca

Casario de Lisboa
de pranto-saudade pintado

no trinado duma guitarra
o desenho da calçada
Lisboa saudade fado

(Poeta Luiza Caetano)

Site da autora:
http://www.luizacaetano.com

sábado, fevereiro 09, 2008

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresente: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta). Poeta, pesquisador, professor e ativista cultural cabo-friense.


Vejamos uma poesia de sua autoria publicada no site Crônicas Cariocas:


“Lágrimas Secas”

 

Nos versos de Patativa do Assaré,
Caminho pelo chão rachado da seca
Entre mandacarus e urubus do Sertão.
Os olhos do horizonte não enxergam
O Velho Chico,
Diante de um acorde de Luiz Gonzaga,
A relembrar as histórias de Lamarca e Lampião
Pelo Sertão.

A poesia é poeira na veia
De João Cabral de Melo Neto,
Mas incendeia nas mãos de Graciliano
E Guimarães Rosa ao som de um repente
Feito numa roda em Arcoverde.

A caatinga me fere com os seus espinhos,
Com o seu olhar de morte em desalinho.
Os retirantes fogem, clamam e pedem
Para Padre Cícero pelas bênçãos das chuvas de São Pedro
Aos olhos de um São João num foguetório dos infernos
Entre os braços de Suassuna e de João Grilo, O Amarelo,
Que representam o Sertão.

As mulheres ficam num olhar triste,
Enquanto os homens buscam alimento
E salvação em terras alheias do Sertão.
Deixam família, casa e coração,
Para um dia voltar
E verem com outro olhar o Sertão.

Os retirantes fogem da fome,
Da seca, da morte em busca da salvação!
Os sertanejos são fortes,
Mas a seca do Nordeste
É fera e os engole...

Anjinhos nascem e morrem...
...para serem sepultados num chão pobre.
As rachaduras são rios de lágrimas secas
Ao olhar dos versos de um menino a lamentar
Entre a poeira ao lado de uma carcaça de boi
Nas mãos do Sertão brasileiro.

(Rodrigo Poeta de Cabo Frio-RJ. – 15/10/07)

Link do site Crônicas Cariocas, onde estão vários poemas do autor:

http://www.cronicascariocas.com/poesias_rod_poeta.html




quarta-feira, fevereiro 06, 2008

POESIARTE EM FOCO DE ELÍDIA ALMEIDA


A poesiarte apresenta: Elídia Almeida. Poeta de Jacobina-BA.

Vejamos uma poesia de sua autoria:



ECLIPSE!


Fenômeno de alta grandeza
Que faz a junção do rei sol
E da rainha lua!

Um brilha de dia o outro
Brilha de noite!
Queriam muito
Se encontrar, mas
Não sabia como...

Deus o criador da,
Imensa galáxia, deu
A oportunidade aos dois,

Se abraçarem, se fixarem
Por apenas um dia e em
Determinado tempo marcado.

O sol e a lua, o rei e a rainha
Do reino da galáxia!
Grandes astros que se amam,
Que se entrelaçam...

Então o espetáculo
Do casamento do sol e
Da lua é contemplado
Por todos aqueles que,

Podem ver e sentir
A maravilha do grande fenômeno
do criador do Universo...!


 (Poeta Elídia Almeida)

domingo, janeiro 27, 2008

POESIARTE EM FOCO DE LUIZ LEMOS


A poesiarte apresenta: Luiz C. Lemos. Poeta cordelista, pesquisador de Cultura Popular e conhecido como Compadre Lemos. Nascido em 14 de janeiro de 1954 em Teófilo Otoni- MG, mas morando atualmente em Juiz de Fora-MG.

-Vejamos uma poesia de sua autoria:


Literatura de Cordel - Os Folhetos que contam o Nordeste...

Se nos roubam por prazer,
Por inveja ou por maldade,
Usemos de Caridade,
Na beleza do esquecer!
O nosso perdão vai ser
Lição que vamos mostrar!
Pra frenrte se deve olhar,
Pois a vingança é mesquinha...
Lembrando bem Gonzaguinha:
"Outra vez recomeçar"!

O Cordel é nossa meta
Nosso campo e nossa vida!
Ou seja, pois , esquecida,
A maldade, rude seta!
Tracemos a linha reta,
O bom caminho a trilhar,
Pois quem ousou nos roubar
Não tem mais nem o que tinha...
Lembrando bem Go9nzaguinha:
"Outra vez recomeçar"!

(Compadre Lemos)



Link do autor:

segunda-feira, janeiro 21, 2008

POESIARTE EM FOCO DE YVE LYSY


A poesiarte apresenta: Yve Lysy. Poeta de Volta Redonda-RJ.

-Vejamos uma poesia de sua autoria:


LAMENTO

Enclausurada
A mulher amada
Na torre do coração
As trancas enferrujadas
depois de trancadas
não abre mais não.

Não tem direito de escolha
Faz só o que ele quer
Foi transformada em robô
Não é mais uma mulher.

Ele bem que sabe disso
Mas finge não saber
Põe desculpa no ciúme
E diz que a sua mulher
Ele não quer perder.

Que foi difícil encontrar
Um amor tão grande assim
Que ela lhe devolveu a vida
E hoje ele sabe viver
Que esse amor tão bonito
Não pode ter fim.

De repente ele não sabe
Que o corpo ele pode ter
Mas que os pensamentos
São ocultos
Esse ele não pode ver.

O canto do rouxinol
Se fez ouvir por todo o tempo
É o lamento da mulher amada
Ali deixada no esquecimento.

Ela chora sentada no chão
Olhos fixos sem expressão
Ela desenha com seus dedinhos
As lágrimas que caem no chão.

E o homem desesperado
De ver a mulher infeliz
Ele a toma em seus braços
E com ela sai dali
Sem perceber
Que foi tarde demais
E em seus braços
A mulher amada, jaz.


(Poeta Yve Lysy)

sábado, janeiro 19, 2008

POESIARTE EM FOCO DE RAQUEL FADEL




A poesiarte apresenta: Raquel Ap. Fadel. Poeta que nasceu em Santa Rita do Passa Quatro, mas atualmente vive em São Carlos-SP.

-Vejamos uma poesia de sua autoria:


INFÂNCIA


Pés descalços
Corriam pelos pastos
Nariz escorrendo,
Limpavam com os braços
Subiam em goiabeiras, jabuticabeiras,
Derrubavam mangas das mangueiras
Bonecas eram sabugos.

Pneus, bolinhas de gude e
Pião eram brinquedos
Soltavam pipas o dia inteiro
Passo a passo
O sapato matou o pasto:
I
magens, controles dominam

Parte da vida, obra prima...
Rolimãs não mais existem
Esqueceram o esconde-esconde
O consumo insiste, persiste...
Grades protegem o bronze.
Goiabas, jabuticabas e mangas,
Pela feira vem conhecer.
Acabaram as brincadeiras
É nossa infância a fenecer...
E pelas crianças um grito:
Não tirem delas esse capítulo!

(Poeta Raquel Ap. Fadel)

quinta-feira, janeiro 10, 2008

POESIARTE EM FOCO DE GLÓRIA ANCHIETA


A poesiarte apresenta: Glória Anchieta. Poeta nascida em Belo Horizonte-MG, que vive atualmente no Rio de Janeiro-RJ. Glória Anchieta é conhecida entre o meio literário por Glorinha Gaivota.

-Vejamos uma poesia de sua autoria:


"UM GRITO DE LIBERDADE"


Liberdade... Liberdade!
Pra você, pra mim e pra ele.
Liberdade para nós!
Presos nas lembranças do passado,
Na pobreza do espírito e
No medo de se entregar!...

Liberdade!... Liberdade!...
Pra nós prisioneiros!
Presos à comodidade da vida,
Presos a falsas ideologias,
Presos a hipocrisias!...

Liberdade!... Liberdade!...
Para libertar os sonhos!
Para exteriorizar a beleza escondida em aparências!
Para nos libertar das prisões interiores,
Do vicio, do medo e da solidão!...

Liberdade!... Liberdade!...
Para as prisões de segurança máxima,
Criada por nós contra nós.
Com proteção mentirosa,
Que nos afasta de tudo.
Que nos faz desconhecer os verdadeiros valores!...

Liberdade!... Liberdade!...
Para as mentiras cravadas no coração,
Perpetuadas de geração a geração e
Que nos dá luz mentirosa.
Que nos prende a falsos valores e
Tantos falsos amores!...

Liberdade!... Liberdade!...
Tirem as correntes de nós!...
Abra a porta, coração!
Lava a alma da opressão!...

Liberdade!... Liberdade!...
Para que possamos caminhar
Com a alma iluminada!
O coração purificado!
Os ideais modificados e
Os caminhos destravados!...

Liberdade!... Liberdade!...
Para todos nós viventes,
Para que possamos caminhar!
Mais com o amor resplandecido em nós e
No caminho do verdadeiro bem!...

Liberdade!... Liberdade!...
Abaixo os falsos valores!
Abaixo os falsos pudores!
Abaixo as falsas crenças!
Abaixo a escuridão!...

Liberdade!... Liberdade!...
Para aprendermos a cada dia,
Conhecer e amar mais o irmão!
Sem crenças, sem burocracias,
Sem racismo e sem cobranças!...

Liberdade!... Liberdade!...
Libertação para todos nós,
Tolos de conhecimentos!
Aprendizes de defesas, cobranças e
Professores de intolerâncias!...

Liberdade!... Liberdade!...
A verdadeira crença Nasce, Cresce e Perpetua no coração,
Exterioriza-se na arte de estender a mão!
O caminho é livre!...
O bem é imprescindível.

Liberdade!... Liberdade!...

(Poeta Glória Anchieta)

terça-feira, janeiro 08, 2008

PERFIL DE WASHINGTON BENAVIDES


A poesiarte apresenta: Washington Benavides. Poeta e músico uruguaio nascido em Tacuarembó em 03 de março de 1930.Colaborou com a revista Asir na década de 1950. Foi professor de literatura de Educação Secundária. Mais tarde na Faculdade de Humanidades e Ciências de Educação pelo Departamento de Letras Modernas e Contemporâne. Depois na UdelaR. Também trabalhou em rádio.
Seu primeiro livro foi publicado em 1955 é chamado “Tata Vizcacha”. Ele é uma sátira de alguns personagens de sua cidade natal.
Outras obras de sua autorias:
  • Tata Vizcacha (1955)
  • El Poeta (1959)
  • A un hermano (1962)
  • Poesía (1963)
  • Las Milongas -la obra más difundida- (1966)
  • Poemas de la ciega (1968)
  • Los Sueños de la Razón (1968)
  • Historias (1971)
  • Hokusai (1975)
  • Fontefrida (1979)
  • Murciélagos (1981)
  • Finisterre (1985)
  • Fotos (1986)
  • Tía Cloniche (1990)
  • Lección de exorcista (1991)
  • El molino del agua -Premio Nacional y Municipal- (1993)
  • La luna negra y el profesor (1994)
  • Los restos del mamut (1995)
  • Canciones de Doña Veus (1998)
  • El mirlo y la misa (2000)
  • Los pies clavados (2000)
  • Biografía de Caín: (2001)
  • Un viejo trovador (2004)
  • Diarios del Iporá (2006)
- Vejamos alguns poemas de sua autoria em espanhol e português:


Los pies clavados

Aqui y en guardia a tu probable signo,
aquí me encontrarás, si acaso quieres.
Has de mirarte en simulacro indigno
de la fatal belleza co
n que hieres.
Tu nombre,al que Fray Luis en glosa santa
fray-mentara,e
s un ave de ala trunca,
es un silbo de oro en la garganta
que empieza siemp
re y que no acaba nunca.
Ojos de barro para t
i deseara;
no la mitra ni el halo q
ue decae
no entenderte,beberte en fuente clara-.

Pero nombro la cuerda del ahorcado:
que mé
dula de nieve te retrae
"si estás par
a esperar los pies clavados"?

Os pé cravados

Aqui de guarda a teu provável signo,
aqui me encontrarás, se acaso queres.
Irás olhar-te em
simulacro indigno
desta fatal beleza com que feres.
Teu nome , que Frei Luiz em glosa santa
frag-mentara,
é uma ave de asa trunca,
um assovio de ouro na garganta
que se alça se
mpre e não acaba nunca.
Olhos de barro para ti pensara;
sem a mitra nem o halo que decai
não entender,
beber-te em fonte clara.
Mas eu
nomeio a corda do enforcado:
que medula de n
eve te retrai,
"se estás para esperar de pés cravados"?

Sabiduría

No es un elefante asiático
que se te viene encima
haciendo retemblar la tierra
de los sueños.
El tiempo c
alza zapatillas de tenis
y es una enérgica muchacha
a la que no podrás disputarle
un solo game.


 
sabedoria

não é um elefante asiático
que te vem em cima
fazendo
retumbar a terra
de teus sonhos
o tempo calç
a sapatilhas de tênis
e é uma enérgica senhorita
com qu
em não podes disputar
nem mesmo um game

Un tango

Un tango que venía más solo que la muerte
tanteó mi
corazón con mano ciega
el silbo se
me fue de entre los labios
y la deshabitada boca entró en la tierra.

Um tango

Um tango vinha mais sozinho do que a morte.
Tateou meu cor
ação com mão de cego,
desfez-me de meus lábios o assovio
e já desabitada a boca entrou na terra.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

POESIARTE EM FOCO DE LUCIA GOMES


A poesiarte apresenta: Lucia de Souza Gomes. Poeta nascida 10/10/1974 em Iguaba Grande-RJ. A poeta é autora do livro "Espelho da Alma".

Vejamos uma poesia de sua autoria:

"Poeta em extinção"


Sou um poeta em extinção
um dos poucos que ainda
ouve a voz do coração
como eu não há ninguém
que sente a doçura dos sentimentos,
das palavras,
nos momentos de amor,
de dor ou de aflição

Que vê a transparência da alma
numa palavra suave e calma
que ainda canta o amor...

Sou um poeta que está morrendo
pouco a pouco a minha força se esvai,
pouco a pouco as palavras fogem
e o amor não existe mais

Não deixe o poeta morrer
não deixe as palavras sumirem
não deixe o sonho acabar
o sonho que ainda resta
se perder na imensidão...
escute seu coração ...
não deixe morrer o poeta!

(Poeta Lucia de Souza Gomes)

sexta-feira, janeiro 04, 2008

POESIARTE EM FOCO DE MARILENE TEUBNER


A poesiarte apresenta: Marilene Pacheco Teubner. Poeta de Urânia-SP.

Vejamos uma poesia de autoria:


"Chuva de esperança"


Cai entre lágrimas
A angustia.
No solo seco
Do amor.

Bate a saudade
Da inocência.
Só existente
Na infância.

No presente
Nada e tudo
Na ausência
Da felicidade.

Chove no rosto
Perguntas sem respostas.
Da ilusão
Plantada sem razão.

Chove amargura
Chove tristeza
Mas também
Chove esperança.

(Poeta Marilene Teubner)
08/10/07

terça-feira, janeiro 01, 2008

PERFIL DE CHICO SCIENCE


A poesiarte apresenta: Chico Science.

- Vejamos um pouco da vida deste poeta do MANGUE BEAT e uma composição de sua autoria:

*Francisco de Assis França, mais conhecido pela alcunha de Chico Science (Olinda, 13 de março de 1966 - Recife, 2 de fevereiro de 1997) foi um cantor e compositor recifense, um dos principais colaboradores do movimento Manguebeat em meados da década de 1990. Líder da banda Chico Science & Nação Zumbi, deixou dois discos gravados: Da Lama ao Caos e Afrociberdelia, tendo sua carreira precocemente abortada por um acidente de carro na rodovia entre as cidades de Olinda e Recife.

*Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 80. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no funk e no hip hop. A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar em Recife e Olinda e iniciou o "movimento" mangue beat, com direito a manifesto ("Caranguejos com Cérebro", de Fred 04, da Mundo Livre S/A). Em 1993 uma rápida turnê por São Paulo e Belo Horizonte chamou a atenção da mídia. O primeiro disco, "Da Lama ao Caos", projetou a banda nacionalmente. O segundo, "Afrociberdelia", mais pop e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa e Estados Unidos, onde fizeram sucesso de público e crítica. O Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs.

*
Podemos citar, como bandas relacionadas a Chico Science, as conterrâneas Mundo Livre S/A, Bonsucesso Samba Clube, as mais recentes Cordel do Fogo Encantado, Mombojó e Otto, passando por Sepultura (mais especificamente o álbum Roots), Cássia Eller (intérprete de músicas como Corpo de Lama e Quando a Maré Encher), Fernanda Abreu (álbum "Raio X") e Arnaldo Antunes (álbum "O Silêncio"), além da antiga parceira e ainda em atividade: Nação Zumbi.
Em 2007, recebeu homenagem do prêmio Multishow, do canal da Globosat de mesmo nome.

A Cidade
Chico Science

Composição: Indisponível

O sol nasce e ilumina
as pedras evoluídas
que cresceram com a força
de pedreiros suicidas
Cavaleiros circulam
vigiando as pessoas
Não importa se são ruins
nem importa se são boas

A cidade se apresenta
centro das ambições
para mendigos ou ricos
e outras armações
Coletivos, automóveis,
motos e mêtros
Trabalhadores, patrões,
policiais, camêlos

A cidade não pára
a cidade só cresce
O de cima sobe
e o de baixo desce
A cidade não pára
a cidade só cresce
O de cima sobe
e o de baixo desce

A cidade se encontra
prostituída
por aqueles que a usaram
em busca de saída
Ilusora de pessoas
de outros lugares,
a cidade e sua fama
Vai além dos mares

No meio da esperteza
internacional
a cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos
Sempre uns com mais e outros com menos

A cidade não pára
a cidade só cresce
O de cima sobe
e o de baixo desce
A cidade não pára
a cidade só cresce
O de cima sobe
e o de baixo desce

Eu vou fazer uma embolada,
um samba, um maracatu
tudo bem envenenado
bom pra mim e bom pra tu
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus
Num dia de sol
Recife acordou com a mesma fedentina do dia anterior.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

POESIARTE EM FOCO DE ALBERTO DA CRUZ


A poesiarte apresenta: Alberto da Cruz. Poeta de Angra dos Reis-RJ.

- Vejamos um poema de sua autoria, que participou do concurso da comunidade Vale das Sombras da poeta Ana Lopes (Me Morte):


Sombras

Olhos funestos a vagar no nada.
Figura sombreada à beira da amargura.
Traços da loucura perpetuando n’alma.
Idílio sem calma à noite escura.

Sombras sombrias, sombrias sombras
Arrastam seu vulto ao umbral da alcova;
Gemem frenéticas ao som funéreo;
Cravam a escuridão no ser descontente.

E nos olhos baços a lágrima escorre
Soturnamente lírica qual no Musset
A arruinar o coração aflito
Que bate à espera de alguém.

Pálida figura dos olhos meus,
Vagas no jardim ermo da morte...
Tal minha imagem aflita
A ranger as correntes da dor.

Figura dilacerada de paixões,
Canta teu fado mofinado
Ao som do bardo arruinado
No calabouço fúnebre das emoções.

(Poeta Alberto da Cruz)

sexta-feira, dezembro 21, 2007

POESIARTE EM FOCO DE JULIANA BASÍLIO


A poesiarte apresenta: Juliana Basílio. Poeta de Mogi das Cruzes-SP.

- Vejamos um poema de sua autoria, que participou do concurso da comunidade Vale das Sombras da poeta Ana Lopes (Me Morte):


Sede Macabra

Seu olhar me enfeitiça
E de ódio meu coração se enche
Alguma coisa por trás me atiça:
"Vamos! Siga em frente"

No dia seguinte a notícia no jornal:
"Corpo encontrado podre no porão"

Enfim realizei meu desejo mortal
E sem esperanças de ter algum perdão
Minha sede aumenta de maneira fatal

Eu corro, eu vago, eu persigo
Não posso controlar esse desejo
Eu mato, eu observo, eu ponho em perigo
Estou presente em todo o cortejo

Fui consumida pelo meu próprio delírio:
"Louca suicida-se no sanatório municipal"

Só e torturada pelo martírio
Eu vivia no quarto imundo habitado pelo mal
Agora... minha cabeça paira diante o espelho.

(Poeta Juliana Basílio)

Link do seu site:
http://www.cantinho-da-jully.blogspot.com/


domingo, dezembro 09, 2007

POESIARTE EM FOCO DE NELSON SAÚTE


A poesiarte apresenta: Nelson Saúte. Escritor, poeta e professor de Ciências da Comunicação. Nasceu em 26 de fevereiro de 1967 na cidade de Maputo, capital de Moçambique.

*Um pouco da vida de Nelson Saúte:

- No início de su
a vida profissional em Moçambique, trabalhou na revista "Tempo",
no jornal "Notícia
s", na Rádio Moçambique e na Televisão de Moçambique. Em Portugal, onde se licenciou em Ciências da Comunicação (na Universidade Nova de Lisboa), foi redator do "Jornal de Letras" e "Público".

- Em 1989, foi co-autor (com Fátima Mendonça) da "Antologia da Nova Poesia Moçambicana:1975-1988", publica pela Associação de Escritores de Moçambique.

- Em nome individu
al, publicou em 1996: "O Apóstolo da Desgraça" (estórias; Publicações Dom Quixote, Lisboa).

- Em 2000, publicou: "Os Narradores da Sobrevivência" (romance; Publicações Dom Quixote, Lisboa).

- Em 2001, publicou: A antologia de contos moçambicanos "As Mãos dos Pretos" (Publicações Dom Quixote, Lisboa)


*Capa do livro "As Mãos dos Pretos" de Nelson Saúte.


- Vejamos uma poesia de sua autoria:


"MUNHUANA BLUES"

Lá nos arrabaldes da minha infância
a casa da Munhuana me não resiste apenas
também guardo ciosamente na memória
as histórias da minha avó Angelina
e mantenho o medo
da ameaçadora visita do Guiguisseca
anunciada na varanda da loja do Muchina
enquanto os miúdos do meu bairro
todos eles craques
desmentiam o talento do Eusébio.
Ali no Bairro Indígena eu ainda sou
aquele rapaz de calção e sapatilhas
- compradas numa daquelas lojas
dos monhés do Xipamanine –
correndo a toda a largura a rua do Zambeze
no dia em que prometeram
uma visita ao Jardim Zoológico.
O baldio que ficava à frente da minha casa
foi vítima de urbanização clandestina
e no lugar onde as meninas se despontavam
para os meus sonhos febris de vate desassumido
e vendiam badjias e matoritoris
reincide-se na ofensa à memória.
Naquele tempo minha avó reverberava o mito
esvoaçando as saias das moças nos bailes
e as calças bocas de sino dos rapazes do Chamanculo.
Foi ali que começou esta minha mania de amar o Brasil
nas vozes do Carnaval da avenida de Angola.
O samba da Mafalala também tinha batuques
e a folia Índica desta minha Bahia
marrabentando os acordes da tua viola.
Também cantei e bailei como esta noite
neste meu desavisado regresso ao Xipamanine
não só por culpa dos avatares do velho gramofone
e os discos de 45 rotações mas por imposição
da vocação da minha avó Angelina
que jamais enfrentou um palco.
Fica para contar aos meus filhos os talentos
dos que nos precederam. Minha avó agora não canta.
Na sua casa ex-madeira e zinco de precária alvenaria
ela deita-se no chão
de cimento queimado e conversa com os ancestrais
quase todos eles à sua espera em Ressano Garcia.
Tudo isto agora e sempre nesta noite de sábado
eu filho legítimo das bangas na geração dos anos 80
a dançar até amanhecer quando no dia seguinte
tinha folga na minha indesmentida profissão
de formador de bicha nas lojas do Povo
ou no talho da Eduardo Mondlane que abria as portas
já com a carne do Botswana esgotada.
Mesmo assim as nossas festas
com cervejas à pressão e coca-colas
compradas a muito custo
pelos nossos meticalizados bolsos
incompetentes para adquirirem as montras vazias
das cooperativas de consumo parecem ficção
aos olhos desta juventude.
Não muito longe do largo João Albasine
nestes anos todos de ausência da Munhuana
exilado lá para os lados da zona alta da cidade
quem regressa é aquele menino que eu fui
muito antes de conhecer o Alto-Maé dos chinas
quando a Polana era só e apenas
um vago e improvável aceno do futuro
e a Sommerchield adjectivava a quimera.
Agora meu velho João Domingos retorno
à minha infância entregue ao prodígio desta noite
de extenuado sábado nesta pista de dança
e no espanto deste incauto duelo com os velhos mitos.

(Nelson Saúte - poeta moçambicano)


sábado, dezembro 01, 2007

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta). Poeta, professor, pesquisador e cabo-friense.


Vejamos uma poesia de sua autoria publicada no jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ:

"P.r.O.c.E.s.S.o"


Poetas ritualistas,
Diante de onomatopáicos
Versos que fluem em críticos
Ecos da alma.

Excesivos sincretistas
De palavras multicoloridas
Entre sinceros poemas...

Ordinários e ordinárias são esses devoradores
De palavras do além processar.

P.r.O.c.E.s.S.O
Um conjunto de idéias poéticas nascidas do ser,
Onde o fermento são as palavras
Entre um preparo para uma metapoesia
De invenções, projeções, produções...baluartianas!

Poetas ritualistas,
Diante de onomatopáicos acontecimentos
Versativos que eclodem em palavras:
P...PrProProcProceProcesProcessProcesso...Processo...
Pr...PrProProcProceProcesProcessProcesso...Process...
Pro...PrProProcProceProcesProcessProcesso...Proces...
Proc...PrProProcProceProcesProcessProcesso...Proce ...
Proce...PrProProcProceProcesProcessProcesso...Proc...
Proces...PrProProcProceProcesProcessProcesso...Pro...
Process...PrProProcProceProcesProcessProcesso...Pr...
Processo...PrProProcProceProcesProcessProcesso...P...
...e as reticências vão para o P.r.O.c.E.s.S.o...

(Rodrigo Poeta)


quarta-feira, novembro 28, 2007

POESIARTE EM FOCO DE SANDRA ALMEIDA


A poesiarte apresenta: Sandra Almeida. Poeta nascida em Jandaia do Sul-PR. Residente em Maringá-PR. Sandra Almeida é colunista do Jornal O Rebate de Macaé on line e geógrafa.

Vejamos um poema de sua autoria:


"Sina do Sertanejo"

O sertão chora,
desamparado.
A seca o devora,
até seus sonhos,
seu dotô!

Patriarca despede,
lágrimas e saudades.
Leve balançar de cabeça,
um dia voltarei.
Espere...a vida vai melhorar!

Meninos sem entender, espiam.
Aconchegando na saia da mãe,
lagrimas ensaiam em seus olhos.
Coração anseia resto de esperança.
- O pai prometeu!

Mas as promessas.
Não cessam.
Vida ingrata.
Sempre a prometer!

Como preces atendidas,
chove no sertão,
mandacaru florido.
- Como luzes em avenidas!

Um cheiro envolvente,
de flor,terra molhada
e esperança!

Par de olhos parados,
fixam a entrada.
Cantarola pra esquecer
a tristeza.

Triste notícia recebeu
José não mais voltará.
Atravessando a São João,
o mundo de concreto o levou.

E Maria...emudece numa última prece!

(Poeta Sandra Almeida)

*Link de sua coluna no Jornal O Rebate:
:http://orebate-sandradealmeida.blogspot.com/

quarta-feira, novembro 14, 2007

POESIARTE EM FOCO DE CECÍLIO BARROS


A poesiarte apresenta: Cecílio Barros. Poeta e patrono da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ.

Vejamos uma poesia de sua autoria:


"Poema ao filho Pavão da Gaita"
Ao sono numa esteira adormecida
Vê-se um ébrio infeliz ali deitado
Vagando pelas ruas maltrapilho
E talvez pela família desprezado
Eu choro e sinto de lhe ver assim
Cabelos grandes, barba até o peito
Jogado à rua em moita de capim
A terra fria é seu próprio leito
Ó Deus, tenha compaixão
Deste infeliz e desta triste sina
Dê-lhe amor, dê-lhe a luz divina
Se for teu filho considere irmão

(Poeta Cecílio Barros)

*Foto: Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Arraial do Cabo-RJ.





quarta-feira, novembro 07, 2007

POESIARTE EM FOCO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta). Poeta, professor, pesquisador e cabo-friense.


Vejamos uma poesia de sua autoria publicada nos jornais O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ e Jornal Lagos da Região dos Lagos-RJ:


“Sintra de Portugal”

Ó cidade portuguesa,
Diante da pequena
E simpática Quinta da Regaleira,
Que revela toda a sua beleza.

Pequena Sintra majestosa,
De jardins, de castanheiras-da-índia,
Diante das fontes de grande beleza,
Para as estátuas dos deuses de pedra.

Ó Quinta da Regaleira,
Você se torna nome de um sonho,
Perante ao patamar dos deuses da renascença,
Até a torre dos guardiões do escuro.

Cruzes templárias despertam curiosidade,
Diante de um mistério desconhecido,
Perante a Ordem de Cristo em sua realeza tênue
Aos diversos sentidos relacionados ao seu esoterismo.

Ó Quinta da Regaleira,
Perante ao seu altar-mor de sua capela
A coroação de Madalena,
Diante de uma arte plena.

A águia com seios,
Mostra a fugacidade palaciana,
Diante da utopia dos homens
Perante a sua perseverança.

Ó Sintra de Portugal,
Pequena cidade,
Que diante dos olhos o coral
Dos deuses para a realidade.

Se torna romântica a melodia
Das vozes que ecoam,
Dentro de um olhar impresso na fantasia
De uma poesia paisagem.

(Rodrigo Octavio Pereira de Andrade 23/04/00)

sábado, setembro 15, 2007

RODRIGO POETA NA MÍDIA IMPRESSA

Minha poesia "Apartheid Camuflado" publicada no Jornal Alto Madeira de Porto Velho-RO na página Lítero Cultural do poeta Selmo Vasconcellos.

RODRIGO POETA NA MÍDIA IMPRESSA

Minha poesia "Sintra de Portugal" publicada no Jornal Lagos da Região dos Lagos-RJ na coluna Lagos Poesia.

sábado, setembro 08, 2007

ENTREVISTA COM FÁBIO EMECÊ


A poesiarte apresenta: Fábio de Souza Batista(Fabio Emecê). Poeta, professor e ativista cultural.


Vejamos uma entrevista feita pelo poeta Rodrigo Octavio ao poeta Fabio Emecê:


Nome: Fábio de Souza Batista
: (Fabio Emecê).
Cidade de origem: Cabo Frio-RJ.

Data de nascimento: 28/07/1981.
Cidade em que reside e representa no meio literário: Cabo Frio-RJ e redondezas.


1-Como você começou a gostar de poesia?


Não tenho uma data precisa, mas sempre gostei do jogo de rimar, sempre achei interessante o efeito sonoro, com o tempo descobri que a poesia poderia ter o efeito sonoro, mas a idéia é fundamental. Aí já era.


2-Quem incentivou você?


Não sei se tive um incentivo específico, só se foi na escola e eu nem percebi.


3-Que tipo de poesia você mais gosta e prefere fazer?


Não tenho um gosto específico, mas gosto de escrever sobre sexo, mulheres, amor e militância política!


4-Qual o seu estilo de fazer poesia, ou seja, qual o modo em que você faz a poesia?


Não tenho um estilo específico, ou não consigo me especificar. Mas disseram que eu estilo nonsense, outros me chamaram de romântico. E eu só escrevo.


5-O que representa ser poeta para você?


Representa dizer o que quer na hora que bem entender. Representa autonomia.


6-O que representa a poesia para você?


Palavras encadeadas com o desejo que acabar com a mesmice do mundo e propor uma transformação.


7-Quais os grandes ícones da poesia brasileira e mundial, que agrada mais você?


Eu gosto do Augusto dos Anjos, Baudelaire, Fernando Pessoa e Manuel Bandeira. Sinto que preciso me aprofundar mais na poesia pós-moderna para citar mais nomes.


8-Você já participou de recitais de poesia? Se participou cite alguns de grande importância?


Já sim. O Sarau Periférico realizado no bairro Jardim Esperança foi importante,pois está dando um pontapé inicial num projeto de transformar aquele bairro em pólo cultural. Em breve isso irá acontecer, pode contar.


9-Qual a sua visão sobre a cultura de Cabo Frio e redondezas, principalmente no campo da literatura?


A literatura funciona com escritores e leitores praticando seus atos. E para que isso aconteça eficientemente, alguém precisa estimular. Temos o poder público para fazer isso, mas ele se omiti, ignora, sei lá. Talvez com artistas dispostos a mudar esse quadro, o estimulo se torna eficiente e a literatura seja tão importante quanto o carnaval é para os governantes daqui.


10-Você já publicou algum livro? Se já, cite o nome dele e o ano em que foi publicado?


Ainda não. Em breve!


11-Você já fez algum projeto ou participou de algum em referência a poesia?


Poesia especificamente ainda não.


12-Qual a poesia sua em que você mais possui afeição?


Pergunta difícil, mas tem uma eu gosto que se chama “Enfeite”, que fala sobre a maquiagem no rosto feminino e a submissão do homem em ter que aceitar esse capricho feminino.


*Entrevista feita por Rodrigo Octavio Pereira de Andrade. (Rodrigo Poeta)

quinta-feira, agosto 23, 2007

ARTIGO DE RODRIGO POETA


A poesiarte apresenta: Rodrigo Octavio Pereira de Andrade (Rodrigo Poeta). Poeta, pesquisador, professor, ativista cultural e cabo-friense.


Vejamos um artigo de sua autoria publicado no Jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ:


"Pobres e poucas ovelhas da Educação"

O ensino mudou! Esta afirmativa até parece piada, mas é o que diz o Governo. E você professor mudou? Uma pergunta difícil de responder!

Vamos então a dois exemplos de professores caracterizados, um por Pedro Bloch e o outro por Chico Alencar.

Pedro Bloch no seu livro “É Proibido Falar com Juninho!”, mostra um professor de mente retrógada, onde criança não pensa e não questiona na visão dele. Um professor que parou no tempo, vê que tem um aluno do qual possui esses ‘péssimos hábitos de pensar e questionar’, tenta assim excluí-lo da escola, para não contaminar os demais alunos.

No final disso tudo, esse professor parado no tempo é o verdadeiro excluído pelos professores de mentes dirigidas par o futuro e o bem-estar dos alunos. Salve Juninho, o aluno deste livro!

Chico Alencar no seu livro “Br 500 Um guia para redescoberta do Brasil”, mostra uma professora dedicada a aprender, conhecer e claro a observar o mundo em sua volta.

Uma professora que gosta de trabalhar em grupo, uma professora que não está de mal com a vida, pois ela está na luta, na busca de uma renovação contínua da Educação. O nome dessa professora de Chico Alencar é Maria, uma mulher que escolheu esta profissão com amor e dedicação.

Vemos então dois casos de professores dedicados com sua atualização dos seus conhecimentos, mas aquele professor retrógrado de Pedro Bloch ainda existe, diferente dos outros professores do seu livro, e ainda está parado no tempo, porque o ensino não mudou propriamente como diz o Governo.

Falam que a escola é baseada ao aluno que aprende a aprender, isto não é verdade para a realidade que vivemos.

Vemos alunos amontoados em salas precárias, sem professores, sem materiais didáticos, sem merenda e sem condições psicológicas de vida no ambiente escolar.

E dizem que a escola é pública, ou seja, “não é paga!”

Vemos os tais que aprenderam a aprender, a fazerem atrocidades com trotes mortais dentro das universidades e em escolas os tais que aprendem a aprender, violências mortais.

Onde está a Educação?

Sem a Educação, não temos um ensino propriamente dito e determinado por uma lei.

Fome, miséria, violência, estes são os problemas da Educação de uma sociedade brasileira que forma este país.

O Brasil dos Analfabetos, Semi-Analfabetos e o Brasil dos FDPS, que dizem que o ensino mudou. E você coitado professor, é valorizado, é vinculado no seu trabalho às práticas sociais como diz a lei, você professor tem deveres e direitos?

Assim sendo, nem tudo é ruim na Educação, pois existem “Pobres e poucas ovelhas” tentando mudar esta situação.

(Poeta Rodrigo Octavio Pereira de Andrade)